#Quero começar agradecendo as minhas leitoras da madrugada, Ligia e SISSI81, vocês nem imaginam o quanto eu vibro, depois de postar em plena madrugada e logo depois vejo um reviews, Deus é que sabe a empolgação que fico...

Julia Cullen 2, na verdade eu não sei te dizer quem é o mais manhoso, acho que depende de cada escritor, as vezes em minhas histórias você vai ter certeza absoluta que Edward é o mais manhoso, em outras você vai se deparar com uma Alice mais manhosa, então acho que isso depende muito...

Bem, por ultimo Michelli, eu gostei da ideia do face, mas acho que não estou preparada pra abrir minha vida "real", eu gosto de ser BellinhaBlack, gosto de vocês que conhecem ela, mas acho que ainda não estou preparada pra revelar a pessoas por trás dela... Desculpe, sei que isso talvez te pareça bobagem, mas às vezes o anonimato é um trunfo e eu não quero perde-lo agora...

E agora para todos que leem minhas fics e estou com vontade de me dar uma surra de cinto por estar demorando tanto a postar... Eu sei, mereço o cinto kkkkkk'', mas acho que estou tendo um bloqueio criativo... Vejam bem, essa história não devia ter se estendido tanto assim, eu planejava 14 capitulos, mas não deu certo, então tenho que pensar em como terminar essa historia, sem fugir do contesto e sem revelar coisas demais, porque ainda preciso de ideias para próximas fics... É por isso motivo que estou demorando tanto, esse é o segundo capitulo que escrevo e apago por não ter chegado a algo que eu considere bom o suficiente pra postar...

Chega de enrolar, ai vai o capitulo...

Pov. Emmett

Entre as consequências

Depois que meu pai saiu do escritório ele foi pra cozinha, eu podia sentir a raiva dele por minha causa.

Senti o cheiro de Alice perto da porta do escritório, eu não sabia o que esperar. Ainda abraçado aos meus joelhos fiquei encarando a saída.

Dois segundos depois e Alice entrou, seus olhos inchados como se tivesse chorando por horas. Cuidadosamente ela encostou a porta e correu pra mim e eu a abracei, mas uma nova onde de soluços pulou da minha garganta. Tentei não fazer barulho, pois tudo que eu não queria eram nossos pais aqui, descobrindo que Alice estava comigo. Não sei dizer por que eles iriam se irritar, mas eu não sei, foi intuição.

Eu me agarrei a Alice como se ela fosse tudo que eu tinha, sentado ali no chão com ela em meu peito ela poderia ter sumido entre meus braços. Foi à única que veio me confortar, nem mesmo Esme estava ali agora, apenas Alice. Conheço Rosalie, sei que ela queria vim, mas ela respeita muito certas ordens de Carlisle, mesmo que demonstre ser a mais rebelde e atrevida de todos, ela sabe quando ficar em seu lugar, quando não levar meu pai a outro estagio de irritação.

Alice estava respirando com dificuldade, no começo pensei que era porque eu estava esmagando seus pulmões, mas quando a soltei notei que ela também estava aos prantos. Ela também estava precisando de conforto? Teria apanhado também?

Não consegui fazer perguntas, porque além de não querer chamar atenção eu estava inseguro sobre minha voz, eu não queria soar infantil, tudo que fiz foi abraçar Alice mais e mais e afogar minhas lágrimas nas da minha irmã até aquele buraco no meu peito diminuir ou pelo menos parar de crescer.

Eu fui tão idiota esses dias, eu não sei o que acontece comigo quando eu estou no poder, perdoas estribeiras, faço muita bobagem e acabo assim, de consciência pesada e me arrependendo de coisas que já não se pode mudar.

Depois de algum tempo ouvi a voz de Esme.

-Se precisar de mim vou tomar banho. – no começo eu achei que ela estava falando com Carlisle, mas não, era com Jasper.

Meu estomago começou a revirar, eu senti náuseas e eu já sabia o que ia acontecer.

Empurrei Alice de perto de mim e rolei para o outro lado, então:

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH! – vomitei de novo. Coloquei as mãos no meu estomago e fechei os olhos.

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH! – minha barriga girou outra vez e o vomito veio, mas dessa vez parecia que meu estomago minha junto. Eu estava de barriga vazia, não havia muito que colocar pra fora.

Abri os olhos e vi algo que fez eles se arregalarem, eu tinha vomitado no tapete persa da minha mãe, ela iria me matar! Não podia ficar pior minha situação.

-O que esta acontecendo? – era a voz de Esme, ela estava dentro do escritório agora. – Você... Deus o que houve? – em segundos ela estava ao meu lado, segurando meus ombros, enquanto eu continuava em uma posição semi fetal com as mãos na barriga, como se segurasse meu estomago pra não sair pela minha boca.

