#Agradeço muito todos os reviews e aproveito pra deixar registrado aqui a minha comemoração particular de mais de 100 comentários na minha história, minha felicidade é enorme neste momento! Muito obrigada a todos vocês e aproveito para agradecer a todos que me marcaram como escritora favorita, obrigada de coração por divulgarem meu trabalho.

Beijão especial a quem comentou essa fic, Casey, Mel, Mari, Michelli, SISSI81, dhack, Ligia, Nelluca... Nossa se esqueci de alguém desculpe, mas é a felicidade que é grande... Ai vai mais um capitulo da nossa fic que está perto do fim.

"INTROMETIDOS"

Tudo que vocês já imaginavam, mas relatado por pessoas que desconheciam...

(Relatos entre os dias 2, três e talvez por volta da madrugada do dia 4...)

Relatos de Diretora Mary... (entre o dia dois e três)

Eu não estava conseguindo dormir, eu estava nervosa, preocupada e extremamente dividida.

Eram onze horas e cinquenta e três minutos, eu estava em minha cama, olhando a janela e a noite gélida.

"Será que Edward está bem? Será que os irmãos estão cuidando dele como devem? Será que os irmãos estão bem?"

Desde a hora que cheguei da casa dos Cullens, não paro de pensar em Edward e em seu resfriado, não me esqueço da aparência doentia dele.

Eu estava com a consciência pesada, principalmente por lembrar-se do pedido que o doutor Cullen me fez: "Por favor, senhora Mary, deixe-me a par de tudo que acontecer as minhas crianças, é a primeira vez que vou para tão longe e preciso saber se eles estão seguros para que eu possa me sentir bem.".

Essas palavras me atormentavam, principalmente por eu saber que estava desonrando a promessa que fiz ao doutor. "Não se preocupe, vou lhe manter informado de tudo que acontecer com seus filhos, prometo!".

Pelo que vi hoje de manhã, Edward estava muito mal, ele disse-me que era apenas um resfriado, mas ele não me parecia bem, olheiras muito fundas, uma expressão cansada e de certa forma... Com medo...

Não era muito difícil saber que Edward era o caçula, mesmo que ele se mostrasse um rapaz extremamente independente, inteligente e consciente, de vez enquanto ele agia como se fosse um pirralhinho mimado.

Lembro muito bem de uma vez que o vi no estacionamento com Carlisle. O doutor estava irritado, enquanto gritava com Edward sobre algo que ele fez a irmã, e eu estava vendo tudo do meu carro. Houve um momento que Edward olhou direto pra mim, mesmo que não estivesse me vendo por os meus vidros serem fumê, mas eu juro que era como se o garoto estivesse olhando dentro dos meus olhos.

Mais ou menos neste momento o doutor Cullens se irritou e disse pra Edward prestar atenção no que ele estava falando, então do nada ele caminhou para ficar atrás do filho e acredite, ele deu uma palmada no garoto! Na hora eu não podia acreditar no que estava vendo, mas então vi Ed esfregar o traseiro e os olhos e correr para o outro lado do carro, então a porta se abriu e Esme desceu do carro e envolveu o filho em seus braços carinhosamente, enquanto o Carlisle balançava a cabeça em negação.

Foi neste dia que percebi que Edward era meio mimado, primeiro que ninguém chora na primeira palmada por dor, provavelmente por manha e nenhum adolescente acostumado a apanhar fica esfregando o traseiro e os olhos, enquanto corre para os braços da mãe para não apanhar.

No começo eu fiquei assustada quando imaginei que um homem como o doutor, batesse em seus filhos, mas como uma boa psicopedagoga que eu era, prestei atenção nas ações do menino e percebi que aquela palmada foi só pra assustar um garotinho levado e mimado, mesmo que ele tivesse dezesseis ou dezessete anos.

Lembrar-se disso fez minha consciência pesar mais, pais como os Cullens não iriam admitir que eu escondesse algo assim do filho deles, ainda mais se esse filho fosse o caçula! Isso sem contar que eles são os melhores clientes. Nunca atrasam com a mensalidade do colégio e não medem esforços para ajudar no que os filhos precisam.

