#Muitíssimo obrigada pelos reviews, estou muito feliz em saber que vocês não estão irritados por a fic ter aumentado. Senti-me muito feliz em ver todos os reviews, apesar de eu ter sentido falta de alguns. Só deixei de postar ontem porque eu acabei de sair da semana de provas e eu estava meio cansada, por isso não postei logo. Obrigada pela paciência... Aqui vai o próximo capitulo.

Pov. Carlisle

Detalhes

Juro que quase cheguei ao ponto de chorar quando vi o estado da minha casa. Meu Deus!

Os tapetes de Esme estavam decorados com molhos de sanduiches, ketchup, refrigerantes.

Havia copos espalhados pelo chão e... AH! NÃO!RAIOS QUE SE PARTAM! MAS QUE DIABOS? CHEIRO DE BEBIDA ALCOOLICA, MAS NÃO QUALQUER BEBIDA, UISQUE! PROVAVELMENTE MEU UISQUE!

-Dim, dom. – a campainha me tirou daquela raiva crescente.

Fui atender, era uma mulher loira, vestida de policial, assim como um homem alto e moreno, careca talvez, não dava pra saber por causa do boné.

Respirei fundo, eu já devia imaginar que eles estavam aqui por causa dos meus filhos, talvez a festa, ou sei lá mais o que... Eu já podia esperar quase qualquer coisa.

Abri a porta de vidro com um cara de vergonha. Se tivesse oficiais da lei na sua porta exatamente no fim de uma festa de adolescentes que provavelmente estavam bêbados, você também teria uma cara de vergonha, vendo que seria o que iria responder por tudo que eles fizeram.

-Aqui é a casa dos Cullens? – perguntou o homem moreno com uma cara de quem realmente tinha virado a noite e não estava de bom humor. SENHOR!

-Sim. Sou Carlisle Cullen. – apertei a mão do homem enquanto me apresentava.

Notei que a mulher segurava alguns papeis nas mãos.

-Somos policiais noturnos, estamos procurando por Alice Cullen. – disse a mulher. Arregalei os olhos. Alice?!

-Alice? – falei de olhos arregalados.

-A conhece?- perguntou o homem.

-Sim, ela é minha filha. – falei. A voz quatro oitavas mais nervosa. – O que aconteceu? Ela esta bem? – Apesar de Alice ser um pestinha tudo que eu não esperava é que policiais conseguissem pegar ela fazendo algo errado, principalmente por conta de seus poderes.

-Bem, viemos até aqui pra saber se ela está bem. – começou a mulher, mas dando uma olhando para dentro da casa, como se estivesse se perguntando quando eu iria convidá-los para entrar.

-Bem, entrem, por favor. – olhei para eles esperando que dissessem seus nomes, quem respondeu foi à mulher.

- Eu sou Carmem, ele é Gil. – disse ela entrando na minha casa junto com o homem.

Guiei-os até o sofá, no meio daquela bagunça.

-Desculpem a bagunça, acabei de chegar a minha casa de uma viagem com minha esposa e encontrei a casa neste estado. – falei, enquanto me acomodava no sofá junto com os outros.

-Não se preocupe você que vai ter que nos desculpar em ser recebido com a noticia que temos. – disse a mulher.

Eu fiquei serio assustado na verdade.

Olhei para eles esperando que continuassem a historia.

-Sua filha estava em um Volvo, vindo de Nova Iorque, a mais de 200 por hora, quando conseguimos encontra-la ela bateu o carro e a levamos para a delegacia pra falar com os responsáveis, então ele pediu para ir ao banheiro e sumiu, aliás, fugiu. –disse a mulher. Fiquei boquiaberto.

-Não pode ser. – murmurei. – Alice?! Deus do céu! O que é que falta acontecer? – coloquei as mãos na cabeça.

Mal fechei a boca e outro carro parou na frente de minha casa. Pedi licença e fui até lá fora.