-Eu não... -UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH! – antes de terminar de tentar falar eu vomitei outra vez, Esme estava de pé, então ela caminhou até a porta e chamou meu pai.

-Carlisle, venha aqui! – ela estava nervosa, mas queria me ajudar, e isso me machucou mais. Por mais que ela estivesse com raiva da gente era só aparecer com um aranhão no dedo e pronto! CHAMEM A AMBULANCIA QUE MEU BEBÊ TÁ MACHUCADO! kkkkk''

Ergui um pouco a cabeça e olhei para onde Alice estava. Min há irmã estava quieta, mas me olhava nervosa, tive vontade de fazer algo para acalmá-la, mas o que? Eu estava de pés e mãos atados.

Meu pai apareceu em um segundo, olhou ao redor.

- O que está acontecendo com ele Carlisle? – minha mão perguntou nervosa, mas meu pai ignorou um pouco.

-Levante-se Emmett. – disse meu pai, a voz calma, mas mesmo assim que fiquei com medo, ultimamente toda vez que ele me mandava se levantar eu terminava com uma cintada na bunda ou nas pernas... Fiquei desconfiado, mas comecei a me erguer, porém quando eu já estava de joelhos senti meu estomago revirar outra vez, mas antes de sentir o vomito na minha garganta ouvi a voz de Carlisle outra vez.

-Vá para o banheiro do corredor, rápido! – ele não gritou, só estava tentando me motivar a correr e foi o que eu fiz, sai correndo, passando por ele e mamãe com a mão na boca e a outra no estomago. Vi Jasper com cara de preocupado na escada e vi Rosalie me olhando da porta do quarto, ela estava chorando.

Mal coloquei um pé no banheiro e eu senti minha garganta borbulhar. Consegui chegar até o vaso, mas por eu estar de pé um pouco do que eu tinha na boca voou um pouco para o chão e minhas roupas.

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH! – vomitei outra vez, mas dessa vez era como se fosse só um liquido meio misturado com pedacinhos de alguma coisa, talvez os salgadinhos que eu tinha comido. Eca!

Sentei no chão, meu abdômen estava doendo porque minha barriga ainda estava revirando. Era uma dor ruim, mas não a pior da minha vida, a não ser quando eu tentei me levantar, parecia que eu estava esticando os ossos da minha barriga a força, então eu decidi continuar encolhido ali mesmo onde eu estava.

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH!- outro vomito, mas dessa vez não foi eu, foi outra pessoa.

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH! – outra vez, depois alguns gemidos, foi Edward. Edward? O que estava acontecendo?

- Deus Carlisle! Edward também esta vomitando! – era minha mãe, ela estava muito nervosa. A vi passar correndo para o quarto de meu irmão, mas antes lançou um olhar par aonde eu estava, mas viu que eu estava bem e voltou a correr.

Carlisle também passou correndo para o quarto do meu irmão.

-Carlisle, o que está acontecendo com eles? – era a voz nervosa da minha mãe, mas meu pai não respondeu.

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH!

-Carlisle, o que está acontecendo com eles? –a minha mãe se irritou com a falta de resposta do meu pai e elevou um pouco a voz.

-Você quer mesmo saber? – meu pai perguntou com sarcasmo. – É isso que a bebida faz com organismo como o deles. Eles abusaram do álcool em um corpo despreparado e agora o álcool esta saindo, gota por gota, até que o corpo esteja limpo outra vez. – meu pai parecia irritado, mas também estava preocupado, dava pra notar isso na maneira como ele diagnosticava nosso caso.

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH! – dessa vez foi eu, mas estava errado, já não havia mais o que sair, era como se meu estomago tivesse colocando meus órgãos na linha de vomito.

-Mamãeeee! – gritei nervoso, pois eu já não sabia mais o que fazer, eu estava começando a sentir dor.

Esme estava lá em segundos.

- Eu estou sentindo dor mãe, dor... – eu repeti com as mãos na barriga.

Ouvi que Edward estava chorando, mas meu pai estava lá com ele.

-O que eu faço Carlisle? – minha mãe perguntou nervosa.

- Esquente um pouco de água, depois dê para ele beber, isso vai limpar o estomago. – disse meu pai do outro quarto.

Minha mãe saiu do banheiro correndo, mas então eu já estava lutando outra vez com meu estomago.

- Vá esquentar a agua Jasper! – disse Esme, depois passou correndo pelo corredor e voltou com duas toalhas, uma azul a outra amarela. Mamãe entrou no banheiro nervosa, depois chamou Rosalie.