Pulei da cama com uma determinação implacável e peguei o telefone na mesa de cabeceira. Havia um pequeno pedaço de papel com o número do celular do doutor, então comecei a discar nervosa.

Tum... – Primeiro toque, meu coração pulou, talvez ele não atendesse, era muito tarde.

Tum... - segundo toque, procurei dizer a mim mesma que Carlisle não me acharia uma mal educada depois que eu dissesse que o assunto era sobre seus filhos.

Tum... - fiquei impaciente, ele não iria atender?

Tum... – estava desistindo, quem sabe amanhã de manhã?

-Alô? – a voz grossa e séria do outro lado da linha fez meu coração pular, por alguns instantes eu não sabia o que dizer.

-É... Ãn... Aqui é... Mary... A diretora do colégio. – minha voz começou há falhar um pouco, eu senti vergonha de ter ligado uma hora daquelas, seria mais confortável se fosse Esme que tivesse atendido.

-Aconteceu alguma coisa com meus filhos? – a voz de Carlisle subiu quatro oitavas de preocupação e eu me apressei para acalmá-lo.

-Não... Quer dizer, não é isso... É que... Bom... – não sei como, mas as palavras começaram a faltar.

-Não quero ser grosso, senhora Mary, mas queria que fosse direto ao ponto. – pediu Carlisle com uma meiguice encantadora.

-Queria pedir desculpas desde já por não ter ligado antes doutor, mas seu filho tem uma lábia e tanto!

-Qual deles? – perguntou ele indiferente ao que falei.

-Edward... Bom, é que eles começaram a faltar à aula e... – antes que eu pudesse terminar, Carlisle me interrompeu.

-O QUE? Faltaram? – ele parecia irritado e por um segundo a imagem de um homem com um cinto na mão em frente a cinco crianças acuadas me veio à mente.

-Estive em sua casa hoje à tarde e falei com seu filho mais novo, mas ele estava tão pálido, olheiras fundas, e uma expressão cansada. Ele disse que estava resfriado... –fui interrompida mais uma vez.

-Doente é? Você tem certeza? – aquela irritação de segundos atrás havia passado e ele parecia indiferente outra vez.

-É como eu lhe disse, ele estava com uma expressão cansada, pálido, tossindo muito e quase não caminhava. Disse que Rosalie tinha levado ele ao médico e que este disse que ele deveria repousar. – falei calmamente – Eu disse que ia avisar a vocês, mas seu filho me pediu, alias, suplicou para que eu deixasse vocês "viajarem em paz".

-Foi é? Hum... A senhora fez muito bem em ligar, eu lhe agradeço imensamente por ter mantido sua promessa, eu sei como meus filhos podem nos envolver com as palavras e lhe agradeço por ter se mantido fiel a mim. – disse Carlisle, mas ele parecia irritado, mesmo que tivesse apenas uma leve dose de raiva na voz. – Há mais alguma coisa que a senhora tem para me contar? – perguntou ele.

-Sim, antes que eu me esqueça. Eu não vi Alice e Emmett, mas Edward me disse que eles estavam doentes também.

-E eles faltaram à aula também? – continuou Carlisle.

-Sim, mas deixei-os com faltas justificadas para que não comprometam o histórico escolar, pois como eu lhe disse, vou deixar tudo impecável para que possam viajar, mas só faço isso porque nunca nessa escola tivemos alunos tão aplicados como seus filhos. – falei e normalmente quando um professor elogia um aluno para seus pais, eles costumam puxar assunto sobre o papel de seu filho na escola, mas ao invés de fazer isso o doutor me perguntou coisas que pra mim não faziam o menor sentido e nem demonstravam importância.

-A senhora sabe se algum de meus outros filhos andou confirmando esta historia do resfriado? – perguntou ele.

-Bem, Jasper me disse que era verdade e Rosalie concordou com ele, mas eu não entendo que importância isso tenha. – falei.