Era um mecânico, eu já o conhecia só não me lembrava do nome, mas sei que fiz uma cirurgia de emergência na filha dele.

Ele estava em um carro com outro homem e assim que me viu sorriu. Abri a boca me esforçando para sorrir.

-Olá Doutor – disse ele descendo do carro.

-Olá. – respondi.

-Lembra-se de mim? – perguntou ele. – Sou eu, Ananias, o pai da menininha que o senhor salvou. – continuou ele.

-Claro que eu me lembro. Como está sua filha? – falei sorridente, descendo os batentes e indo apertar a mão do homem.

-Está muito bem. – disse ele devolvendo o perto.

-E então? Ao que se deve está visita? – perguntei confuso, o que um mecânico faria aqui? Seria o Volvo? Não, talvez nem mesmo Edward soubesse do estado do carro. Além de que Alice fugiu a pé e com certeza os policiais não iriam mandar concertar o carro. A filha dele não era... Então?

- Bem, vi perguntar por que seu filho ainda não levou o carro para o concerto. – disse ele me olhando como se esperasse que eu respondesse.

-Também não sei lhe responder a pergunta, acabei de chegar de viagem, não estou a par dos acontecimentos. – eu podia sentir meu veneno borbulhar de raiva pelas minhas veias. – Você não sabe qual dos meus filhos falou com você? – perguntei desconfiado.

-Não lembro o nome, mas acho que era o mais velho, não cheguei a vê-lo. – disse Ananis. – Mas o senhor não poderia me entregar o carro, eu queria adiantar logo os concertos. – disse ele. Assenti com a cabeça, então pedi que ele me esperasse, pois eu ia pegar as chaves da minha garagem e iria abrir por dentro.

Chegando à sala avisei aos policiais que em segundos eu iria voltar para falar com ele. Ouvi-os conversando, diziam que eu era um homem ocupado demais, e talvez por isso não pudesse dar a atenção necessária a meus filhos. Não os culpo de pensar algo daquele tipo, ainda mais com minha casa naquele estado, e eu acabando de chegar de viagem e não dar atenção a eles nem pra falar da minha filha. Maldito sejam os imprevistos!

Quando cheguei a garagem, liguei a luz e corri para abrir a porta, sem nem prestar atenção que carro é que estava precisando de concerto.

Ananias já estava lá, então ele olhou para dentro da garagem e antes que eu me virasse para ele, ouvi-o falar:

-Deus, o que foi que aconteceu com essa Mercedes? – eu praticamente pulei quando ouvi falar do meu carro.

De olhos arregalados eu sai da porta e fui direto pra perto do meu carro. Eu podia sentir meu veneno pulsando por todo meu corpo, eu podia jurar que meu coração estava quase na minha boca e meus olhos estavam quase pulando das orbitas e eu ainda não tinha visto nem o estado do meu carro.

Então, segui os olhos de Ananias e lá estava toda a lateral do meu carro estava amassada, a janela quebrada, arranhões.

Minha respiração ofegante, raiva era o que eu estava sentindo.

-É, o estrago foi grande. – disse Ananias, eu o ignorei enquanto olhava atordoado para meu carro. MEU CARRO! MINHA MERCEDES! MINHA FILHA! SEGUNDA ESPOSA! MINHA! AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH! RAIOS!

Eu só sentia vontade de gritar, apenas isso, mas não podia e usei de tudo que eu tinha para me controlar.

-Onde está a chave? Vou leva-lo para a oficina, o trabalho vai ser demorado. – disse Ananias fazendo uma cara cansada.

Demorei uns dez segundos para controlar minhas pernas então voltaram para dentro de casa para pegar a chave do meu carro. Voltei à garagem e entreguei-a para o mecânico com o coração partido.

Depois que Ananias foi embora com minha... Mercedes!

Voltei para a sala e encontrei os dois policiais lá. Sentei no sofá, pedi desculpa pela demora, então continuamos a conversar.

-Você trabalha em que? – perguntou à loira.

