IMPACIÊNCIA EM GRITOS

Pov. Rosalie

-Já chega Alice! Eu não quero mais discutir com você. – era a voz de Edward lá em cima.

-Se você não quer discutir pra quê fica procurando confusão?- começou Alice.

-Eu? Eu procurando confusão? Dá um tempo! Você saiu lá do seu quarto e veio pro meu reclamar até das porcarias das meias que eu to usando!- disse Edward, irritado.

-Pelo menos eles ainda não estão gritando. – disse Jasper, movendo novamente seu rei, na tentativa de fazer um xeque-mate na minha rainha.

-VOCÊ É UM EXIBIDO!- Alice gritou e tanto eu, quanto Jazz, reviramos os olhos.

"Vai começar tudo de novo..."- pensei.

Desde que mamãe e papai decidiram ir passar o aniversário de casamento em uma ilha do atlântico, as coisas começaram a desandar entre Alice e Edward.

Eles nem pareciam àqueles irmãos que se mantinham em constantes carinhos físicos, enchendo-se de abraços e palavras afetuosas, sem contar à cumplicidade que lhes rendia muitos elogios dos nossos pais. Eram os caçulinhas perfeitos!

Até que meu pai disse que a nossa tia e primas estavam viajando e que alguém ia ficar no comando. Sempre quem ficava era Jasper e eu, mas depois que Emmett, Edward e Alice nos convenceram a desobedecer as regras e roubar alguns carros para apostar raxa, a gente resolveu que era melhor não ficar no comando tão cedo, a não ser que realmente não tivesse outra opção.

Quando Edward e Alice souberam que não íamos ficar no comando, acabou-se a história de "irmãos perfeitos", era cada um por si.

-VOCÊ É QUE SÓ FALTA COLOCAR UM SINALIZADOR NA CABEÇA PRA CHAMAR ATENÇÃO E EU QUE SOU O EXIBIDO? SE ENXERGA GAROTA!- disse Edie. Eles estavam provavelmente a ponto de rolar no chão a tapas.

A briga toda começou porque Edward se encheu de si e foi dizer que já que Jazz e eu não íamos ficar responsáveis, a única pessoa que tinha "COMPETÊNCIA" pra isso era ele.

Alice ficou louca e foi uma gritaria horrível, eles começaram a se xingar, depois ficaram se constrangendo e revelando segredinhos um do outro que nossos pais não sabiam. Alice tava ganhando a discussão, então Edie ficou com raiva e falou mal das roupas dela, ai a porra ficou séria! A mamãe teve que ameaçar dar uma surra neles para que parassem de gritaria, sorte a deles que ela não contou nada pra Carlisle.

O problema é que eles fingiram que tinham parado, porque estavam do mesmo jeito, ou pior que antes.

-SE ENXERGA VOCÊ, SEU TAPADO MEDROSO! PENSA QUE EU NÃO SEI QUE VOCÊ TAVA IMPLORANDO PRA TOMAR BANHO COM O PAPAI DEPOIS QUE A GENTE ASSISTIU "O RETORNO DOS AMALDIÇOADOS" E SÓ PORQUE ESTAVA COM MEDO BEBESÃO! – Alice começou a relembrar os constrangimentos do meu irmãozinho. No começo foi até engraçado enquanto eles revelavam as criancices um do outro, mas como dizem: "tudo demais cansa." Foi exatamente o que aconteceu, a gente cansou dos dois, encheu o saco mesmo, até Jasper tava começando a cogitar a idéia de ir contar o que tava acontecendo pro papai, já que mamãe estava protegendo os pirralhos.

-AH! EU QUE SOU O BEBESÃO? POIA SE EU LEMBRO-ME BEM, NÃO FOI EU QUE CORRI CHORANDO PRO QUARTO DO PAPAI, PRA IMPLORAR PRA DORMIR COM ELE PORQUE TAVA COM MEDO DOS TROVÕES. – Edward começou a revidar.