-Então Jasper e Rose tem ido para a escola não é mesmo? – continuou ele, ignorando o que eu havia falado.

-Sim, frequências impecáveis como sempre. – elogiei.

-Há mais alguma coisa que você queira me contar? – ele perguntou calmamente e eu respondi que não. Então ele me deu tchau e boa noite e desligou o telefone.

Perguntei-me se fiz algum mal em contar aquilo, mas depois percebi que se eu tivesse filhos eu iria preferir que alguém me contasse se eles estavam bem quando eu estivesse fora. Fui dormir com a consciência leve e calma, minha parte eu fiz.

Relatos do doutor John (por volta do dia três e madrugada do dia quatro.).

Fazem mais ou menos dois dias que estou com uma preocupação constante... Ela me perturba sempre que se lembro de meu amigo Carlisle. Falo dos filhos do meu amigo... Sim, eu não consigo parar de pensar naquelas crianças sozinhas em uma casa tão grande, vendo que pelas histórias que Carlisle conta àquelas crianças não são muito comportadas, e sem supervisão então?!

Tenho três filhos, Jack (19), Nick (17) e Matt (16). Sei muito bem como adolescentes podem ser inconsequentes e acabar fazendo coisas perigosas... Sei disso porque meu mais novo é uma coisa do outro mundo! Até surra de cinto aquele garoto já levou e parece que ele não aprende! Paciência têm limites!

Carlisle já me contou que também já usou de artilharia pesada com seus filhos e que Edward é o que menos apanhou, porém o que mais se mete em confusão, e este é o mesmo caso de Matt, só porque ele é o mais novo têm a casa inteira do lado dele. É por isso que digo que aquele garoto vive aprontando, porque ao invés de levar uma surra e passar um mês sem sair de casa, a mãe dele me convence a dar uma broca e passar dois dias em casa! Vê se pode! Depois ela reclama que o garoto anda desrespeitando ela, chegando a casa tarde, fazendo baderna quando eu não estou em casa... É por essas e outras que sou mais a disciplina arcaica e uma boa conversa, mas claro, nem todo mundo adota o meu método.

Eu estava no hospital quando fui solicitado por Kate para ir ver a paciente de Carlisle, a menina da esclerose múltipla, era uma garotinha linda, mas muito doente. Acho que assim como eu, meu amigo sentiu que se a menina sobrevivesse teria que viver com a ajuda de aparelhos muito caros.

Fui ver a menina, ela estava passando mal por conta da alta dosagem de remédios e a falta de alimentação saudável. Tive que passar horas convencendo a garotinha de que ela precisa comer, mas no fundo eu sei que ela só estava sentindo falta do "seu médico".

Quando sai do quarto da menina encontrei o Dr. Frederick, ele estava irritado sobre algo que sua filha ia fazer, se eu não me engano uma festa que ela ia à casa de algum aluno do colégio. Ele morria de ciúmes de Milene, sua filha, mas não posso negar, a menina era um anjo, só conheço quatro mulheres mais bonitas do que ela, minha esposa, Alice, Rosalie e Esme Cullen...

-Olá Frederick! – falei quando passei por ele no corredor.

-Olá John.

-Algum problema meu amigo? – perguntei sorrindo e meu amigo fez uma careta antes de responder.

-Você acredita que Milene inventou de ir para uma festa hoje de um de seus colegas de classe e quando eu disse "não" a garota fez um escândalo! – disse ele passando as mãos nos cabelos freneticamente, manias de médicos que não dormem, sempre tem algum tipo de tique nervoso.

-Ora essa não me diga. – falei. – mas Milene não estuda com meu filho?!

-Sim, estuda e parece que quem vai dar a festa é um dos filhos de Carlisle! Agora veja só meu amigo, Carlisle está viajando e tenho quase certeza que ele não sabe desta festa e é por isso que não vou deixar aquela pirralhinha rebelde ir. – disse Frederick apertando o punho. Olhei pasmo para ele, quando ele terminou de me dizer que a festa estava sendo realizada pelos filhos de Carlisle. Meu deus! Ele ia ficar louco quando soubesse!