-Sou médico. – respondi então ela olhou para o amigo moreno, como se eles estivessem fazendo apostas bobas entre si.

-Tem quantos filhos? – perguntou o moreno.

-Cinco. – falei.

Novamente aqueles olhares irritantes de "Meu Deus!".

-Que idade eles têm? – perguntou à loira.

-O mais velho têm 18, os gêmeos 17, Alice tem 16 e Edward acabou de fazer 16. – falei então eles meio que se olharam outra vez, perplexos agora.

-São filhos adotivos? – perguntou o homem.

-Sim. – quando falei aquilo eles se olharam mais uma vez, mas com as expressões mais suaves.

-Bem, você terá que ir pegar o carro que está na delegacia há uns dois dias daqui, sua filha saberá lhe mostrar o caminho, mas realmente precisamos lhe fazer algumas perguntas. – disse a loira. Eu meio que revirei os olhos em frustração. O QUE MAIS FALTVA ACONTECER? MINHA CASA, MEU CARRO, MEU FILHO, PROVAVELMENTE MINHA BEBIDA!

-Tudo bem, mas deixar isso para mais tarde, tenho tanto para resolver... – comecei, mas fui interrompido pelo homem.

-Lamento muito, o carro podemos deixar pra depois, mas o interrogatório não, ainda mais quando o senhor é o único responsável de Alice que encontramos.

-Que perguntas querem me fazer? – perguntei, tentando ir rápido com isso.

-Primeiro: O que sua filha de 16 fazia em um carro sozinha em um carro vindo de Nova Iorque? – disse a loira. Meu veneno borbulhou outra vez nas minhas veias. Procurei a respiração de Rosalie, talvez ela soubesse responder aquela pergunta.

-Rosalie, VENHA ATÉ AQUI. – foi um grito pra manter as aparências, minha filha ouviria até meus sussurros de qualquer lugar da casa que ela tivesse.

Segundos depois minha filha estava no alto da escada me olhando com medo. Notei como o policial moreno babou pela minha garotinha.

Quando Rosalie desceu as escadas, ela foi para trás de mim e colocou as mãos nas costas do sofá. Sem olhar para ela eu fiz as perguntas.

-Sabe nos dizer o que Alice foi fazer em Nova Iorque? – perguntei de um jeito severo e serio. Talvez fosse isso que ela não queria me contar. Ouvi-a respirar fundo, então eu virei um pouco minha cabeça e olhei-a nos olhos de uma maneira dura. Ela entendeu que eu não estava para brincadeiras, então respondeu em um sussurro.

-Ela levou o cartão de emergência, provavelmente foi fazer compras. – os policiais estavam atentos às palavras da minha filha, principalmente o homem. Admito que tenha ciúmes da minha filha, mas que pai não tem?

-Próxima pergunta. – falei encarando-o como se dissesse: "Tire os olhos dela canalha!".

-Pode nos explicar por que uma criança de 16 anos estava dirigindo um Volvo sem supervisão nenhuma? – disse a mulher.

-Eu estou sabendo disso neste exato momento. Como eu havia dito-lhe antes, eu e minha esposa estávamos viajando e deixamos nossos filhos na supervisão do meu mais velho e a diretora da escola me deixava a par do que estava acontecendo... – antes de eu terminar, a loira me interrompeu.

-Parece que ela não deu conta do recado. – ela foi irônica.

-Pois é como pode ver estou me situando no que ocorreu na minha ausência agora. – tentei manter a calma. Tudo que eu não queria era ter um acesso de raiva na frente dos policiais.

-Olhe como explica bebidas alcoólicas espalhadas pelo seu jardim e casa? – perguntou o policial moreno.

Ergui a cabeça e lancei um olhar raivoso para Rose. Ela deu um pequeno passo para trás, pegando distancia de mim.

-Na verdade está é uma pergunta que até eu espero uma resposta. Estou esperando meu mais velho chegar a minha casa para que possamos ter uma conversa sobre o que aconteceu aqui. – declarei com um olhar misterioso, mas que fez os policiais entenderem que eu iria resolver isso de uma forma mais... Severa.