Jasper e eu estávamos na varanda, mas tínhamos uma visão perfeita da sala da nossa casa.

Corri os olhos pela sala, procurando por Emmett, mas ele não estava lá.

-Eu não agüento mais isso. – foi um sussurro da minha mãe. Ela já estava exausta dessas brigas bobas.

Anteontem, Emmett ainda tava metido nessa briga, era ele, Edie e Lice. A gente não tava agüentando mais. Se minha mão tivesse contado pro meu pai metade dos palavrões que saíram da boca deles, provavelmente íamos ter que mandar fazer dentaduras, porque não ia sobrar um dente na boca deles. Porém, papai chegou a casa e ouviu um palavrão sair da boca do Em quando ele tava brigando com os outros dois pirralhos. Meu pai não quis nem saber, fez meu ursão colocar sabão na boca, depois deu cinco cintadas nas pernas dele e o coitadinho ficou de castigo no canto da garagem durante uma hora e com sabão na boca. No entanto, rapidinho ele parou de se meter nas brigas dos pivetes.

Depois disso também, Edward e Alice tinham parado de brigar... Bom, pelo menos até agora.

-ATÉ PARECE QUE VOCÊ NÃO DORME LÁ DIRETO! – gritou lice.

- E QUEM TE PERGUNTOU ALGUMA COISA, SALVA VIDAS DE AQUÁRIO! – o pirralho tava aderindo os apelidos que o Em dava pra lice e quando ele fazia aquilo, as coisas não terminavam bem.

-É A SUA MADRINHA! TAPADO!- Alice

- VÊ SE DÁ UM TEMPO TAMPINHA. – Edward.

-VAI SE FERRAR EDWARD!- Alice

-VAI VOCÊ, MINIATURA DE BACTÉRIA. – Edward.

-VOCÊ É MUITO RETARDADO MESMO! ACEITA LOGO QUE EU SOU A MAIS VELHA E QUEM VAI FICAR NO COMANDO SOU EU!- Alice

-VAI PRO INFERNO ALICE! EU SOU MAIS VELHO QUE VOCÊ! – Edward

- SÓ NA IDADE, PORQUE ESSA SUA MALDITA MENTALIDADE É DE UM PIRRALHO DE 8 ANOS! – Alice.

Ouvi a porta da frente se abrir e meu pai passou por ela. Meus irmãos mais novos deviam estar tão concentrados naquela discussão patética que nem perceberam a presença do meu pai.

Jasper ergueu os olhos para mim e eu percebi que era minha vez de jogar.

-Ola meus amores. – meu pai já estava ao meu lado e de Jazz, ele parecia ignorar os gritos lá em cima, mas se eu bem o conheço, estava quase fervendo.

-Oi papai. – respondei carinhosamente enquanto movia um peão, meu pai me deu um beijo na testa.

- FODA-SE SUA OPINIÃO!- Edward.

- Oi pai. – respondeu Jazz, enquanto meu pai dava um beijo no alto da cabeça dele.

Jasper me lançou: "Agora o bicho pega".

Baixei a cabeça. Meu pai saiu caminhando em passos humanos em direção as escadas. Quando ele chegou Ao andar de cima, meus irmãos ainda gritavam.

-MALDIÇÃO EDWARD! EU VOU QUEBRAR ESSA SUA CARA DE P... – era Alice, mas derrepente ela parou. Não demorou nem dois segundos e entendemos o porquê.

-CONTINUA. – era a voz do meu pai e ele tava gritando. Ouvi a fivela do cinto se desfazer. Jasper colocou as mãos nos ouvidos e continuou olhando pro jogo.

SLAFTTT!aaaaaarrrrraaaaiiiii! eu posso explicar! Eu posso explicar! – era Alice, mas ao invés de gritos e palavrões, ela foi meiga e submissa.