Rosalie apareceu segundo depois.

-Emmett, tire sua roupa. – disse mamãe, mas eu olhei pra ela sem entender nada, porém eu tentei obedecer, mas como eu disse era como se eu estivesse esticando meus ossos à força.

-Não dá mãe, dói. – eu gemi com as mãos na barriga.

Rosalie estava do meu lado em segundos e começou a me ajudar a tirar a blusa, enquanto mamãe tirava meus sapatos, depois elas me ajudaram a ficar de pé e mamãe começou a trabalhar no zíper da minha calça. Eu mantinha minhas mãos em meu estomago, eu estava nervoso porque eu não sabia quanto de bebida tinha no meu corpo.

Vi mamãe caminhar para o boxe do banheiro, depois ela ligou o chuveiro. Rosalie estava do meu lado esquerdo com as mãos em volta da minha cintura, depois mamãe foi para meu lado direito e fez como Rosalie. Elas me ajudaram a caminhar para o boxe, depois que eu estava lá dentro minha mãe gritou por Jasper e mandou Rose e Alice irem limpar o escritório. Minha loira obedeceu. Jasper estava no banheiro segundos depois.

-Cueca Emmett. – disse minha mãe.

Kkkkkk'' Nem pensar!

-Mas mamãe eu... – tentei encontrar um argumento valido para a situação, mas não havia nenhum.

-Rápido. – disse Esme.

Eu obedeci, morrendo de vergonha, mas eu não sei por que. Tirei minha cueca e entreguei pra minha mãe, ela simplesmente pegou e saiu do boxe.

Entrei debaixo do chuveiro e quase pulei de lá quando a agua gelada tocou meu corpo.

-Mãe porque ta gelada? – eu perguntei praticamente saindo do boxe.

-Oops! Falha minha, desculpe. – disse ela. – você só precisava ajustar na temperatura que você quer. – disse ela, mas de forma desnecessária porque eu já sabia o que fazer.

-Traga um balde Jasper, alias dois. – disse Esme, então meu irmão obedeceu. Minha barriga saltou outra vez, enquanto eu me encolhia embaixo da agua quente.

-Mãeee eu vou vomi... – antes de terminar frase, esme já estava lá me estendendo um balde. Peguei e coloquei do meu lado.

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH!Aaaaaahhaaaai! – eu gritei de dor, porque não havia mais nada na min há barriga, só meus órgãos, ossos e sangue. E foi o sangue que saiu da minha boca.

Esme entrou lá e me viu de olhos arregalados olhando para o sangue que tinha saído.

-CARLISLE! – minha mãe gritou louca de nervosa.

-Acalma-se Esme, só esta saindo sangue porque a bebida se misturou no corpo dele. Você já deu a agua morna? – meu pai gritou do outro quarto.

-Jasper traga a agua! – ela gritou e segundos depois Jasper estava com um copo de agua morna nas mãos.

Minha mãe ignorou o fato de eu ter 19 anos e estar pelado e entrou no boxe, depois desligou o chuveiro.

-Traga o copo Jasper. – disse Esme, então meu irmão também estava dentro do boxe agora... Isso é nossa privacidade nesta família!

Esme pegou o copo da mão do meu irmão e me entregou.

-Beba tudo e rápido! – disse ela, praticamente virando o copo na minha boca.

E muito ruim beber agua morna... Eca!

Mas eu não tinha escolha, então bebi... Tentei esquecer o fato de estar pelado no boxe do banheiro, com Jasper e Esme lá comigo...

Pov. Edward

Relação de consequência

Abri os olhos com minha barriga dando voltas, então ouvi meu pai dizendo:- Vá para o banheiro do corredor, rápido!

Eu olhei ao meu redor, mas comecei a sentir minha cabeça girando, parecia que eu estava caindo de um abismo, meu estomago começou a revirar e então:

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH!- eu comecei a vomitar em cima da cama e de mim, eca que droga, que nojo!

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH!- outra vez, eu sem querer comecei a gemer. Parecia que tudo que eu tinha comido estava saindo.

- Deus Carlisle! Edward também esta vomitando! – era minha mãe, parecia nervosa e dois segundos depois eu vi em suas mente Emmett no banheiro vomitando também.

Segundos depois minha mãe apareceu no meu quarto, enquanto eu tentava me afastar do lugar sujo dos meus resíduos internos. Eca!

Meu pai chegou ao meu quarto segundos depois e eles pararam na porta do quarto, enquanto me observavam.

-Carlisle, o que está acontecendo com eles? – era a voz nervosa da minha mãe, mas meu pai não respondeu.

