#Bem, aqui começa o inicio desta fic. Linha dos limites se passa em 1924, seis anos depois de Edward se tornar um vampiro. Esta fic foi baseada em outra que li e que me apaixonei de uma maneira espetacular por ela, embora tenha lido apenas uma vez e tenha perdido ela em meio a tantas outras... Espero mesmo que gostem, estou me esforçando bastante para que ela seja merecedora de sua atenção.

Um bem vindo enorme a Helena, espero que permaneça por muito tempo comigo...

E aqui vai o primeiro capitulo...

Linha dos Limites

Pov. Carlisle

Inicio a Paternidade

Eu estava na cozinha preparando alguns sanduíches e deixando um pouco de sangue fresco para Edward, pois eu não queria que ele saísse sozinho de casa e hoje eu teria mais trabalho no hospital por conta de algumas guerras nativas, então eu não poderia sair para caçar com meu menino.

Edward anda meio emburrado, resmunga que tudo é um tédio, que não têm nada pra fazer em casa e esses seus comentários me afetam de um jeito surpreendente.

Primeiro que eu não posso fazer companhia a ele o dia inteiro, porque tenho que trabalhar. Como fazem apenas seis anos que ele "nasceu" para essa vida (e apenas três que ele me reconheceu como pai), eu não acho que ele saiba controlar sua sede, por isso tentei proibi-lo de sair sozinho, mas em uma conversa amigável e sem nenhum tipo de pressão da minha parte, tenho medo que ele se sinta desconfortável ao meu lado.

Ele insiste em dizer que sabe se controlar em meio a humanos, mas ainda há a questão de ele ler pensamentos, ele ainda não sabe bloquear sua mente dos pensamentos de outras pessoas e isso se torna uma desvantagem para manter seu controle emocional e instintivo.

Tentei explicar isso a Edward, mas foi onde percebi sua instabilidade emocional. Seus hormônios adolescentes fervem por suas veias e de vez enquanto ele tende a ser impulsivo.

Anteontem mesmo, eu o chamei para uma conversa para lhe explicar o porquê de não irmos caçar essa semana. Eu tinha muito trabalho e pouco tempo e por isso não poderia levá-lo, então ele disse que poderia ir sozinho, mas ouviu um sonoro "não" sair de minha boca e ele simplesmente levantou e saiu me deixando falar sozinho.

Na hora fiquei atônito de surpresa, mas depois fiquei irritado pela grosseria que ele me fez, mas respirei fundo, procurei a paz e ela veio a mim, então deixei Edward perceber por conta própria o quão rude ele foi...

Acabei frustrado.

Passaram cerca de cinco horas e ele não vinha me pedir desculpas, então resolvi ir falar com ele, mas foi uma simples conversa, procurei não impor minha condição de líder, muito menos de pai, mas disse que ele não iria tocar piano pelo resto da semana por conta de seu desrespeito e logo depois eu estava atolado em protestos da parte dele, especialmente o motivo de ele estar sentindo tédio. Edward fez questão de jogar na minha cara que ele estava sozinho a maior parte do tempo, porque eu trabalhava quase o dia inteiro. Acabei desistindo desse castigo ontem à tarde.

Esse era um dos maiores problemas que encontrei na paternidade, as punições. A maneira de controlar suas revoltas e grosserias.

Como eu trabalhava quase o dia inteiro, às vezes nem dormia em casa, meu filho passava o dia inteiro sozinho, por isso todo castigo que eu cogitava lhe aplicar não parecia ser muito eficaz.

Se eu o deixasse de castigo no quarto o dia inteiro, como saberia se ele tinha cumprido se eu não ficava 24h em casa?

Ele poderia obedecer enquanto eu estivesse presente, mas assim que se visse livre de mim, poderia fazer o que quisesse e não teria ninguém para lhe impedir. Além de ele ser um adolescente impulsivo, era um vampiro sedento pelos prazeres desta nova vida.

Por estes motivos decidi que eu iria conversar com ele, tentar fazer com que ele entendesse certas coisas sem se sentir ameaçado por mim, sem achar que eu iria puni-lo de forma violenta toda vez que fosse contra minha vontade. Tudo que eu não quero é parecer meu... Pai. Mesmo depois de tantos anos, a maneira injusta com que fui tratado, me persegue como um fantasma, ainda mais agora, que reconheci em Edward, um filho.

Edward é muito... Sensível e infantil às vezes. Ele é um bom garoto, sabe ser gentil e educado, mas por outro lado, quando se sente preso demais, quando sente que seus instintos de vampiro querem lhe tomar, ele chega a ser agressivo, grosseiro e extremamente irritante, mas nunca de verdade tentou bater de frente comigo, nunca tentou me enfrentar de homem pra homem.

A maior parte do tempo eu tento negociar com ele, por exemplo, se ele cumprir com alguma tarefa que eu designe para ele, ele ganha recompensas, a ultima foi o piano. Mas ultimamente ele tem me contrariado de uma forma que chega a me perturbar, como se eu estivesse perdendo as rédeas do meu menino doce...

Outro dia, em um final de semana que eu estava livre, fomos acampar e caçar em uma floresta, mas como eu estava bastante cansado, acabei adormecendo no meio da tarde em nossa barraca, mas me certifiquei que ele ficasse comigo. Porém quando despertei o garoto não estava mais lá, não havia sinal dele em lugar algum. Imagina o desespero que tomou conta de mim! Estávamos no meio de uma floresta no Tennessee, lá havia muitos nômades, que realmente chegam a ser territorialistas ao extremo e quando se sentem ameaçados, não descansam até matar o que lhes ameaça. Alguns fazem isso até por diversão!

