#Não tenho muito que dizer sobre esse capitulo exceto que as coisas vão 'pegar' para Edward...

Obrigado pelos reviews que tem me mandado, embora eu sinta falta de muitas pessoas...

Bem, me perguntaram sobre a Nelluca e assim como vocês estou preocupada, pois também não tenho noticias dela espero que tudo esteja bem...

Quero aproveitar e dar as boas vindas a Janny Winchester espero que fique por muito tempo comigo. Visitei sua página e vi a maioria de minhas histórias como suas favoritas, agradeço muito o carinho e fiquei bastante feliz por saber que aprecia tanto o que eu escrevo... Seja bem vinda Jan...

Pov. Edward

Biblioteca

Eu estava a alguns metros da cidade, estava feliz de finalmente ter saído de casa e por estar correndo como meus instintos mandam. Quem Carlisle pensava que era tentando ser meu chefe? Eu que mando em mim, não ele. Minhas escolhas cabiam a mim! Sorri de um jeito maligno, enquanto começava a entrar nas ruas da cidade.

Lembrei da imagem de uma biblioteca publica que tinha ali, visitar novos livros era meu primeiro plano. Também estava cansado da biblioteca de Carlisle, sempre a droga de mesmos livros... E sem contar que eu já tinha lido um por um, menos os que ele deixava trancado dentro de seu armário, ele disse que eu não iria me interessar pelo assunto de qualquer forma, então deixei pra lá...

Fiquei tenso quando os aromas dos seres humanos começaram a encher minhas narinas, mas prendi a respiração e balancei a cabeça. Controle-se Edward, mostre para Carlisle que você não precisa de uma babá! – O veneno enchia minha boca, era como estar salivando...

Desci por uma rua estreita, os olhares curiosos em mim, principalmente das mulheres. Por um momento soltei a minha respiração e o controle mínimo de minha mente. Ouvi alguns de seus pensamentos lúbricos sobre mim, eu fiquei tão envergonhado que me acolhi. Ugh! Algumas daquelas mulheres tinham idade pra ser minha mãe, sem contar que eram casadas!

Com esse episodio lembrei-me do que Carlisle me disse um dia: - O seu dom é maravilhoso, mas também é perigoso. A mente das pessoas não é como o pais das maravilhas, pode ser arriscado saber dos desejos mais profundos das pessoas...

Carlisle... Mas que merda! Até em um passeio aquele homem me persegue!

"Acho que é o filho do médico. Daria um bom marido pra minha filha, mas se desse mole iria acabar deitando com a sogra!" – olhei involuntariamente para a senhora que teve esse pensamento e quando notou meu olhar ela sorriu, colocou dois dedos em seus lábios, beijou-se e depois ergueu os dedos pra mim, como se estivesse me oferecendo o beijo. Mulher vulgar pensei, depois que comecei a caminhar rápido para me livrar daqueles pensamentos nojentos.

Minha garganta queimou quando o pulsar de veias chegou a meus ouvidos... Vi a biblioteca e corri rápido para lá. Assim que entrei notei que não havia quase ninguém lá, apenas o bibliotecário e uma mulher que espanava uma das prateleiras, estava tão concentrada no trabalho que não prestou atenção em mim.

- Posso ajudar filho? – a voz do bibliotecário chegou aos meus ouvidos, assim como o cheiro de seu sangue encheu meu nariz. Prendi a respiração, na esperança de controlar o desejo pelo seu sangue.

- Não, obrigado senhor, estou bem sozinho! – as palavras foram ríspidas, embora eu não quisesse ter sido rude com o senhor, mas a queimação na minha garganta não ajudou.

- Tudo bem, se precisar de alguma coisa estarei ali na frente filho. – a voz suave do ancião não parecia ter ressentimentos pela maneira que lhe tratei. Sorri para ele, pois não queria que ele tivesse a impressão errada de mim, eu só precisava ficar sozinho e percebi que o senhor entendeu quando retribuiu meu sorriso.

Caminhei para o fundo da biblioteca e comecei a examinar alguns livros. Puxei três da prateleira do meio e sentei em uma mesa perto a poucos centímetros da estante velha.

Pov. Carlisle

Fuga

Eu estava terminando um curativo em um homem. Ele tinha passado por uma cirurgia há 48 horas e como eu precisava lhe examinar, aproveitei e fiz o curativo de sua ferida.