-EU TE DESAFIO A REPETIR ALICE! REPETE O QUE VOCÊ IA DIZER!- disse meu pai. Ele sempre dizia aquilo quando pegava a gente com a boca na botija. "Eu te desafio a dizer de novo..." ou "Eu te desafio a fazer isso de novo...", mas quem era o louco que ia arriscar perder os dentes ou qualquer parte do corpo? NINGUEM.

Eu estava ouvindo a respiração de Edward.

SLAFTT!Desculpaaaaa papaiziinhoooo!

-VOCÊ TA MERECENDO UMA SURRA PRA PARAR DE SER MAL EDUCADA E ATREVIDA! – meu pai ainda estava gritando. Ouvi um "ãn" era Edward, ele suspirou, provavelmente segurando o choro. Ele não queria chamar a atenção do papai pra ele, não dessa vez.

SLAFTTT! Aiiiiiiiiiiiiii-ai-ai-ai, ainda era Alice e ela já estava choramingando.

-PIRRALHA ATREVIDA!- gritou meu pai.

SlAFTTTTT! Aaaaaaarrrrrraaaaiii desculpaaaa papaiiii, eu nuncaaa maiss façoo de novooo! – Alice se esforçou pra comover meu pai, mas ele estava muito irritado e com razão.

-CALA A BOCA ANTES QUE EU TE DE UMA SURRA COM A FIVELA DO CINTO!- meu pai sempre ameaçava da uma surra na gente com a fivela do cinto, mas ele nunca fez, porém, quando ele tava irritado daquele jeito, a gente não costumava duvidar.

Alice tava engolindo as lágrimas e os gemidos, mas estava falhando.

-E VOCÊ MOLEQUE, EU QUERO OUVIR AQUELE PALAVRÃO DA SUA BOCA DE NOVO, REPETE!- dessa vez foi com o Edward, que provavelmente se fosse humano já tinha se borrado nas calças. Ele morre de medo do papai, mas tem Carlisle enrolado no dedo mindinho.

SLAFTTT! Aaaaaaaiiiii desculpaaaa paizinhooo, desculpa, desculpa... – Edward mal tinha levado a primeira cintada e já estava aos prantos.

-PAIZINHO? VOCÊ AGORA DEIXOU DE SER AQUELE MAL EDUCADO DE MINUTOS ATRÁS FOI? FALA OUTRO PALAVRÃO, FALA EDWARD!- nessa hora, vi mamãe passando pela cozinha com uma pilha de roupas sujas, para a lavanderia.

SLAFTTTT! Aaaaaarrraaaaiii, ai, ai, ai, aiiii.

-REPETE MOLEQUE QUE EU QUERO VER ATÉ ONDE ESSE SEU ATREVIMENTO VAI!- meu pai não costumava gritar daquele jeito, ele provavelmente estava mostrando pra Edie e lice o quanto é desconfortável ouvir grito. A gente sabia que ele estava calmo o suficiente pra não machucar nossos irmãos, talvez ele só tivesse cansado demais, isso sempre deixa ele mais impaciente.

SLAFTTT! Desculpaaaa papaiiiii,desculpa, desculpaaaa... – Edward estava mansinho, mansinho, coisa que só um cinto consegue.

-Papaiiiiiiii euu SLAFTTT! Aaaaaaaaaaaaaarrrrraaaiiiii! – era Edward,mas meu pai deu uma cintada nele, quando ele tentou falar, mas foi tão dengoso que até eu fiquei irritada.

-CALA A BOCA!- disse meu pai- VOCÊ PARA DE SER ATREVIDO EDWARD, QUE MINHA PACIENCIA COM VOCÊ TA NAS ULTIMAS GOTAS!- meu pai devia ta gesticulando junto com o cinto, porque eu podia ouvir o som da fivela.

SLAFTTT! Aaaaaaaiiiii eu vou me comportaarrr papaizinhoooh! Eu jurooo!- meu irmãozinho parecia que apanhava há horas.

-Aiiiii papaiiii! – disse Alice.