Quando dei por mim estava correndo a floresta como um louco, gritando pelo garoto e pedindo a Deus que ele estivesse bem, mas quando o encontrei ele estava fazendo exatamente o que eu temia.

"Edward, o que você está fazendo?" – eu pensei nervoso para Le, enquanto o moleque conversava calmamente com um casal, que pela maneira que estavam vestidos, eram nômades sem a menor sombra de duvidas.

- Ah! Carlisle venha aqui! – Edward sorriu para mim e me chamou para perto dele sem parecer notar minha irritação e nervosismo.

Eu já estava cansado de lhe dizer que não devia sair pela floresta, que era perigoso, mesmo para ele que era vampiro, que poderia ser morto por um nômade, mas ele ia além da minha imaginação e fazia "amizade" com esses nômades!

Caminhei rápido para lá, mas apesar de parecer calmo, eu mantinha um olho desconfiado para aquele casal. Depois de tantos anos convivendo com seres perversos, acreditem, eu reconhecia um assim a metros de distância!

- Estes são Nancy e Richard! – disse Edward, estava sentado em uma pedra inocentemente, enquanto lançava um olhar rápido para mim. Deus sabe o que ele falou de nós para aqueles dois!

- Este é Carlisle, que lhes falei. – continuou ele, mas agora se dirigindo aos estranhos.

Cumprimentei-os com um aceno de cabeça e enrolei o cotovelo de Edward com o braço esquerdo e o puxei impaciente para ficar de pé. Seu olhar era de confusão.

- Desculpem a pressa, mas precisamos mesmo ir. – falei com um meio sorriso e praticamente arrastando o garoto comigo, até que senti um toque forte no meu ombro que me fez parar.

Olhei de soslaio, era Richard. Livrei-me de seu aperto de um jeito irritado, logo em seguida, mas tive o cuidado de manter Edward atrás de mim.

Não pense você que eu estava com medo dos nômades, mas se acontecesse uma luta, como eu iria proteger meu filho e me defender? Seria dois contra um...

- Não, ele só vai se quiser. – disse Richard me encarando irritado e se referindo a Edward em suas palavras. Na hora eu pensei: Quem esse idiota pensa que é? O menino é meu filho, não dele...

Eu era poucos centímetros mais alto que aquele homem e usei isso para ser um pouco mais intimidador.

- Ele sabe que precisa ir. – falei, enquanto apertava o cotovelo do garoto para que confirmasse. Edward estava tenso.

- É... É, precisamos... Ir... – disse Edward, a voz um pouco trêmula. Por momento algum Richard e eu deixamos de nos encarar e foi Nancy que quebrou o silencio.

- Ora querido, fique mais um pouco, venha aqui. – disse ela se aproximando com as mãos estendidas para Edward e ignorando minha presença. Eu empurrei o menino para ficar mais atrás de mim e ele notou a minha impaciência e vontade de sair de lá.

- Desculpe, mas realmente precisamos ir. Adeus foi bom conhecer vocês. – e depois de dizer isso e "manifestar sua vontade", Edward acenou para o casal e eu saí puxando-o mais longe possível daqueles dois e quando chegamos ao acampamento eu soltei o garoto bruscamente perto da barraca e por um momento deixei a raiva me dominar.

- VOCÊ PERDEU O JUIZO? ELES ERAM NOMADES, PODIAM TER TE MATADO! ONDE ESTAVA COM A CABEÇA QUANDO SAIU SOZINHO DAQUI?- por um momento tudo que importava era a irresponsabilidade do menino, eu me permiti se descontrolar momentaneamente, mas quando encontrei os olhos de Edward, em meio aos meus gritos, vi que eu o tinha assustado.

Eu nunca tinha gritado com ele, nem falado aquelas palavras, nunca mesmo tinha chegado a permitir que a irritação falasse mais alto que meu bom senso, tinha me esquecido como ele era sensível e jovem. Vi em seus olhos que ele sentiu... Sentiu medo de mim...

Sua voz era chorosa quando ele sussurrou um pedido de desculpa e eu acabei fazendo o mesmo por ter gritado com ele; ou seja, ao invés de ele se sentir mal por ter fugido, fui eu que me senti mal por ter tratado ele daquela maneira e acabei fazendo vista grossa para o que ele fez.

Foi a partir deste dia que decidi que eu iria apenas conversar com ele, mas ultimamente ele anda na necessidade de limites... Quer dizer, nem quando eu era um Volturi eu tinha tanto trabalho como tenho sendo pai e olha que é apenas um moleque de 17!

Assim que terminei de preparar o 'lanche', fui tomar um banho antes de ir trabalhar.

Assim que terminei, vesti minhas roupas brancas, peguei meu jaleco e fui ao escritório buscar a minha pasta. A porta estava aberta e assim que entrei vi Edward sentado no tapete com alguns livros ao seu redor e um mapa aberto no chão.

Aproximei-me dele e fiquei de joelhos ao seu lado.

- O que está fazendo? – perguntei sorrindo.

- Pesquisas. – disse ele serio, ainda emburrado provavelmente.

Inclinei-me para ele e beijei sua testa, então fiquei de pé.

- Tem sangue na geladeira e sanduíches no armário, já estou indo trabalhar. – falei, enquanto caminhava para pegar minha pasta sobre a mesa.

#E continua... Estou estudando bastante algumas fics que li e que falavam da primeira surra de Edward. Sei que parece fácil, mas não é. Tenho que me sentir bastante a vontade ao mesmo tempo em que tenho que me conectar com as emoções de Carlisle e de Edward, porém em um tempo diferente... É bastante complicado, mas estou confiante...

Não se esqueçam de mandar seus reviews...

Carinhosamente, BellinhaBlack

Beijinhos Beijinhos...