-Você tem certeza que são os filhos de Carlisle? – perguntei sem querer acreditar.

-Absoluta meu caro, Milene gritou com todas as letras que a festa era na casa do meu amigo Dr. Cullen! – disse Fred com uma certeza extrema em suas palavras.

Eu já estava prestes a discar o numero de Carlisle e perguntar se ele sabia daquela festa, mas antes que eu pudesse discar o numero, Kate me solicitou na sala de cirurgia urgentemente.

Tive que ir.

Uma hora depois e eu estava livre outra vez, corri para meu escritório para ligar para meu amigo, mas então fui solicitado na recepção outra vez e tive que ir. Chegando lá Kate me entregou o telefone e disse que era Matt na linha. Atendi.

-Pai? – chamou Matt.

-Sim. – respondi meio irritado, porque não gosto quando eles ligam para meu trabalho, só relevo em casos urgentes.

-Pai, o senhor sabe que eu te amo não é?- perguntou ele e eu soube na hora que ele queria alguma coisa.

-O que é que você quer? Fale logo que estou com pressa. – respondi irritado.

-É que... Bom, eu falei com minha mãe, mas ela me mandou falar com o senhor também e...

-Diga logo Matt, não tenho o dia inteiro! – falei interrompendo-o.

- É que Emmett Cullen me convidou para uma festa que vai ter na casa dele e eu queria saber se o senhor... – antes de ele terminar eu falei.

-NÃO! – eu já sabia onde aquela conversa toda ia dar.

-Mas por quê? VOCÊ NÃO PODE ME REPRIMIR ASSIM! EU TENHO DIREITO! – quando eu chegasse a minha casa ia ter uma conversa séria com aquele menino por ele gritar comigo.

-Pare de gritar comigo! Quando eu chegar a casa vamos ter uma conversa séria. E eu não estou lhe reprimindo, não sei em que música ou filme andou escutando isso, mas é bom que não venha repetir estes clichês em minha casa e muito menos para me enfrentar! – declarei em um tom sério que sempre o lembrava da linha do limite.

-Papai, por favor, deixa, eu levo o Nick, ele também quer ir. Por favor, por favor. – ele continuou insistindo.

-Eu já falei que não e pronto, não quero mais saber dessa história. – falei.

-O senhor não pode me tratar assim! – disse ele enfurecido.

-Olhe aqui rapaz... – antes que eu pudesse terminar a frase ele desligou o telefone! NA MINHA CARA! Atrevido! Hoje íamos resolver pendencias de muitas semanas! Ah se vamos!

Voltei para meu escritório e peguei meu celular para discar o número de Carlisle, ele atendeu ao primeiro toque.

-Algum problema John? – ele perguntou preocupado

-Diga-me você. É um problema seus filhos darem uma festa, enquanto vocês estão fora? – perguntei.

-COMO É? – disse ele no auge da fúria, assim como eu havia pensado. Ele não sabia desta festa. – Quem falou isso? Uma festa? Na minha casa? Enquanto estou fora? De quem foi essa ideia? Quem te contou isso? – Carlisle era um poço de perguntas irritadas.

-Meu filho foi convidado por Emmett para a festa, assim como Milene.

-A filha de Frederick? – perguntou Carlisle.

-Sim e pelo que Fred me contou a festa é hoje à noite. – falei, entregando a festa dos filhos Cullens.

-Como assim hoje à noite? Como eles vão dar uma festa sem minha autorização?! Eu acabei de falar com eles, talvez fosse por isso que estavam tão estranhos e nervosos! Pirralhos! Se eu coloco minhas mãos neles! – Carlisle começou a esbravejar e com razão! Era um absurdo aquela história toda!

-Muito obrigada por me comunicar John, agradeço sua preocupação e vou tomar minhas providencia! – continuou Carlisle.

-Tudo bem meu amigo e tenha calma. – falei, mas pensando bem se eu estivesse na pele de Carlisle agora tudo que eu não iria ter era calma!