- Muito bem, não temos o dia inteiro, vou deixar o telefone e endereço da delegacia e o senhor tem que ir lá buscar o carro e pagar a multa, como também responder outras perguntas. Vendo que você não esta em condições de nos acompanhar, iremos abrir uma exceção, pois vemos que você um homem de boa índole e que não está mentindo para nós. – disse a loira em um tom formal e serio que correspondia a minha postura.

Agradeci pela confiança e disse que estaria lá assim que resolvesse essa bagunça. Depois que eles saíram, eu entrei na minha casa e vi Rosalie encostada no sofá de cabeça baixa.

-É melhor alguém me explicar tudo isso direitinho! – falei serio e caminhei para ela em passos pesados e ela ficou de pé me olhando assustada.

-Meu escritório, agora!- falei e ela não perdeu tempo, foi para o escritório quase correndo.

Entramos lá e eu fechei a porta. Rosalie não sentou, ficou de pé e me observou.

Dei a volta e fui sentar na minha poltrona, então mandei que ela sentasse e esta obedeceu.

-QUE HISTÓRIA É ESSA DE BEBIDA ALCOOLICA? – admito, perdi as estribeiras e gritei. Eu não pude me conter, mas notei que eu fiz Rose ficar mais nervosa.

-E- Eu não sei, pergunte ao Emmett. – disse ela nervosa, apesar das palavras, ela não foi desrespeitosa, ela só estava nervosa demais.

-COMO ASSIM Rosalie? – novamente gritei, mas eu estava dando o máximo de mim para me controlar. Vi minha filha fazer iminência a ficar de pé quando gritei outra vez, mas então ela respondeu se atropelando nas palavras.

-Eu não sei, ele é que sabe, foi ele que fez essa bagunça! – Rose nunca ficara tão nervosa daquele jeito. Ela sempre é a filha que diz não ter medo de mim, a que não tá nem aí para meus gritos, mas definitivamente ela estava nervosa, assustada, mas não posso culpa-la, ela deve ter passado maus bocados por aqui, então com este pensamento eu tentei me acalmar.

-Tudo bem... – respirei fundo, coloquei a cabeça entre minhas mãos e deixei a paz reinar pelo menos nas minhas palavras. – Pode me explicar o que aconteceu com minha Mercedes? – eu não pude conter a frustração que senti, assim como a raiva e a tristeza.

-E- Euuu... – Ela já estava segurando o veneno em seus olhos, dando tudo que tinha para se controlar e não chorar com "seu irmãozinho".

-ROSE! – foi um meio grito, porque senti que ela iria resistir a me dizer a verdade, não pude me conter.

-Tudo bem, quando eu cheguei da escola com Jasper encontramos o seu carro acabado na garagem e quando entramos em casa encontramos Emmett machucado e o Edward chorando na escada, então eu perguntei o que tinha acontecido e Ed falou que... Que... Que... – ela me olhou nos olhos e deixou o veneno escapar.

-Fale Rosalie. – falei em um tom irritado e ao mesmo tempo cansado, muito cansado.

- Edward disse que Emmett estava... Estava bêbado e que o chamou na garagem e ficou querendo que ele bebesse também e... E ele não quis então a diretora Mary apareceu e ele disse que Em se descontrolou e queria o sangue da diretora, então ele tentou segurar o Emmett, mas ele o arremessou contra o carro... – Rose estava deixando o veneno escapar de seus olhos de forma frenética. Admito que fiquei com pena dela. Já era horrível ela estar metida nesta historia, ter que entregar o companheiro e os irmãos já devia ser demais, mas eu não tinha escolha.

-ENTÃO QUER DIZER QUE ELE OBRIGOU O IRMÃO A BEBER E PORQUE O MENINO RECUSOU ELE BATEU NELE? – gritei, mas foi mais pra mim do que pra ela.