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH! – vomitei outra vez, então meu pai caminhou até onde eu estava e começou a tirar o edredom de cima de mim.

-Carlisle, o que está acontecendo com eles? –a minha mãe elevou a voz porque meu pai não respondia a suas perguntas.

-Você quer mesmo saber? – meu pai perguntou com uma pontada de sarcasmo. – É isso que a bebida faz com organismo como o deles. Eles abusaram do álcool em um corpo despreparado e agora o álcool esta saindo, gota por gota, até que o corpo esteja limpo outra vez. – meu pai me lançou um olhar de gelar a alma, eu tremi lembrando a surra que ele deu no meu irmão.

UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH! – dessa vez foi Emmett que vomitou.

-Mamãeeee! – Emmett gritou nervoso, então minha mãe saiu do quarto.

Carlisle começou a tirar os lenções e travesseiros da cama, ele fazia tudo em silencio.

Ele pegou a maca que tinha deixado ali, encostada na parede, depois colocou do meu lado na cama. Minhas roupas estavam sujas de vomito.

-O que eu faço Carlisle? – minha mãe perguntou nervosa, eu nem prestei atenção no que ela estava falando.

- Esquente um pouco de água, depois dê para ele beber, isso vai limpar o estomago. – disse meu pai de um jeito calmo.

Senti as mãos do meu pai na barra da minha camisa, então ele tirou. Minha barriga revirou outra vez, eu iria vomitar de novo...

Não, alarme falso...

Meu pai baixou a maca até que ela estava na altura da minha cama, então cuidadosamente ele me colocou sobre ela, mas então...

UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH! – vomitei no chão, nos pés de meu pai. Ele se irritou, mas nem se quer olhou pra mim, apenas subiu a maca, enquanto eu ficava lá, deitado. Sem querer eu estava chorando... Parece o Benedito! Minha barriga estava doendo outra vez, ela revirava e eu vomitei outra vez... Carlisle tentava limpar a cama, depois ele saiu do quarto e foi até seu banheiro, colocou um balde do meu lado.

Papai começou a tirar a calça do meu moletom... Nesse momento eu senti minha barriga revirar.

UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH!- acabei vomitando outra vez e pra terminar de desgraçar a paciência do meu pai, foi no chão.

-No balde Edward, ele está do seu lado. – ele disse me olhando serio. Eu poderia dizer que o que ele quis falar de verdade foi isso:

"A PORCARIA DO BALDE ESTÁ DO SEU LADO! VOMITA NELE NÃO NA DROGA DESSE CHÃO!" – claro que ele não disse isso, ele queria se acalmar e realmente não ia gritar comigo naquele estado.

Fechei os olhos e tentei esquecer a dor, tive que me concentrar em outra coisa, tipo, pensamentos! Eu sei que meu pai não aprova essa invasão "cara-de-pau" da minha parte, mas o que eu iria fazer? Corri com minha mente pra fora do quarto e logo estava na mente de minha mãe, ela estava nervosa, sua mente era uma pilha de nervos, difícil de entender alguma coisa, então parti pra mente mais próxima, a de meu irmão mais velho, Emmett.

Ele estava no boxe do banheiro, olhando para um balde.

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH!Aaaaaahhaaaai! –ele gritou desesperado quando notou que ao invés de vomito, ele estava colocando sangue pela boca.

Pelos olhos dele vi Esme entrar lá e olhar apavorada para o sangue. Não nego que me desesperei um pouco também, parece que as palavras de Carlisle: "sair até a ultima gota", eram bem sérias.

-CARLISLE! – minha mãe gritou louca de nervosa.

Abri os olhos nesse momento, pois senti Carlisle me cutucar. Ele me olhava inquieto e interrogativo, como se esperasse que eu dissesse algo... Ah!

-Ela quer saber por que Emmett está vomitando sangue! – Droga! Ele percebeu que eu estava me infiltrando na mente dos outros de novo!

Carlisle olhou para a parede que separava meu quarto do banheiro, como se pudesse ver através da parede, então disse:

-Acalma-se Esme, só esta saindo sangue porque a bebida se misturou no corpo dele. Você já deu a água morna? – Carlisle foi alto e claro. Ouvi quando mamãe pediu que Jasper pegasse a água.

Carlisle começou a empurrar a maca, até que eu estava fora do meu quarto. A principio fiquei sem entender nada, mas então notei que meu pai estava me levando para o banheiro de seu quarto, por conta de o do corredor já estar ocupado.