-VEM AQUI MOLEQUE!- chamou meu pai, mas como sempre, pelo jeito Edie não obedeceu. – TA QUERENDO APANHAR MESMO NÃO É?- gritou Carlisle.

-Eu já vou, eu já vou... – disse Edie nervoso.

Ouvi a fivela do cinto outra vez.

SLAFTTT! Aaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiii.

-VOCÊ NÃO BRINCA COMIGO HOJE NÃOM, PIRRALHO!

-Aiiii papaaiii. – disse Alice de novo.

-Aiiiiraraii, ai , ai, aiiii- foi Edward.

Vi meu pai começar a descer as escadas, segurando a orelha de Alice com uma mão, e a do Edward com a outra.

-EU CANSEI DE VOCÊS DOIS!- meu pai desceu as escadas rápido, de forma que ele puxasse a orelha dos meus irmãos com força para que o acompanhassem.

Deu pena da minha irmã, meu pai não a tratava daquele jeito, ela devia estar morrendo de medo. Pra falar a verdade, a única vez que eu vi papai agir daquele jeito com meu dois irmãozinhos, foi no dia que eles aprontaram o diabo a quatro no hospital.

Alice desceu quase correndo, enquanto segurava a própria orelha sob a mão do papai.

Edward desceu chorando e segurando o punho de Carlisle.

Meu pai chegou até o sofá da sala e empurrou os dois pra sentarem lá.

-E É PRA FICAR NESSE SOFÁ ATÉ EU MANDAR VOCÊS SAIREM. SE EU OUVIR UM PIO QUE SEJA, OS DOIS REPITO, OS DOIS VÃO LEVAR UMA SURRA DE CINTO. FUI CLARO?- gritou meu pai.

Meus irmãos só gemeram e baixaram a cabeça.

SLAFTTTT!aaaaaarrrraaaaiiiii!- meu pai desceu uma cintada nas pernas de Alice. Ta ai uma coisa que não se via muito, papai batendo de verdade com um cinto em Alice.

SLAFTTTT!aaaaaaaaaarrrrrraaaaaaaaaaaaa! – Edward explodiu em outro choro, exagerando, claro.

-EU PERGUNTEI SE FUI CLARO?- repetiu papai.

-S-siiiim. – disse Alice.

-"SIM" O QUE?- cobro Carlisle.

-S-siiiim senhor papaiiii – disse Alice.

Meu pai olhou pra Edward e meu irmão quase pula do sofá de medo.

-S-S-Siiiiim senhooorrr papaiizinhooo. – disse ele, cheio de manha pro meu pai.

Pelo menos eles iam ficar no sofá ao invés do canto, é sempre mais fácil de proteger o traseiro quando se está sentado.

-ERA SÓ O QUE ME FALATAVA MESMO! – começou meu pai, andando devagar para as escadas outra vez, jogando o cinto pro auto como se falasse com alguém que tivesse no telhado. – EU CHEGO EM CASA MORTO DE CANSADO E ENCONTRO DOIS MOLEQUES FALANDO PALAVRÕES AO GRITOS DEBAIXO DO MEU TETO! É MOLE? DA PRÓXIMA VEZ EU QUEBRO OS DENTES DE QUEM FALAR PALAVRÕES NESTA CASA! – quando meu pai disse isso, Edward e Alice se entreolharam e continuaram com aquele monte de lágrimas e gemidos quase mudos. Eu senti minha espinha gelar, pois embora meu pai não soubesse, metade dos palavrões eles aprenderam comigo.

Meu pai tava remexendo alguma coisa lá em cima, mas em menos de 5 segundos ele estava de volta e ainda com o cinto na mão.

Notei Edward se enrijecer no sofá e Alice não tirava os olhos da lavanderia, onde mamãe estava.

-EU VOU LAVAR ESSAS BOCAS SUJAS E QUE ISSO SIRVA DE LIÇÃO, PORQUE SE EU PRECISAR DAR OUTRA, PODEM TER CERTEZA QUE VAI SER UMA SURRA!- notei que Edward começou a fazer cara de quem ia vomitar, foi ai que notei o sabão na mão do meu pai.