-Não exatamente, o Edward também o machucou com um vidro do carro. – disse ela fazendo pausa para não ficar com voz chorosa.

-ENTÃO QUER DIZER QUE ELES DOIS BRIGARAM POR QUE ELE QUERIA QUE O IRMÃO BEBESSE ALCOOL E COMO ELE RECUSOU ELE RESOLVEU BATER NELE E ELES BRIGARAM! – gritei novamente, e fiquei de pé quase que involuntariamente. Rose se encolheu na cadeira e abaixou à cabeça, eu sei que ela estava nervosa, mas bem que era melhor estar calada do que sendo arrogante, bem característico de Rose e que eu não estava com um pingo de paciência pra aturar hoje.

-EU NÃO... MEU DEUS! EU NÃO... COMO VOCÊS! DEUS! DEUS DÊ-ME PACIENCIA, MUITA PACIENCIA, PORQUE SE NÃO SERÁ A PRIMEIRA VEZ QUE EU VOU ARREBENTAR UM CINTO EM ALGUÉM! – foi uma prece em meio a berros, mas foi uma prece.

Rosalie arregalou os olhos pra mim muito assustada, depois deu uma meio olhada pra trás, talvez se perguntar por que Edward não tinha se acordado com meus gritos, mas aquele garoto tem um sono e tanto!

Respirei fundo, caminhei para a janela e fiquei olhando a floresta e o sol, buscando calma e paz na natureza. Eu deveria ir caçar, mas eu não podia deixar meu filho sozinho em casa, ainda mais com essa quantidade de problemas pra resolver. Lembrei-me que tinha deixado sangue para que eles bebessem e não fossem caçar sem necessidade, talvez tivesse um pouco pra mim me acalmar.

Sai do escritório e quando eu estava nas escadas ouvi Rosalie chorando bem baixinho pra não chamar atenção de ninguém, mas eu era o pai dela, eu sei o que ela esta sentindo só de olhar nos olhos dela.

Tentei encontrar a cozinha no meio daquela bagunça, se ainda tivesse geladeira eu poderia comer, quer dizer, se pelo menos ainda tivesse copos...

E lá estava ela! Minha geladeira era branca, mas estava cheia de manchas de... Sei lá o que... Só sei que nem eu, nem Esme, nem empregada nenhuma ia limpar aquela bagunça.

Abri a geladeira... Poço dizer que o caso não era tão serio por dentro. Havia muitas garrafas de sangue lá, mais até do que deveria, muito na verdade... Eu deixei 10 garrafas de dois litros cheias de sangue, e tinha oito. Incrível?! Não! Isso só significa uma coisa: Ou eles foram caçar ou então estavam sobrevivendo na base do uísque. MEU UISQUE!

Peguei uma garrafa, coloquei um pouco de sangue em um copo e botei no microondas e deixei esquentar.

Enquanto eu esperava, fiquei meditando, respirando fundo, me acalmando, usando de toda paciência que Deus tinha me dado para me acalmar e não fazer nada que eu fosse me arrepender.

Finalmente minha refeição estava pronta. Tomei meu sangue, com muita calma, principalmente pensando no que eu ia fazer com Rosalie. Eu podia resolver com ela na frente de todo mundo ou só com Edward em casa, conhecendo-a bem ela preferia apanhar sozinha do que com todos e ela e Jasper foram os que menos aprontaram na minha ausência. O maior crime que eles cometeram foi mentir pra mim, na frente dos outros três foi razoável.

Terminei de beber o sangue decidido a resolver com ela agora, seria até um presente pra ela e Jasper também poderia usufruir da privacidade, assim como a irmã, visto que o que cometeram foi menor.

Lavei minhas mãos, sequei, então fui para o escritório. Rosalie estava meio que soluçando, mas parou quando sentiu minha presença e permaneceu de cabeça baixa.

Fui sentar no sofá, mas antes encostei a porta.

-Rosalie, venha sentar aqui, comigo. – falei em uma voz baixa, mas seria.