Assim que entramos no banheiro, ele foi ligar a água da banheira. Não pude deixar de vibrar por dentro, não nego, adoro aquela banheira de hidromassagem e o banheiro dos meus pais é o único que tem aquela banheira... Bem, pode-se dizer que esse é um dos motivos de eu adorar tomar "banho" lá... Não vamos entrar em detalhes...

Assim que meu pai ligou a banheira, ele foi até onde eu estava e voltou a tirar a calça do moletom, não ouve sinal de que eu iria vomitar então ele concluiu o trabalho, mas antes de começar o meu banho, que na verdade eu não queria porque realmente estava sentindo vergonha de Carlisle, ele deu por falta dos meus pertences para higiene pessoal.

Novamente ele teve de sair, porém desta vez eu quis acompanhá-lo "mentalmente", mas sua mente estava bloqueada, e encarando todas aquelas ataduras, eu voltei à mente de meu irmão mais velho.

Emmett estava pelado dentro do banheiro e segurando o balde, Carlisle entrou lá, remexeu um dos armários, mas não achou o que procurava, então teve que entrar no boxe, onde meu irmão estava. A cena até seria engraçada, não fosse a circunstâncias.

Carlisle estava serio nem mesmo pra Esme ele sorriu e assim que passou pelo meu irmão, Em estremeceu e lembrou-se das cintadas que levou mais cedo. Fiquei com pena do meu irmão, apesar de tudo Emmett é um irmão muito legal e às vezes eu queria ter o poder de decidir se ele vai ou não apanhar, assim como a Jasper, Alice e até mesmo Rosálie... Bem, mas não sou eu que decidi isso, Carlisle se fez bem claro quanto a quem são as "crianças" e quem são os adultos e acredite, aprendi isso de uma maneira bem dolorida.

Carlisle pegou meu xampu, sabonete, esponja... Então saiu do banheiro do mesmo jeito que entrou, serio e indiferente a qualquer um que estava lá... Emmett olhou tristonho pra minha mãe, ele já sabia o que significava aquelas atitudes, meu pai estava desapontado demais com ele para lhe dirigir a palavra voluntariamente.

Vi que ele mandou Jasper pegar um copo com água morna, e em segundos meu irmãos estava de volta com a água.

Meu pai mal chegou ao banheiro onde eu estava então começou a falar:

- Não acho que você está preparado para ver como seu corpo está machucado, porém neste momento não posso te impedir, então deixo a decisão em suas mãos, se quiser olhar, olhe, mas tenha em mente que as conseqüências disto serão suas. – ele foi formal demais e isso só reforçou o que eu já sabia, ele estava PUTO DA VIDA!

-Tudo bem. – falei baixinho. Eu também não achava que estava pronto para ver como eu tinha ficado, mas a curiosidade me persegue e depois de pensar um pouco ( tempo que Carlisle tirava as ataduras), decidi que iria fazer o máxima para não olhar aquele "local".

Carlisle me entregou o copo com a água morno e eu bebi, depois ele pegou o copo.

Meu pai saiu do banheiro outra vez, eu já estava me incomodando com aquele entra e sai e aquelas portas abertas, mas então o ouvi encostar a porta do quarto e entrar no banheiro com uma seringa na mão.

É claro que podem imaginar que eu iria reagir como todas as outras injeções, calmo e passivo, mas eu nunca gostei de agulhas! Está certo que ele quase perde a paciência comigo hoje por causa das porcarias das injeções e olha que ele quase me dava uma palmada, mas eu não posso evitar, é como se uma agulha despertasse meu instinto de "Perigo".

-Não pai! Não! Chega de agulhas, por favor! – falei nervoso e serio muito sério.

Carlisle rolou os olhos e agiu como se não tivesse ouvido meu pedido, caminhou pra mim como se eu tivesse pedindo pra levar uma furada no traseiro.

Olhei ao redor de mim, procurando algo que me ajudasse a retardar a injeção, qualquer coisa, mas não havia nada, pelo menos nada ao alcance de minha mão.

-Pare! Por favor! Eu não... Aiiiii! – de repente, em meio as minhas suplicas, minhas dores voltaram, mas não na barriga, nem naquele lugar, era na minha perna e era uma dor horrível, parecia que ela começava a penetrar no osso da minha coxa e se estender pelo meu corpo inteiro.

- O que foi? Dor?- meu pai falou, mas eu senti a ironia em sua voz. – Essa injeção pode ajudar, mas se você não quiser eu não vou te obrigar, você que sabe Edward. – disse ele e eu senti raiva, ele estava brincando comigo! Com minha mente, com o que eu estava sentindo. Ele sabe que ninguém gosta de sentir dor, mas o único meio de parar minha dor era com ponta de metal sendo enfiada em mim? Que lógica idiota!

