#Gente, nesse dia do amigo eu dou a vocês este presente, minha primeira one-short pra dizer o quanto eu sou grata por ter vocês na minha vida... kkkk''' Mil beijosss pra vocês...

A curiosidade matou o gato; no meu caso, queimou minha bunda...

Pov. Edward

Estávamos no Alasca, morando na casa a uns vinte ou trinta metros da casa da tia Sasha e as meninas.

Papai tinha uma semana de recesso do hospital e por isso estávamos planejando passar esses dias fora de casa, na Península Kenai.

Era terça- feira, duas da tarde, eu estava jogando com Jasper na sala de estar. Rose e Alice tinham ido caçar e o Emmett saiu com a mamãe, eles estavam na casa da titia Sasha.

Papai estava no escritório conversando com algum desses amigos chatos dele que ficam me chamando de "caçulinha do Carlisle"; eu odeio isso, principalmente da boca de gente que nem me conhece.

Senti um cheiro desconhecido lá fora, era um vampiro, homem, mas não era nômade, ele estava de carro, silencioso devo acrescentar, e parou em frente nossa casa.

Jasper me olhou confuso.

"Quem será hein?"- pensou ele, mas eu dei de ombros.

-Papai, tem alguém aqui. – falei, mas era uma espécie de código pra avisar que eu não conhecia o visitante.

Carlisle apareceu em segundos na escada e foi direto pra porta, mas não abriu então o visitante tocou a campainha. Vi meu pai aspirar o ar com a mão na maçaneta da porta, e depois sorriu e abriu a porta.

-Ora se não é o Klaus que me faz uma visita!- disse papai em um tom humorado.

-Quem diria que Carlisle agora tem residência fixa!- respondeu o homem com o mesmo entusiasmo do meu pai.

Eles se abraçaram e Carlisle convidou o homem para entrar.

"Casa linda! E a esposa? Será que é tão linda como dizem?"- o homem começou a pensar e me irritei um pouco quando escutei que era sobre minha mãe.

-Entre Klaus, seja bem vindo a minha casa! – meu pai parecia feliz com aquele visitante que parecia inofensivo. Ele era um pouco alto, mas era magro, um pouco forte, pouco mais que eu e menos que meu pai. Aparentava no máximo 22 anos ou menos, mas tinha cara de muita experiência e seriedade.

-Muito obrigado Carlisle. Soube que você agora é homem de família. – disse Klaus, se divertindo com a ideia de uma vida calma.

-Pois é meu caro. – meu pai respondeu sorrindo.

-Onde esta sua família? E seus filhos? Aro me disse que seu caçula tem poderes semelhantes aos dele. – eu revirei meus olhos quando Klaus disse: "caçula". Jasper riu daquilo.

-Bom no momento só está dois de meus ilhós aqui. – disse Carlisle, enquanto caminhava com o visitante em nossa direção. - Meninos. – disse papai, então Jasper e eu ficamos de pé. – este aqui é Klaus, meu amigo de muitos anos. – continuou ele sorrindo.

-Muito prazer senhor. – Jasper e eu falamos juntos e o Klaus começou a rir.

-Você fez um bom trabalho com a educação desses meninos. – disse ele pro meu pai, mas estava olhando pra gente.

"hahaha... Morri de rir!" – pensou Jasper com sarcasmo, enquanto eu tentava segurar o riso.

-Quantos anos eles têm afinal? – quando um vampiro pergunta a idade de outro vampiro, ele não quer saber quanto tempo de vida ele viveu, ele quer saber com quantos anos ele foi congelado pra saber o nível de maturidade.

-Jasper. – meu pai falou e meu irmão deu um passo à frente. – 18 anos. – continuou ele.

-Jasper muito prazer, você é que controla emoções não é mesmo? – disse Klaus, indo apertar a mão do meu irmão.

-Isso mesmo senhor. – disse Jasper.

-Chame-me apenas de Klaus.

- Edward tem 17 anos. – papai continuou e o tal Klaus foi apertar minha mão.

-Ora, então você é o caçulinha de Carlisle, hein?- tive vontade de revirar os olhos quando Klaus me perguntou aquilo, mas me segurei, visto que papai gostava de seu visitante.

-Não gosta de ser chamado de caçula não é mesmo? Minha filha vive me lembrando de que os mais novos não gostam de ser lembrados que são os caçulas! – disse Klaus, ainda segurando minha mão, mas olhando pro meu pai.