Minha filha não hesitou nem por um segundo, levantou e foi sentar do meu lado, sem tentar distância, sem fazer manha, ela sabia que ia apanhar de qualquer forma, mas se tem uma coisa que admiro na personalidade de Rosalie é que ela não corre das consequências de seus atos. Eu me acalmei quando ela fez aquilo, senti paz, me senti como um pai de verdade, porque com aqueles gestos ela demonstrou que confiava em mim, que apesar de saber que estava encrencada ela confiou no meu amor de pai para puni-la, fosse com umas palmadas, fosse com um castigo de três semanas fazendo tarefas em casa, mas ela estava lá, esperando por minha disciplina, sem medo, me aceitando, como sempre fez todos esses anos, minha menininha.

Não resisti a ela, abracei-a com todo meu amor, com todo carinho, com toda força.

Por dois segundos ela não fez nada, mas depois me abraçou com toda força e chorou em meus braços, ela chorou as lágrimas que eu queria derramar por tristeza, decepção, medo por meu menino machucado daquela maneira, pela vergonha de ter a policia na minha casa tratando meus filhos como se fossem menores infratores, decepção por Emmett ter traído minha confiança daquela maneira. Para um pai aquilo era uma dor imensa, se sentir traído por seu próprio filho, alma da sua alma, motivo maior de sua vida. Como ele pode?

-Rosalie, eu não queria ter gritado com você, ter praticamente jogado em você a minha frustração. Estou me sentindo traído por meu próprio filho, minha filha, você não imagina como doí. – comecei devagar afagando o cabelo de Rose, enquanto ela se afastava do meu peito.

-Eu sei pai, eu também estou me sentindo traída. Por mais que eu viva aprontando eu jamais chegaria a fazer o que Emmett fez, principalmente estando na responsabilidade de tudo por aqui. – começou ela, mas me olhava nos olhos, colocando tudo que estava guardando pra fora. Isso era bom, fazia nosso laço pai x filha cada vez mais próximo e sincero. – Olha pai, ele também não fez por mal, o senhor sabe como ele faz besteira... Ele é o Emmett! Porém, apesar de tudo eu creio que metade das bobagens que ele fez ele não estava no juízo perfeito, ele estava estranho ultimamente, depois que começou a tomar as bebi... – Rosalie me olhou nos olhos em compreensão. Eu há muito tempo, já havia dito-lhes o quanto a bebida altera nosso humor, chegamos a ficar irreconhecíveis.

-Eu sei que você o ama Rose, sei que esta tentando defende-lo, mas ouça, não há nada que possa fazer ou dizer que me impeça de dar uma surra nele, principalmente porque neste momento você e ele não passam de irmãos pra mim, que sou o pai e sei o que vocês estão precisando... – eu já estava pegando o ritmo do meu discurso, mas então:

-Carlisle. – disse ela em um tom baixo, mas serio. Era assim que ela chamava minha atenção em momentos como aquele. Ela me tratava por "Carlisle", mas tinha tanta emoção na sua voz que era como se estivesse me chamando de "Pai" e normalmente só fazia aquilo quando realmente considerava seus argumentos sérios.

-Sim. – parei subitamente e esperei por suas palavras.

-Emmett está assustado, não sei se são essas mudanças de humor por causa da bebida, ou se é raiva não se sabe. Porém eu vi como ele ficou com a historia da mudança, ele não quer, ele também se sente traído por você, porque ele achou que você tinha prometido que ia ficar o máximo de tempo possível. Entenda ele pai, por favor, se coloca no lugar dele, imagina como você ficaria. – pediu ela toda cheia de tristeza.

-Quando ele soube que íamos nos mudar? – perguntei, tentando mostrar o obvio para Rosalie.

-Ontem. – disse ela, provavelmente já tinha entendido o que eu queria mostrar.

-E antes disso o que ele já tinha feito? – falei, mas não esperava que ela respondesse, apenas que entendesse que mudança não era motivo pra fazer aquilo.