-SE VOCÊ SUJAR ESSE TAPETE, EU VOU LIMPAR COM A PELE QUE EU VOU ARRANCAR DO SEU TRASEIRO, E VAI SER COM ESSE CINTO!- meu pai colocou o cinto dois centímetros do rosto de Edward e pareceu que uma corrente elétrica percorria o corpo do pirralho. Meu pai nunca tinha falado com o garoto daquele jeito, com Emmett sim, mas com Edward ( seu bebê perfeito) nunquinha da silva, até agora.

-ABRE A BOCA. - disse meu pai, pro Edward, mas o idiotinha não abriu então meu pai enfiou o sabão na boca do pirralho na marra.

Meu irmão começou a chorar, enquanto meu pai abria a boca dele pra colocar o sabão. Depois meu pai virou pra Alice e ele não pediu pra ela abrir a boca, ele enfiou logo o sabão pra não perder tempo.

Ele levantou a manga da camisa que ele vestia e olhou que horas eram no seu relógio rolex e depois gritou:

-VOCÊS VÃO PASSAR UMA HORA COM ESSE SABÃO NA BOCA. – papai colocou o cinto na mesinha de vidro perto do sofá e começou a ir pra cozinha, mas antes ele virou pra advertir:

-AH! ANTES QUE EU ESQUEÇA, SE ALGUÉM ENGOLIR O SABÃO VAI FICAR COM ELE NA BARRIGA MORRENDO DE DOR PORQUE DESSA VEZ EU NÃO VOU TIRAR ELE DE LÁ, AO INVÉS DISSO EU COLOCO OUTRO SABÃO NA BOCA DO ESPERTINHO OU DA ESPERTINHA!- meu pai só disse aquilo porque da ultima vez que ele colocou um sabão na boca do Edward, o pirralho engoliu de propósito e começou a sentir dor no estomago. Ele foi correndo pro meu pai, então meu pai levou o pirralho pra vomitar, mas ele não conseguiu e meu pai teve que fazer uma "lavagem intestinal" no Edward. O pirralho chorou de manha pra comover meu pai e ele conseguiu, meu pai ficou com tanta dó dele que até esqueceu-se do castigo do moleque.

Assim que meu pai passou pela cozinha, os meus irmãozinhos começaram a chorar, mas sem nem ao menos se mexer.

Quinze minutos depois, meu pai voltou com um copo de sangue que ele tava bebendo, enquanto conversava com a mamãe, e desligou a luz da sala, mas os pirralhos não ficaram no escuro, pois tinha a luz da cozinha e da varanda. Eles ficaram na penumbra, mas Edward começou a chorar de novo.

Meu pai lançou um olhar irritado para ele, mas voltou pra cozinha pra conversar com minha mãe. Eles falavam do hospital e de vez enquanto mamãe comentava sobre algumas reportagens absurdas e eles mudavam de assunto.

Jasper já tinha me vencido duas vezes, mas eu continuava a insistir em vencê-lo.

Passaram mais quinze minutos, meus irmãos estavam fazendo cara de quem ia vomitar a qualquer momento.

Papai passou por eles e foi pro seu quarto, mas antes ele lançou um olhar pra Edward e pensou alguma coisa muito assustadora, porque no mesmo instante Eddie arrumou aquela cara e engoliu o vômito.

Quando meu pai desceu, já tinha passado mais quinze minutos. Carlisle tinha ido tomar banho. Ele voltou vestindo uma blusa preta de mangas curtas, que ficavam perfeitas nos seus bíceps fortes, e uma calça de moletom. Apesar das roupas informais, ele ainda tinha cara de intimidador.

-Amor, pega o ferro de passar roupa pra mim. – pediu mamãe, da sala da lavanderia.

Meu pai voltou lá em cima e em segundos desceu com o ferro de passar pra minha mãe.