-Filha? – meu pai falou perplexo, enquanto olhava para Klaus.

-Pois é também sou casado agora, não sabia? E tenho dois filhos, uma menina de 16 anos, Lúcia e um menino de 17 anos, Miguel. – quando Klaus terminou de dizer aquilo meu pai fez uma careta, depois sorriu, depois olhou desconfiado para Klaus.

-Temos muito que conversar. – declarou Carlisle, sorrindo para Klaus e caminhando para o sofá.

"Desligue a TV"- papai pensou pra mim, mas Jasper que obedeceu, então fiquei parado, observando-os sentar no sofá.

"Vá buscar meu uísque bebê, e traga duas taças, mas cuidado hein?"- pensou Carlisle pra mim, então me dirigi pra cozinha, Jasper veio atrás de mim.

Fui até o armário, mas não tinha uísque lá, então fui ao porão, que ficava na garagem, lá havia muitas garrafas de bebida do meu pai.

Era a primeira vez que eu entrava lá com a finalidade de pegar bebida alcóolica, papai disse que todo mundo naquela casa estava proibido de colocar aquilo na boca porque era perigoso, mas então porque ele bebia?

Eu tinha muita curiosidade sobre os efeitos que aquilo podia causar. Quando pequei a garrafa, levei-a cuidadosamente ao meu nariz e aspirei o cheiro do liquido que tinha lá.

"Anda logo Edward, papai tá olhando pra cá, droga!"- era Jasper. Saí do porão e fui direto pra cozinha, abri a garrafa e coloquei na outra que era de vidro e que mamãe costumava servir as visitas. Peguei duas taças, na verdade copos, e coloquei tudo na bandeja, depois saí levando para a sala. Coloquei na mesinha de vidro e fiquei olhando pro meu pai.

"Uísque, há quanto tempo não bebo isso..."- pensou Klaus.

Carlisle começou a encher as taças.

-Edward não nos acompanha? – perguntou Klaus, pegando uma taça e olhando pra mim e eu olhei pro meu pai.

"Diz que siiiiiim!"- pensei entusiasmado.

-Não. – meu pai falou serio e sem olhar pra mim, desmanchado por completo meu sorriso mental.

-Por quê? – Klaus perguntou, adivinhando meus pensamentos.

-Porque ele não tem controle de suas emoções e foi congelado em uma idade onde isso – papai ergueu o copo. – prejudica seu corpo, só adultos bebem.

Eu revirei os olhos mentalmente, então cerrei os olhos pro meu pai.

-Hum. – disse Klaus e olhou pra mim. Ele notou que eu não me conformava com aquilo.

-Nunca fez um teste?- Klaus perguntou depois meu pai olhou pra mim e eu desviei o olhar.

-Eu vi o suficiente pra saber que não quero meu menino com isso na boca, não ainda. – disse Carlisle, então eu revirei os olhos de novo, mas dessa vez meu pai viu.

-Entendo. – começou Klaus. – Não deveria se irritar Edward, seu pai sabe o que é bom pra você. – continuou ele, olhando pra mim.

-Claro. – respondo de um jeito sarcástico e indiferente.

"Vá pra cozinha, deixe-nos a sós."- penso Carlisle pra mim, então pedi licença e sai, fui pra cozinha.

-Vou tomar banho. – disse Jasper, então ele saiu, mas quando chegou à sala Klaus começou a conversar com ele.

Eu sentei em um dos banquinhos do balcão da minha mãe e fiquei encarando os armários com tédio.

"O que de tão ruim pode acontecer se eu colocar álcool na boca? Ficar bêbado? Falar bobagem? Vomitar? Desmaiar?"- pensei curioso e irritado.

"Papai nunca nem me explicou o que poderia acontecer!"

Fiquei meia hora ou mais sentado ali resmungando mentalmente sem prestar atenção no que meu pai e Klaus diziam.

"... Creio eu que Edward não dê tanto trabalho como minha filha."- ouvi quando Klaus falou aquilo e levantei a cabeça para ouvir.

"Não quando ele está dormindo..." – disse Carlisle com humor e eles riram. – "Mas apesar de tudo ele é só uma criança."- continuou ele.

Criança? EU CRIANÇA? – pensei irritado e ficando de pé, enquanto olhava pra sala onde meu pai estava.