Olhei para a agulha, mas nada falei, então meu pai não insistiu, colocou a seringa na pia e empurrou a maca para perto da banheira.

Apertei os olhos quando senti aquela dor horrenda se entranhar em meus nervos e tomar meu corpo. Apertei os lábios para não gritar e eu até estava conseguindo, mas minha barriga resolveu que ainda queria jogar mais coisas pela minha boca!

-UUUUUUAAAAAAGGGGHHHH! Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhha ii! – não contive o grito, mas pelo menos vomitei no balde...

-Ãnhãhãm! – apertei os dentes, os punhos, os olhos, eu não queria chorar, mas não podem imaginar toda a dor que eu estava sentindo, toda aquelas ondas perturbadoras penetrando todo meu corpo, me fazendo gritar como se eu estivesse sendo esquartejado, como se tivessem me batendo com um chicote que pegasse fogo. Era insuportável, medonho, aterrorizante e naquele momento eu só conseguia chamar pela única pessoa que podia acabar com tudo aquilo...

-Paii... – chamei com os lábios tremendo de tanta dor.

-Você quer a injeção? – ele perguntou calmamente do meu lado, mas eu podia ver em seus olhos que ele estava preocupado comigo.

- Nãoo, mas eu... Eu não tenho outra escolha... – aquelas palavras me custaram muito esforço para não chorar, mas então as piores dores começaram. Eram as dores que vinham como pontapés no meio das minhas pernas, vinham devastando tudo, ou pelo menos era como eu sentia, e eu não fui mais capaz de segurar as lágrimas, nem os gritos, se pudesse fazer xixi com certeza teria feito.

- Calma, já apliquei a injeção. – tomei um susto com as palavras de Carlisle.

Como assim já aplicou? Eu não me lembro de ter sentindo nada...

-Mas a dor nãoo passouuuu! – reclamei apertando os lábios.

-Mas é lógico! Tenha paciência, vai passar. – disse ele. – preparado para o banho?

Eu mal ouvia as perguntas que meu pai me fazia e a próxima coisa que senti foi à água na minha pele e Carlisle pedindo para que eu me segurasse nas bordas da banheira.

O banho foi demorado, mas também pudera como não iria ser? Eu não poderia ajudar nem mesmo a passar o xampu! Eu me sentia tão... Eu me sentia um fardo... Não conseguia me segurar com minhas próprias pernas, era tão humilhante... Eu sei que eu estava com meu pai e que ele iria fazer aquilo repetida vezes por mim e meus irmãos, se fosse necessário, mas eu não podia deixar de me sentir um peso... Sem notar as lágrimas vinham aos meus olhos, mas a água que tinha no meu rosto ajudava a disfarçar... Pelo menos eu achava...

Depois de um tempo ouvi a porta do quarto abrir, o cheiro de Esme veio as minhas narinas.

-Trouxe o roupão. – disse ela com a voz meiga, mas tristonha.

Como sempre ela não ligava se eu estava pelado ou não, ela entrou no banheiro e eu senti vergonha quando a vi. Mamãe me olhou com compaixão, mas a minha situação, o meu estado, a posição, meus olhos, tudo parecia me deixar tão insignificante, me fazia sentir um problema... As lágrimas voltaram então o banho acabou.

-Pronto filho, acabou. Tudo bem. – a voz de Carlisle era apreensiva e assustada e me pegou de surpresa até.

Olhei para Esme outra vez, ela se aproximou de mim com o roupão azul escuro. Ela trocou um olhar com meu pai.

-O que foi filho? – ela perguntou me encarando assustada.

-Na... – antes de responder eu é que não entendia porque eles estavam me olhando tão surpresos, mas então quando abri a boca e os soluços pularam freneticamente por ela foi que entendi.

Senti os braços de Carlisle me envolverem, ele me ergueu e me colocou na maca e em todo o trajeto eu evitei olhar para ele e mamãe.

-Tudo bem. – disse Carlisle, ele estava falando com minha mãe. Permaneci calado, sem nem mesmo olhar para eles.

Meu pai pegou o roupão e começou a me secar, depois ele falou alguma coisa para Esme que eu não prestei atenção.

Ela saiu do banheiro, mas logo voltou com a bandeja de metal cheia de seringas e potinhos que eu não sabia para que servia.

-Pegue as ataduras no guarda roupas. – disse Carlisle, então Esme fez seu caminho e trouxe as ataduras.

- Obrigada. – disse Carlisle, mas eu continuava encarando a lâmpada.

Esme saiu, nos deixando a sós e meu pai começou a cuidar de mim outra vez. Primeiro com aquela pomada que lambuzava o meio das minhas pernas e minha coxa, logo depois as ataduras. Fiz questão de não olhar para o "lugar" ferido.