-Não conte com isso John, não conte! – disse Carlisle antes de desligar o telefone.

Antes que eu pudesse dizer "tchau", fui chamado na sala de cirurgião urgente, então tive que ir.

A cirurgia era para a especialização de Carlisle, mas eu conhecia bastante da área dele e por isso fiquei no lugar de meu amigo, passei três horas na sala de cirurgia, o caso era complicado e precisei de outro médico, mas no final tudo deu certo. Graças a Deus!

Fui visitar mais alguns pacientes, que foram quase triplicados, pois fiquei como médico dos pacientes de Carlisle que ganhavam em número dos meus.

Quando fui pra casa já passava das três e meia e eu estava muito cansado, mas assim que chegasse à minha residência ia ter uma conversa com meu filho mais novo para coloca-lo na linha outra vez, nem que eu tivesse que usar de minha força.

Como sempre coloquei o carro na garagem e fazendo o máximo de silencio possível fui para meu quarto com o auxilio da luz da tela do meu celular, para não incomodar minha rainha que devia estar dormindo.

Entrei em meu quarto bem devagar e coloquei minha pasta em cima de minha escrivaninha. Quando comecei a tirar os sapatos, a luz se acendeu do nada e eu me virei para trás de uma vez. Minha esposa estava de pé me olhando com cara de raiva. Por dois segundos pensei se o motivo da raiva dela era eu, mas eu não costumo chegar cedo a casa e ela já esta acostumada com isso, porque era meu trabalho.

Antes que eu pudesse abrir minha boca para perguntar o que estava errado, Sofia estava com os braços envoltos em torno de mim. Graças a Deus o problema não era comigo!

-O que foi querida? – perguntei passando a mão nos cabelos sedosos de minha esposa.

Ela ergueu a cabeça para me olhar e notei os olhos dela inchados, ela tinha chorado.

-Foi seu filho. – disse ela em uma voz calma agora.

-O que foi que ele fez? – de repente minha voz subia, falei como se estivesse a ponto de gritar. Devem se perguntar isso: Ei, como ele sabe qual filho é? Resposta: - Só podia ser o Matt e se não fosse, eu tinha mais três chances.

- Ele queria ir a uma festa, mas eu disse não, então ele ficou insistindo e foi pedir a você, mas eu ouvi quando ele gritou pelo telefone e isso só podia significar que não você não tinha o deixado ir. Depois que ele desligou o telefone foi lá pra cima emburrado e por volta de umas dez da noite ele desceu todo arrumado. Então quando começou a sair em direção a porta eu o abordei perguntando onde ele ia, então ele me respondeu gritando, dizendo que ia pra festa, mas eu segurei o braço dele e disse que ele não ia, e ele puxou o braço com força e gritou dizendo que eu não mandava nele e que ia pra festa de qualquer jeito e ninguém ia impedir ele. Mas então eu me irritei arremessei meu chinelo nele, porque eu estava muito irritado e eu acertei a testa dele, então ele pegou o chinelo do chão e arremessou contra o espelho da sala e quebrou meu espelho... – as lágrimas rolaram outra vez depois que ele terminou a narração proeza cara-de-pau de nosso filho. Minha irritação subiu ao nível máximo, eu sabia onde era a festa e sabia o endereço do lugar e ao invés de esperar aquele pirralho chegar eu ia busca-lo!

-Não se preocupe meu amor, ele vai estar aqui em segundos! – exclamei, soltando minha esposa e calçando meus sapatos outra vez, peguei as chaves do meu carro.

-Não amor, vamos espera-lo, ele vai ter que voltar alguma hora. – disse ela, vendo que minha raiva ia acabar me fazendo perder a cabeça com o garoto.

-Não se preocupe amor, eu lhe prometo que ele vai estar aqui já, já e que vamos nos resolver aqui. Eu não vou perder a cabeça, lhe garanto. – depois que falei aquilo para tranquilizar minha esposa, desci as escadas correndo e fui direto pra garagem, onde tirei meu carro e fui direto para a casa de Carlisle buscar aquele pivete!