Lembrei quando ele disse que só "adultos" podiam beber álcool, então me veio a brilhante ideia de mostrar que eu não era criança bebendo um pouco de uísque.

Comecei a caminhar para a garagem e fiquei olhando para o porão por pelo menos 10 segundos, me arrastei para lá. A porcaria da voz na minha cabeça pedia para que eu voltasse, mas eu ignorei completamente. Abria a porta devagar e entrei. O porão não era muito grande, parecia mais uma pequena dispensa que Rose batizou de porão, lá só tinha algumas caixas com peças de carros, algumas peças de decoração e aparelhos quebrados e algumas bebidas do meu pai em uma prateleira.

Peguei a garrafa de uísque e lentamente coloquei perto do meu nariz para inalar o cheiro da bebida. Eu estava de costas para a porta e totalmente concentrado no cheiro do líquido. Abri a garrafa devagar e o cheiro embalou meu nariz, de repente senti que eu precisava beber aquilo, minha concentração era impenetrável, comecei a colocar a garrafa na boca, então:

-Edward! – a voz do meu pai me assustou, parecia que ele me chamava há horas. Do susto soltei a garrafa e de uma vez virei-me pra porta, mas acabei batendo em outras garrafas e elas se espatifaram em cacos afiados no chão.

Então percebi a merda que eu tinha feito, meu pai havia me chamado do sofá, e ele estava calmo, não sabia o que eu estava fazendo, mas graças a minha burrice ele apareceu em segundos na porta do porão e estava me olhando de olhos arregalados, depois irritados quando ele começou a percorrer o chão com os olhos e as cenas do que poderia ter acontecido começaram a passar pela sua cabeça.

-O que você estava fazendo? – ele olhou pra mim enquanto falava entre os dentes. Senti minhas mãos molhadas, assim como minha blusa.

-P-Papai eu... – parei quando vi meu pai desabotoar o cinto e puxar das calças, eu olhei apavorado pra ele. – Não papai, não, não, calma... – implorei alto, enquanto caminhava para trás jogando as mãos pra frente.

Meu pai avançou pra mim erguendo o cinto e eu me encolhi, dando um ultimo passo para trás, então senti um vidro enorme perfurar meu calcanhar e se afundar na minha carne.

-Aiiiiiiiiiiiiiiiiii! – eu berrei pulando pra frente com o pé levantado e olhando pro meu pé.

-MAIS QUE... – meu pai gritou e antes de falar um palavrão ele respirou fundo. – OLHA O QUE É QUE DÁ ME DESOBEDECER! – ele continuou gritando.

-Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! – eu berrei de novo quando percebi que estava sangrando muito.

Meu pai colocou o cinto nas calças de novo e então senti passar as mãos pelas minhas costas e meus joelhos para me erguer. Comecei a chorar, quando sem querer me concentrei na dor, o que fez aumentar dez vezes mais.

-ISSO AÍ É PRA VOCÊ PARAR DE SER DESOBEDIENTE! – meu pai gritou, enquanto entrava na cozinha.

-Ai, ai, ai papaiii! – choraminguei, enquanto meu pai me sentou no balcão da cozinha.

-JASPER TRÁS MINHA MALA MÉDICA, POR FAVOR. –ele não estava exatamente gritando, ele só tinha sua raiva, preocupação e susto tudo misturado nas palavras.

Em segundos Jasper desceu só de tolha, e com a mala médica e ficou olhando para o sangue pingando do meu pé, enquanto eu chorava.

-Precisa de ajuda? – era a voz suave de Klaus, eu nem tinha percebido que ele estava ali.

Tentei segurar as lágrimas pra não parecer infantil pra visita do meu pai, mas já era tarde demais, Klaus olhava pra mim como se eu tivesse dez anos e tivesse acabado de ganhar umas cintadas do meu pai.

-Mas é claro. – disse Carlisle, enquanto lavava as mãos. – Jasper vá pegar umas ataduras que estão em meu quart, por favor. E Klaus, segure-o bem firme porque eu vou tirar o vidro. – continuou meu pai, e ele olhou pra mim com certa pena, mas ainda irritado.

Klaus caminhou até onde eu estava depois deu a volta pelo balcão e ficou atrás de mim, ele segurou meus braços e eu não resisti.

Papai colocou uma luva na mão direita, então pegou no meu tornozelo e o ergui-o, eu gemi. Jasper chegou com algumas ataduras e colocou na ponta do balcão e ficou nos observando, mas ele tinha vestido um short.