Depois senti o cheiro de minha mãe outra vez.

-Emmett ainda está sentindo dor na barriga e continua vomitando, mas sangue. – disse ela nervosa.

-Ah é? – começou Carlisle serio, tentando fingir que não se importava, mas só pela sua voz sabíamos que ele estava preocupado. – isso vai passar com uma injeção, mande que ela venha. – disse papai, curto e grosso.

Mamãe saiu depois Carlisle começou a empurrar a maca para fora do banheiro. Assim que chagamos no quarto Emmett apareceu, ele também usava um roupão, mas era branco e tinha seu nome bordado nele.

- Deite na cama. – disse Carlisle indiferente e serio. Emmett mal ouviu o pedido e já estava deitado.

Meu irmão só pensava na dor que estava sentindo e no medo de deixar o traseiro tão exposto na frente do meu pai.

Carlisle pegou uma seringa na bandeja de metal que estava ali, depois espetou a agulha em um vidrinho de liquido branco e sugou para dentro da seringa. Ele balançou e tirou o ar, depois caminhou até onde Emmett estava, subiu o roupão até ver o traseiro do meu irmão e enfiou a agulha sem pena.

Em mordeu os lábios para não gritar. Assim que meu pai terminou, jogou a seringa no lixo e saiu empurrando a maca, nem mesmo uma palavra de conforto ele disse pro coitadinho do meu irmão. Fiquei com pena, muita pena...

Carlisle me levou para meu quarto, Esme estava terminando de colocar lençóis limpos na minha cama. Mal ela terminou e meu pai me colocou lá em cima. Ele me ajudou a se vestir, um moletom branco, assim como as meias.

-Bem, agora que você já está bem, vou sair. Esme vai ficar com você. – disse Carlisle.

-Espere um momento que eu vou tomar um banho, depois venho fazer companhia a Edward. – disse mamãe saindo quase correndo para fora do meu quarto.

-Jasper! – meu pai chamou e meu irmão já estava ali. – Vá se vestir, você vai sair comigo. – continuou ele.

-Sim senhor. – disse Jasper.

Fiquei deitado ali, observando meu pai e os movimentos da casa.

Carlisle caminhou até a cama e sentou do meu lado, depois ficou acariciando meu cabelo e meu rosto, até que eu comecei a sentir vontade de bocejar.

-Hora de dormir. – disse Carlisle, depois de olhar para um relógio em cima da mesinha de cabeceira. Eu nem sei de onde aquele relógio surgiu! Eu não me lembro de tê-lo posto ali! Enfim...

-Dormir? Ainda é muito cedo... – falei segurando a mão do meu pai que insistia em passar pelos meus olhos, a fim de fechá-los.

-Como é? Hahahaha... Não apenas é hora de dormir, como já passou da hora de VOCÊ dormir! – disse ele me olhando primeiro com humor, depois serio.

- O que? Mas eu... – tentei qualquer droga de argumento, mas não tinha nenhum coerente.

-O que foi? Acha que só porque está machucado vai ter mais privilégios do que já tem? – meu pai era sarcástico.

-Privilegio? Eu tenho privilégios? Desde quando? – indaguei.

-kkkkkkkkkkkkkkkkkk... Ora essa meu filho, não me venha dizer que bateu com a cabeça também! – disse Carlisle e de repente cerrei os olhos pra ele e tive vontade de virar de costas, mas não podia.

Esme entrou pela porta com sua camisola azul, transparente demais para meu gosto, diga-se de passagem...

Notei os olhos de meu pai grudados nela... Ciúmes?! É talvez eu tenha sentido, e daí?

Esme caminhou para a cama e deitou do lado direito, de modo que eu ficava entre ela e Carlisle, embora meu pai não tivesse deitado.

-Vou me vestir. – disse Carlisle, depois saiu do meu quarto.

Minha mãe começou a passar a mão pelo meu rosto, depois meu braço, então senti os lábios dela na minha orelha, depois senti um beijo na minha bochecha...

-Ta com sono bebê? – ela perguntou, enquanto passava a mão na minha barriga.

-Não! – falei de uma vez.

-Mas vai dormir mesmo assim! – era a voz de Carlisle, ele estava na porta do meu quarto, abotoando uma camisa preta.

-Ora, mas por quê? Eu não estou com sono! – fiquei meio irritado com essas palavras.

-Vou sair com Jasper e volto tarde e você vai dormir Edward, não tente discutir isso porque você não está em posição de argumentar contra nada que eu disser. – declarou Carlisle.

Estalei a língua no céu da boca e cruzei os braços.