-Entenda minha filha, já estamos acostumados a nos mudar, não é novidade pra ninguém. É ruim? Sim, é, mas vocês estão cansados de saber que é preciso, gostam de ter uma família e esse é o preço para agirmos como uma. – falei, aos poucos voltando para meu sermão e Rosalie me olhava nos olhos entendendo exatamente o que eu queria dizer, por incrível que pareça, ela estava aceitando. – Precisamos nos proteger Rosalie. Será que não entendem? Não podemos deixar nosso segredo ser exposto. Sabe o que tudo isso iria nos causar? Entende a gravidade da situação? – eu já estava decorando aquelas palavras.

-Sei pai, os Volturis. – disse ela balançando a cabeça como se já tivesse cansada de ouvir aquilo.

-Não Rosalie, eles não chegam nem perto. Preste atenção minha filha, imagina se um humano nota que somos diferentes? Imagina se ele resolve investigar? Sabe quantas pessoas neste mundo querem um mistério como o nosso? Poderíamos ser mortos pelos Volturis, mas não são apenas eles, esta sociedade já evoluiu muito, seria questão de tempo até que nos capturassem e nos levasse pra algum laboratório onde serviríamos de cobaias e testes. Quando a sociedade desconhece algo ela tende a ser agressiva, a machucar, a explorar. Tenho certeza que não quer viver submissa a humanos e muito menos sendo morta por um Volturi ou vendo cada membro dessa família ser arrancado desta casa e ser morto. – tentei iluminar aquela cabecinha mimada e pelos olhos dela, funcionou.

-Desculpa. – disse ela cheia de tristeza.

-Você omitiu muitas coisas Rosalie, teve mais de uma oportunidade de dizer a verdade, mas não fez e pra mim isso equivale a me enganar, a mentir pra mim. – falei prestes a dar a sentença dela.

-Pai, por favor, não diga que eu menti para o senhor, eu te juro que eu não fiz. Eu omiti coisas dos meus irmãos, acobertei, mas eu não menti para o senhor, eu nem cheguei a entrar no assunto com você. – disse ela tentando se defender, e na verdade ela tinha razão, ela não mentiu pra mim, ela escondeu.

-Mas isso poderia ter colocado a vida de vocês em risco. O que iria fazer com Edward se eu não tivesse chegado? Omitido de mim também, acobertado seja lá o que quer que eles tenham feito? Diga Rosalie, será que eu estou errado? – falei, mas uma pontada de irritação na voz.

-Não, não está. – disse ela de cabeça baixa.

-Então vai ser por isso que vai ser punida, por compartilhar com as insanidades de seus irmãos, por esconder algo grave, que compromete nosso segredo. Entendeu? – falei.

-Sim senhor. – disse ela esfregando as mãos nas pernas.

Então ela ergueu a cabeça e me olhou nos olhos.

-Vai me bater? – perguntou ela, mas então eu já estava sem saber o que fazer outra vez.

-Olha minha filha, sinceramente quando eu subi aquelas escadas eu vinha decidido a te dar umas palmadas, mas realmente acho que desta vez você não merece, quero dizer, apesar de você não ter nos contado o que estava acontecendo você também não mentiu porque nem se quer chegamos ao assunto, porém você confirmou as mentiras de Edward para a diretora Mary, mas isso é uma pequena infração, não chega nem perto do que seus irmãos fizeram e por isso acho que você merece um castigo, mas não uma surra. E assim como Jasper, você vai ficar de castigo por duas semanas, sem sair de casa e sem celular, e se eu achar que esse castigo é pequeno irei acrescentar mais. – falei serio e com autoridade, pois apesar de ela não ir apanhar ela deveria saber que também estava encrencada, que agiu errado em não nos contar e que colocou nosso segredo em risco por compactuar com essa loucura.