Carlisle colocou a mão no vidro e eu gritei, enquanto balançava a outra perna, Klaus me segurou com força, e eu não tinha percebido como ele tinha força.

Meu pai começou a puxar o vidro e eu a chorar e gritar, tentando me mexer, mas Klaus não deixava.

-Calma. – meu pai falou então ele tirou o vidro, mas eu não vi que tamanho era ele porque o veneno em meus olhos deixava minha visão embaraçada.

Klaus afrouxou o aperto, mas meu pai acenou com a cabeça para que ele não me soltasse.

Senti que o sangue estava jorrando do meu corpo, vi meu pai melar um pano com um liquido, depois pressionou contra meu machucado.

-Aiiiiii, papaiii! – eu choraminguei, Carlisle ergueu os olhos pra mim e pensou:

"Fica quieto, porque nós vamos ter uma longa conversa sobre o que você estava fazendo no porão."

Engoli em seco, mas sem olhar papai nos olhos.

"O que foi que você fez Edward? Papai tá com raiva de você!" – Jasper pensou pra mim e eu olhei instantaneamente pra ele, com um leve tremor.

Carlisle tirou o pano do meu é e pegou uma seringa de sua maleta, depois eu comecei a chorar apavorado, enquanto meu pai colocava a agulha em um vidrinho e sugava o liquido.

-Medo de agulhas? – era Klaus, mas apesar de estar falando de mim ele dirigiu a pergunta a meu pai.

-Medo não, pavor! – meu pai falou dando uma olhada rápida pra Klaus e um pequeno sorriso também.

Carlisle tirou o ar da seringa e ergueu meu pé pelo tornozelo.

-Não pai, por favor... – eu pedi quase chorando de novo enquanto me debatia.

-Acalme-se garoto. – era Klaus, e ele voltou para minha frente e desta vez ele segurou minhas pernas. Quando percebi que não havia mais nada que eu pudesse fazer para evitar uma injeção, eu comecei a chorar, então meu pai me deu uma agulhada na parte de cima do pé, enquanto eu chorava depois Carlisle disse que Klaus podia me soltar, pois ele ia esperar a morfina fazer efeito.

O amigo de meu pai puxou um relógio de bolso e avaliou a hora, enquanto eu fungava e limpava o veneno de meus olhos.

-Sinto muito Carlisle, mas tenho que ir agora. – disse Klaus, enquanto olhava pra meu pai.

-Não se preocupe Klaus, eu que sinto muito por esse... Imprevisto. – meu pai cerrou os olhos pra mim e eu fingi limpar uma lágrima. O amigo de Carlisle sorriu e lembrou-se de seu filho, Miguel.

-Eu entendo perfeitamente meu amigo. – disse Klaus apertando a mão de meu pai, enquanto eles seguiram para a porta.

"Papai tá furioso contigo"- Jasper pensou pra mim e eu me encolhi.

Carlisle voltou e ouvi o carro de Klaus sair de nossa propriedade. Eu fiquei olhando nervoso para meu pai e já estava prestes a falar algo, mas meu pai ergueu a mão pra mim e disse:

-Eu não quero nem saber, vamos conversar depois. – eu fiquei olhando para o chão. – Jasper vá pra sua mãe, deixe-nos a sós. – continuou Carlisle.

-Sim senhor. – disse meu irmão e em segundos ele já estava longe de nós.

Tentei ver o que meu pai estava pensando, mas ele me bloqueou, só percebi que ele estava irritado. Papai pegou linha e agulha e me disse que ia costurar meu pé. Eu bem que queria chorar, mas meu pai disse que se eu abrisse a boca e ele se irritasse ele ia me bater de cinto. Então eu fiquei fazendo careta, ou, de vez enquanto soltando alguns gemidos, mas tentando fazer quase som nenhum pra não irritar meu pai.

Depois que ele terminou de costurar meu pé ele colocou uma pomada e enfaixou, depois guardou todo o resto na mala médica, lavou as mãos e foi limpar o sangue que eu derramei na cozinha. Fiquei quieto observando meu pai.

-Seu pé ainda está dormente?- Carlisle perguntou e eu balancei a cabeça dizendo que sim, então meu pai caminhou pra mim, de forma que ele ficasse no meio de minhas pernas. Como eu estava sentado no balcão, meus pés ficavam encostados na cintura de meu pai. Carlisle passou os braços em volta de mim e eu coloquei os meus em seu pescoço, mas eu estava muito nervoso.