-Sem birra. – disse Esme em um sussurro no meu ouvido. – Ele vai sair daqui a pouco. – continuou ela com uma voz maligna que eu gostei.

-Hun! – meu pai falou apontando um dedo pra mim e pra minha mãe, nós rimos.

"Estou falando serio Edward é bom que me obedeça!" – ele pensou pra mim com aquela voz que quer dizer: Se me desobedecer apanha!

Meu pai caminhou até onde estávamos, beijou a bochecha de Esme, depois minha testa, então saiu, mas antes desligou a luz do quarto e deixou a porta aberta. Eles pegaram o Ferrari, eu sei por que conheço o barulho do carro.

-Você está com sono? – perguntei pra Esme.

-Na verdade não, mas ouviu seu pai, você tem que dormir. – disse ela me dando um beijo no ombro.

-Ele está com muita raiva da gente não é? – comecei a puxar assunto.

-Não vou mentir pra você Edward, ele está. Mas quem não ficaria? Vocês passaram dos limites e acredite você só se livrou de umas palmadas minhas visto que se machucou! – disse ela, mas em uma voz seria que me deixou calado por alguns minutos.

-Desculpe. – falei, tentando paz.

-Não posso te responder isso agora, Carlisle vai conversar com você depois, você sabe. – quando ela disse que meu pai ia conversar comigo depois eu estremeci de medo e ela percebeu, por isso meu apertou mais forte.

-Está com fome filhote? – sei que minha mãe só perguntou isso pra me acalmar.

-E eu posso? Não vou vomitar mais? – perguntei.

-Não sei, tenho que perguntar seu pai. Dê-me apenas um minuto que vou pegar meu celular e ligar pra ele.

-O meu está no guarda roupas mãe. – falei rápido, tentando evitar que ela me deixasse sozinho um minuto se quer. Ela sorriu, levantou da cama e foi pegar meu celular. Novamente achei outro defeito na camisola, além de transparente, era curta demais!

Esme começou a discar o numero do meu pai, que atendeu no segundo toque.

-Os meninos podem comer alguma coisa? Estou com medo porque eles estavam vomitando. – disse Esme sem perder tempo.

-Não, não podem, eles tem que dormir e só. Se eles comerem vão vomitar outra vez, talvez seja pior que antes. – disse papai e eu revirei os olhos, parei de prestar atenção nesta conversa agora.

Depois que ela desligou o telefone voltou pra cama e eu fiquei puxando assunto até que ela cedeu e começamos a conversar. Depois de uns quinze minutos Emmett apareceu na porta do meu quarto, ainda com o roupão. Notei seus olhos inchados, mas eu não falei nada, porém mamãe notou também.

"Deus, meu bebê andou chorando... Eu... Deus, eu ainda nem conversei com ele depois daquelas cintas, ele deve estar precisando de mim, eu sei que está!"- eram esses os pensamentos de minha mãe em relação à Em.

Ela colou mais em mim, depois olhando pra Emmett bateu no espacinho que tinha sobrado e meu irmão foi fungando pra lá.

Ele sentou na cama e Esme o abraçou com toda força enquanto sussurrava que amava ele mais que a própria vida dela, e beijava-o com todo carinho do mundo. Eu fique olhando pra Emmett com pena dele.

Depois que minha mãe notou que estava ficando apertado, mas por causa da circunstancia, pois eu estava machucado e precisando de espaço, minha mão empurrou Emmett, até que meu irmão estava de pé, então ela sentou se se encostando à cama e colocando um travesseiro nas pernas, depois mandou que Emmett deitasse com a cabeça lá.

Ficamos os três lá, conversando. Alice só não foi pra lá porque estava de castigo e tinha medo que mamãe dissesse a Carlisle que ela tinha saído do quarto e Rosalie não foi porque ela sabia que no momento Emmett só estava precisando de Esme...

#Bem meus amores, tenho que confessar que esse capitulo foi o que eu achei mais sem emoção a frente dos outros, porém eu tinha que postá-lo. Como eu já disse não estava em meus planos uma fic tão grande e é por isso que esse capitulo é grande. Espero que tenham gostado, desculpem pela demora. E quero dar mais um aviso, se dentro de uma semana eu não tiver postado, não fiquem preocupados, é porque só vou postar em dezembro, pois meu pc esta quebrado e este aqui é de uma amiga...

Deixem seus reviews... Amo vocês demais, e muito obrigado pelo apoio, pelas centenas de "POSTA LOGO BELLINHA!"...

Prometo que vocês não vão se arrepender de esperar, tenho uma surpresinha pra dezembro...

BellinhaBlack...