-Pai, eu sei que agi mal, desculpa mesmo, eu cheguei a um ponto que eu ia contar, mas foi mais forte do que eu, quer dizer, eu não podia dedurá-los, ainda mais sabendo que se eles apanhassem a culpa iria ser minha... – quando ela falou aquilo eu a interrompi.

-Aprecio você ter ficado ao lado de seus irmãos e ter tentado protege-los, mas entenda, o que eles fizeram não foi culpa sua você não obrigou ninguém a fazer nada de errado. Não se culpe Rosalie. Eu sei que você vê que às vezes eu trato vocês como se fossem meus bebês...

-Principalmente o Edward e a Alice... – disse ela com uma pontada de ciúmes. Sorri para aquele acréscimo dela.

-Ok. Tudo bem, principalmente Edward e Alice, mas vocês já viveram o suficiente pra saber o que é certo e errado e mesmo os mais novos já sabem o que acontece se errarem e eu lhe asseguro, não são todos os erros que cometerem que vai trazer vocês pro meu colo pra levar umas palmadas. Há erros que não são reversíveis, há coisas que cometemos que não podemos voltar atrás e corrigir, não será uma surra que nos fará sentir melhor, há erros que a nossa consciência é que nos puni. – falei tentando, naquela infinita missão de um pai, colocar juízo na cabeça dos filhos sem precisar da uma surra em ninguém, ou os fazer terem medo não de errar, mas de me encarar depois.

-Eu entendo papai, e eu realmente te agradeço por você cuidar tão bem da gente, por aturar esse meu gênio. Mil desculpas por ter te decepcionado, por ter escondido o que estava acontecendo. – disse ela me olhando com sinceridade.

-Não quero que isso aconteça outra vez entendeu Princesa? – falei firme, mas com um sorriso largo e um abraço bem apertado na minha filha.

-Claro pai, prometo que não vou esconder mais nada, se ficar muito grave. - disse ela.

-Rosalie!- falei perplexo com a história do "se".

-É brincadeira. –disse ela com tom de humor.

No meio do nosso abraço o telefone do meu escritório tocou então levantei pra atender e Rosalie disse que ia tomar banho.

-Alô? – falei.

-E aê cara! Me que tá meu cliente mauricinho! Vai querer mais nenhuma encomenda não parceiro? Tô com umas mercadorias novinhas aqui e baratinhas. – eu não reconhecia aquela voz, parecia um rapaz muito jovem falando. Como Emmett, algumas gírias eu conhecia, mas eu não fazia ideia do que ele estava falando.

-Desculpe você deve ter se enganado de telefone. – falei devagar, mas então.

-Claro que não chapa! Esse ai não é o telefone do... Do... Emmett Cullin?- disse o garoto.

-É Cullen. E sim, aqui é a casa do Emmett Cullen, quem ta falando é Carlisle, mas você, por favor, poderia me dizer do que está falando? – pedi com um tom serio, imaginando o que diabos Emmett ainda tinha aprontado.

-Tô falando das birita que ele encomendou parceiro! – disse ele.

-Birita? Está falando de que? De bebida alcoólica? – perguntei perplexo. – Emmett encomendou bebida? Quando que ele fez isso? – meu controle fugindo outra vez, eu estava nervoso.

-Quem é que tá falando? – perguntou o garoto.

-Aqui é Carlisle Cullen, o pai dele. – falei irritado.

-O coroa dele?! Desculpa aê acho que me enganei de telefone mesmo... – disse ele nervoso, então:

Tu, tu, tu... – ele desligou o telefone na minha cara e eu fiquei muito, muito irritado!

#Gente, eu estava planejando uma punição neste capitulo, na verdade eu o mudei hoje porque eu achei que Rosalie não merecia, achei que o caso dela não foi tão grave, porém, ainda têm a história de ela ter batido no Edward... Quem sabe o papai não muda de ideia... Vão ter que ler pra saber hahahaha''

Por favor, não se esqueçam de deixar seus reviews, me inspirem porque são vocês que fazem BellinhaBlack existir... Amo vocês e novamente agradeço por todo carinho que têm me dado.