Papai começou a subir as escadas comigo em seus braços, então peguei em sua mente a imagem do escritório e comecei a chorar.

-Já está chorando sem motivos é? – meu pai falou irritado eu comecei a soluçar tentando segurar as lágrimas. – Mas não se preocupe Edward, que eu vou te dar motivos pra chorar muito! – ele falou seco e eu comecei a derramar lágrimas baixinhas pra tentar não incomodá-lo, mas eu não consegui.

-Ele foi para o escritório.

-Desculpaaaaa. – solucei, mas ele ignorou-me, entrou no escritório e me colocou na porcaria do sofá preto, depois saiu e me deixou lá, chorando.

Ele demorou dez segundos pra voltar e não perdeu tempo, sentou ao meu lado no sofá e me colocou sobre seu colo com facilidade. Eu tentei lutar, mas ganhei uma palmada e fiquei quieto.

-Pai, não me bate não, por favor. – eu falei em tom suplicante.

-Bato sim, porque você merece. Quantas vezes eu falei que você não pode beber aquilo Edward?- meu pai falou zangando-se e ao mesmo tempo como se tivesse implorando pra eu lembrar.

-Uma só. – falei com rebeldia e certa petulância.

PAFT* Aiiiiiiiiiiiiiiiiiii! – ganhei uma palmada por ter falado naquele tom com meu pai.

-Cuidado com o jeito que você fala comigo moleque!- meu pai falou irritado, enquanto eu esfregava minha bunda.

-Mas se eu não posso beber, porque o senhor toma? – perguntei baixinho e com humildade e certa inocência.

Ergui um pouco a cabeça para olhar par meu pai e vi-o respirar fundo, como para se controlar, então falou:

- O álcool nos induz a seguir nossos instintos, ele de certa forma nos transtorna. Eu sei que eu bebo, mas é porque eu já tenho controle de mim, do que sou e do que posso e devo fazer. Vocês ainda não tem controle de suas emoções, principalmente você, mas eu não te culpo por isso, você foi congelado aos 17 anos e nessa idade não se tem controle de quase nada ou nenhuma emoção. E mesmo eu, se beber sem moderação posso perder o controle de mim mesmo e fazer o que eu não quero como sair por ai bebendo humanos até que eles morram. – meu pai tocou na minha ferida, ele sabia como me machuca lembrar-se de mim mesmo como um monstro bebedor de sangue humano.

-Paizinho me desculpa mesmo, mas foi impulso, foi sem querer. – eu falei com uma voz suplicante e tristonha. –Não me bate não papai.

-Bato, e porque você me desobedeceu! Já imaginou o que poderia ter acontecido se você tivesse bebido o álcool? – ele ficou irritado outra vez, então senti puxar minha calça até os joelhos.

-Mas papai eu não bebiii! – solucei.

-Mas a questão aqui não é se você bebeu ou não, é a sua desobediência! – disse ele.

Eu estava soluçando, mas então percebi que estava sendo fácil demais, então comecei a espernear pra sair do colo do meu pai e ele me empurrava pra baixo, mas eu ficava me debatendo, enterrei os pés no chão e comecei a me impulsionar pra cima, mas então meu pai desceu a mão na minha bunda com força e eu CAÍ sobre o colo dele.

Carlisle passou a mão pela minha cintura pra me segurar no lugar e começou a chover palmadas na minha bunda.

PAFT!PAFT!PAFT!PAFT!- eu mordi os lábios pra não gritar, mas meu pai começou a aumentar o ritmo e a força das palmadas.

PAFT!PAFT!PAFT!PAFT! !

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! Awwwwwwwwww! – eu berrei esperneando, então papai se irritou e continuou me batendo, mas com mais força agora.

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT!

Eu comecei a chorar na quinta palmada, mas agora eu estava aos berros enquanto chutava o ar com o meu pé bom.

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! Papaiiiiiiiiiii me descuulpaaaaaaaaaaaaaaa!

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! Eu nunnncaaa maisss faço isssoooooooo!

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! Aaaaaaaaaaarraaaaiiiiiiiiiiii!

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT!Já chegaaaa papaiiizinhoooooo!

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! A prendiiiiiii a liçãoooo! Papaiiiiiii!

Eu estava sentindo dor, a mão do meu pai é bem pesada quando ele quer!