-Xeque- mate! – disse Jasper, tirando minha atenção do que estava acontecendo na sala.

-Ah! Não jazz! – bufei quando notei que eu não tinha mais saída.

Alice gemeu no sofá, ela talvez engolisse um pouco de sabão. Jasper olhou tristonhamente pra ela. Ele odiava ver Alice apanhar, mas por mais que quisesse defendê-la, ele sabia que nosso pai estava certo e que tanto Alice, quanto Edward precisava de limites, porque ninguém agüentava as brigas deles, não eram piores do que as minhas e do jazz, mas com certeza nos tiravam do sério.

Vi meu pai na porta da cozinha quando faltava apenas 5 minutos pra hora do sabão chagar ao fim. Os pirralhos começaram a derramar lágrimas outra vez e meu pai ignorou cada uma delas.

-Onde o Emmett está Rose?- perguntou papai, ele estava mais suave agora.

-Ele não me disse pra onde ia papai. - respondi. Tomara que o Em não esteja aprontando!

Meu pai não disse nada, foi até a mesinha onde tinha deixado o cinto e pegou seu celular. Ele sentou de frente para os meus irmãozinhos, enquanto discava o numero do Em.

-Oi papai?- disse Emie.

-Onde você ta? – meu pai estava falando em tom baixo, mas visivelmente irritado.

-To na cidade. É que a mamãe pediu pra mim pagar umas coisas e aproveitar pra levar o carro dela pra uma "revisão". – disse Emmett. Meu pai não respondeu de imediato, ele parecia surpreso com a resposta do Em. Era difícil imaginá-lo com algum tipo de responsabilidade.

-Já é bem tarde, você não acha?- disse meu pai. Aquilo era um jeito diferente de mandar o Em vir pra casa.

-Agora que são 8 horas, mas eu já estou indo papai. – foi a primeira vez que Emmett não discutiu a hora de voltar pra casa, com meu pai.

-Tudo bem então. – disse papai, depois ele desligou o celular e foi pra cozinha.

Ouvi quando minha mãe disse:

"Eles ainda nem tomaram banho..."

Depois meu pai voltou pra sala, acompanhado pela minha mãe, que vinha com uma pilha de roupas passadas.

-De pé, os dois. Acompanhem-me. – disse meu pai, apontando para os pirralhos, que quase correram atrás do meu pai.

-Alice, você vai com a sua mãe e Edward vem comigo. – disse meu pai, no meio da escada.

Edward lançou um olhar Ed inveja pra Alice, ele queria ter ficado com a mamãe.

-Se eu ouvir uma palavra sua, você já sabe. – disse papai, olhando para Alice, que balançou a cabeça freneticamente em um "sim".

Era difícil imaginar papai falar com Alice daquele jeito, aquele era um comportamento que ele tinha com Edward e a maneira que ele estava tratando Edward, era a maneira que ele tratava Emmett.

Tinha alguma coisa perturbando meu pai, ele soube do que estava acontecendo em nossa casa hoje e já agia como se tivesse presenciado cada briga que aconteceu.

-Deve ser problemas no hospital. – disse Jasper quando percebeu minha preocupação, mas foi então que percebi que a preocupação que eu sentia era a dele. Jazz também estava temendo por Alice, mas ele mesmo já tinha cogitado contar pro papai o que estava acontecendo, ele não podia reclamar agora, não mais.

-Sua vez. – falei depois que mexi meu bispo.

#gente, mil desculpas pela demora, eu ia postar no domingo, mas meu irmão apareceu então sai com ele, na segunda feira tive coisa pra fazer o dia inteiro e a noite meu irmão me chamou pra sair outra vez, eu mal consegui estudar hoje com minha consciência pesando toda vez que eu se lembrava de vocês. Desculpem-me...

ps: mandem os reviews, por favor, aqueles que não me deixaram saber que acompanhavam a outra historia, deixem-me saber agora. Quero ver os reviews de todo mundo hein?

Bjão pra vcs meus amores...

BellinhaBlack