Não pude evitar a raiva que eu estava sentido, não havia maneira de tirá-la de mim e nem eu queria que ela saísse, eu só queria colocar minhas mãos naquele moleque! Ele ia ver só!

Quando finalmente cheguei à casa de Carlisle tomei um susto. Havia uma aglomeração infinita de carros ao redor da casa, eu quase que não consigo estacionar meu carro. Quando finalmente consegui descer, comecei a caminhar para a casa e quanto mais eu chegava perto, mas barulho eu ouvia. Há pelo menos cinco metros da varando, eu comecei a notar garrafas de uísque pelo chão, eram muitas, varias e todas estavam vazias! Arregalei os olhos para aquilo, comecei a caminhar para dentro da casa, e vi uma multidão de adolescentes pulando e dançando ao som daquele barulho infernal, enquanto bebiam! Isso mesmo, eles estavam bebendo! Eu poderia chamar a policia, mas por consideração a Carlisle eu não ia fazer isso.

Comecei a deixar os olhos atentos, e a procurar pelo meu filho, os adolescentes me olhavam achando esquisito um "coroa" na festa, mas eu não liguei, então avistei perto de uma Mercedes, que tinha seu teto servindo de palco para um baterista, meu filho, com uma garrafa de bebida na mão, servindo uma menina loirinha e magra. Tive vontade de ir até lá e leva-lo para casa a puxões de orelha, mas resolvi fazer um pequeno teatrinho.

Peguei meu celular e apertei na discagem rápida para Matt, chamou umas três vezes até que ele puxou o celular do bolso e ao invés de atender ele desligou, continuei insistindo e ele continuava desligando, então sem querer ele virou e olhou direto pra mim, então eu liguei mais uma vez, enquanto estava sendo observado pelos olhos arregalados do meu filho. Ele atendeu o celular, enquanto olhava para mim.

-Venha aqui agora! – falei irritado, minha voz estava saindo de entre os dentes, tamanha era a raiva que eu estava sentindo. Felizmente ele me obedeceu, assim que eu desliguei o telefone ele rapidamente se despediu da loirinha e começou a caminhar em passos lentos para onde eu estava e para não fazer nenhuma besteira, assim que ele estava a meio metro de mim eu me virei e comecei a caminhar para meu carro e o pirralho me seguia.

Quando finalmente eu encontrei meu carro, em um lugar bem longe de todos, parei encostado na porta do carona e fiquei olhando para meu filho, enquanto ele caminhava em passos lentos para mim.

Ele parou a um metro e ficou me olhando sem saber o que fazer.

-ENTRE AGORA NESTE CARRO E EM CASA VAMOS TER A PIOR CONVERSA DA SUA VIDA E AI DE VOCÊ SE ERGUER A VOZ PRA MIM OUTRA VEZ QUE EU QUEBRO TEUS DENTES NA MESMA HORA! – as palavras saíram aos gritos da minha boca, mesmo que eu quisesse me controlar, eu não conseguia.

Matt continuou parado, olhando pra mim com medo.

Quando vi que ele não ia se mover, eu caminhei até onde ele estava e segurei o braço dele com toda força, enquanto abria a porta do carona e empurrava-o lá dentro.

O garoto não disse nada, sentou com as mãos nos joelhos, então eu contornei o carro e fui para meu lugar, coloquei o cinto e já estava dando a partida quando vi que ele não havia colocado o cinto.

-COLOCA ESSE CINTO AGORA! – outra vez as palavras saíram aos berros da minha boca, eu não queria gritar, mas não me controlei.

Matt começou a colocar o cinto devagar.

-RÁPIDO! – gritei outra vez e o menino já estava nervoso com tantos gritos e o pior é que eu sabia disso e não conseguia parar, tamanha era a raiva.

Vi ele pegando o celular, era uma chamada, dei uma olhada rápido no identificador e estava escrito "mamãe", mas ao invés de atender, ele desligou.