Agarrei a perna de Carlisle, enquanto eu implorava pra ele parar, mas ele me ignorou.

Eu já estava soluçando de tanto chorar, mas as palmadas continuaram.

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! !

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! Aaaaaaaaaaarraaaaiiiiiiiiiiii!

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! Aaaaaaaaaaarraaaaiiiiiiiiiiii!

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! Aaaaaaaaaaarraaaaiiiiiiiiiiii!

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! Desculpaaaaaaaaaaaaa, desculpaaaaaaa, desculpaaaaaaa.

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! Eu prometoooo que não façoooo mais, eu prometooo papaiziiinhoooh!

Minhas unhas estavam cravadas na perna de meu pai, enquanto eu soluçava as desculpas aos prantos.

Senti os dedos do meu pai nas bordas da minha cueca e eu me apavorei.

-Nãaaoooo papaiiiiiiiiiii, por tudoo que é mais sagradooo me perdoaaa, eu jurooo que nuncaa mais olhoo nem pra garrafa de bebidaa, eu jurro papaizinhoooo! – eu chorei agarrado na perna do meu pai, enquanto senti papai tirar as mãos da minha cueca e colocar nas minhas costas.

Aquilo foi um alivio e tanto, mas eu ainda estava chorando.

Papai me sentou no colo dele e tirou minha calça, mas antes de me abraças ele segurou meus ombros e disse olhando em meus olhos:

-Presta atenção, dessa vez eu fiquei com pena de você e me compadeci de suas lágrimas e promessas, mas se você fizer isso de novo vai apanhar de cinto até seu bumbum rachar! – eu engoli em seco com aquela ameaça e voltei a chorar atordoada.

-Eu jurooo que nuncaaa maisss papaiiii! – eu solucei no pescoço do meu pai, enquanto ele me embalava em seu colo, beijando meu ombro.

-Shhh... Papai perdoa, mas se acontecer eu não vou poupar seu bumbum. – disse Carlisle, mas ele estava calmo e doce, enquanto me ninava em seu colo.

-Feche os olhos bebê, papai coloca você pra dormir. – disse ele carinhosamente, então eu fechei os olhos, mas continuei com leves soluços. Ficamos ali até que eu adormeci no colo do papai.

Quando eu acordei já era de madrugada, mas meu pai me fez ir limpar o porão e foi me supervisionar. Foi uma chatice! Ele ficava enchendo meu saco dizendo que num estava bem limpo e me fazia limpar de novo e gritava dizendo que ainda tinha vidro. Ele gritou tanto comigo que eu terminei de limpar o porão aos prantos, então ele me pediu desculpa e me levou no colo pra dormir, mas eu fui dormir com ele e a mamãe.

Dois dias depois, papai tirou os pontos do meu pé em meu quarto. Durante a retirada dos oito pontos ele me contou um pouco mais sobre o que o álcool podia causar em nosso corpo. De acordo com Carlisle, podemos nos viciar na bebida e ficar totalmente transtornados, podendo até virar um vampiro psicótico que precisa matar seres humanos descontroladamente. Tá certo que metade dessa conversa eu desconfiei e tal, e eu ainda estava com curiosidade pra presenciar o que iria acontecer se um vampiro bebesse álcool, mas eu não falei nada pro meu pai. Papai disse que o sangue é o principal e melhor alimento que precisamos, mas em excesso pode nos trazer muitas complicações, principalmente se adicionado no nosso corpo com álcool. E ele ainda disse que era por esse motivo que ele e mamãe administravam nossa alimentação tão de perto.

Mamãe entrou no quarto e me olhou seria, depois começou a falar:

- É por isso que dizem; A curiosidade...

-Fez papai esquentar a bunda do Edward! – Emmett gritou lá debaixo completando a frase da mamãe, enquanto explodia em risos com o resto da família, mas claro que eu não achei graça nenhuma e fiz um bico de raiva.

Carlisle me colocou em seus braços, ainda rindo, mas tentando disfarçar, e me levou para o escritório, onde sentou na poltrona e me colocou sobre se colo e leu pra mim até que eu adormeci.

#Eu peço encarecidamente que se você leu esta história por favor mande seu review, não importa quanto tempo eu já a tenha escrito eu quero muito seu review, então espero que vocês tenham gostado da minha primeira one, eu estou tão insegura em relação a ela, mas espero que tenham gostado... Bjooosss...

BellinhaBlack