-POR QUE VOCÊ DESLIGOU NA CARA DA SUA MÃE? JÁ NÃO BASTA O QUE VOCÊ FEZ HOJE? O DESRESPEITO QUE VOCÊ FEZ! – dei um tapa na perna dele, foi com força, percebi isso porque ele começou a se afastar de mim e a se encolher no banco, como se ainda houvessem duas pessoas para sentarem lá com ele.

-D-des... – antes que ele pudesse falar qualquer coisa, eu já estava entrando na pista, não sei nem como foi que eu consegui tirar meu carro da aglomeração, mas o importante é que eu tinha saído.

-CALA A BOCA! EU NÃO QUERO OUVIR PORCARIA DE PALAVRA NENHUMA! MINHA VONTADE É DE QUEBRAR SEUS DENTES! QUASE QUE EU TE DOU UMA SURRA NO MEIO DE TODO MUNDO! – entre meus berros, Matt tentou falar alguma coisa, mas eu não entendi porque quando eu virei para olha-lo, ele se calou.

-VOCÊ ACHA QUE É IMUNI A TUDO? ESTÁ ENGANADO, VOCÊ NÃO VAI ME DESRESPEITAR DEBAIXO DO MEU TETO, ATÉ PORQUE NÃO TEM MORAL PRA FAZER ISSO! NEM QUE TIVESSE TRÊS FILHOS E NÃO PRECISASSE DE MIM PARA MAIS NADA, NUNCA IRIA ME DESRESPEITAR! NEM A MIM E NEM A SUA MÃE! VOCÊ PENSA QUE É QUEM? NÃO PASSA DE UM PIRRALHO, SÓ TEM 16 ANOS E QUER AGIR COMO TIVESSE 30! EU NÃO ACEITO ESSE COMPORTAMENTO E EU VOU TE ENSINAR ISSO HOJE, NA HORA QUE EU DEVERIA ESTAR DORMINDO, PORQUE PASSO O DIA E A NOITE TRABALHANDO PRA TE DAR TODOS ESRES LUXOS E É ASSIM QUE AGRADECE? POIS HOJE EU VOU LHE MOSTRAR UM LADO MEU QUE VOCÊ NUNCA CONHCEU E QUE JÁ DEVERIA TER CONHECIDO HÁ MUITO TEMPO!- parei de falar, porque se continuasse provavelmente iria parar no meio da rua e bater no meu filho, mas como sempre o moleque ainda empurrou mais minha paciência.

-Duvido que seu super. Amigo já tenha batido em um dos filhos dele. – era um resmungo tão baixo, mas eu ouvi.

- SE BATEU OU NÃO O PROBLEMA É DELE, E EU DUVIDO MUITO QUE ELE NÃO FAÇA ISSO QUANDO CHEGAR E ENCONTRAR ESSA BAGUNÇA! – Matt arregalou os olhos pra mim quando falei aquilo, porque ele achava que eu não tinha ouvido seus resmungo. – E EU TE DIGO UMA COISA, VOCÊ VAI APANHAR SIM E É MAIS DO QUE MERECIDO, E NEM TEM NO MUNDO QUEM ME FAÇA PARAR! SÓ DEUS!- as palavras saiam com força da minha boca, eu estava muito irritado. Senti um bip do meu celular, então o puxei rápido e olhei, era mensagem de Carlisle e dizia o seguinte:

"Estou chegando meu amigo."

#Desculpem não ter continuado de onde parei, eu tinha que colocar esse capitulo para que vocês entendessem melhor o que aconteceu nos contornos da história.

Não se esqueçam de mandar seus reviews, eles me deixam muito feliz. Recomendo mais uma vez a fic da pequena Casey Lontivfe, que está fazendo um ótimo trabalho, estou adorando a história. E aproveito para mandar um beijo para minha amiga Nelluca, fiquei muito feliz com a participação dela nos reviews!

Beijoooooooooooooos meu amoresss!

BellinhaBlack ( um poço de euforia neste momento).