Por conta da rebelião dos nativos, o hospital estava cheio de homens, mulheres e em alguns casos, até crianças, então eu estaria aterrado em trabalho e provavelmente teria que fazer plantão.

Continuei meu trabalho, junto com outros médicos que ocupavam os corredores cheios de feridos. Havia sangue por todo lado, mas eu não era afetado. Depois de tantos anos, meu autocontrole era algo surpreendentemente resistente e impenetrável.

Na hora de meu almoço, o Dr. Philips iria me substituir e assim eu poderia ir até em casa e para avisar a Edward sobre meu plantão e também tentar acalmá-lo um pouco mais. Sei que ele não iria ficar nada feliz com minha ausência para o resto do dia, mas as pessoas precisavam da minha ajuda e eu precisava trabalhar, as coisas eram diferentes agora, eu tinha que cuidar de um garoto, as coisas não eram mais individuais e o necessário para mim, não era o bom pra ele.

Tirei meu jaleco branco e entrei em meu automóvel, iria direto pra casa, mas então lembrei que tinha prometido que iria levar algo para Edward se distrair um pouco. Parei em uma livraria, perto da biblioteca pública, então entrei.

Fui até uma prateleira de revistas, iria levar palavras cruzadas e caça- palavras para ele brincar um pouco. Pensei em levar um livro, mas mudei de ideia. Amanhã eu o traria para escolher os livros que queria, deixar que ele decidisse o que iria lhe agradar. Quem sabe essa saída melhorasse seu humor...

Peguei algumas revistas e fui até o caixa para pagar.

- Quatro dólares senhor. – disse ela cansada, mas me encarando sorridentemente. Edward disse que as mulheres tinham pensamentos nojentos quando me viam, ele não gostava nem um pouco, se sentia desconfortável e já notei que ele se encolhia sob pensamentos assim, como se estivesse tentando se esconder.

Puxei a carteira e paguei as revistas, enquanto a moça colocava minhas compras em uma sacola.

Saí da livraria e me dirigi para o carro, mas um cheirinho suave e doce passou rápido pelo meu nariz, como se fosse uma brisa. Era como o cheiro de Edward, mas não era tão forte como se ele estivesse perto de mim. Comecei a olhar ao redor para ver se o via, mas não havia nada... Ri de mim mesmo. Eu amo tanto aquele garoto, agora finalmente entendo porque os humanos que são pais chamam os filhos de 'bebês', mesmo que eles já tenham trinca e cinco anos de idade.

Entrei no carro e dirigi para casa, enquanto pensava no meu menino rebelde.

Quando cheguei em casa, ia disposto a tentar fazer as pazes com Edward, eu queria muito que ele me visse como alguém que iria cuidar dele e que ele podia confiar em mim. Ultimamente ele age como se eu estivesse querendo lhe fazer algum mal.

Estou em casa Edward, pensei para ele, para anunciar minha chegada. Como não ouve resposta, imaginei que ele estivesse dormindo ou fazendo algo que lhe estivesse distraindo. Entrei em casa com as revistas na mão, então aspirei o ar procurando o cheiro dele. Seu aroma estava lá, mas não era forte como deveria.

Coloquei as revistas em cima do sofá e fui direto para o quarto dele, mas ele não estava e depois de verificar cada canto daquela casa, descobri o que ele tinha saído.

O garoto me desobedeceu! Eu falei para ficar em casa e ele me desobedeceu!

Senti raiva por aquilo, por ele me desobedecer daquela maneira. O que ele estava querendo me desafiando daquela maneira?

Passei as mãos pelos cabelos irritado, então me lembrei da hora que sai da livraria, quando senti o cheiro dele. Talvez ele estivesse por lá e eu não iria esperar que ele aparecesse para me dizer onde estava eu o iria procurar agora!

Sai de casa quase correndo, entrei no carro e dirigi de volta para a cidade.

Pov. Edward

Doces

Depois de ler os livros que eu queria, decidi caminhar pelo lugar, ir a alguma loja...

Levantei da poltrona, coloquei os livros na estante e me dirigi para a porta de saída. O velho não estava lá, ainda bem. Abri a porta e desci as escadas. Um vento forte bateu em mim e trazia os aromas fortes das pessoas da cidade. Foi demais pra suportar, voltei pra biblioteca quase correndo, tentando resistir à vontade de sangue.

Acalme-se Edward, acalme-se; eu cantava para mim na esperança de aquilo me ajudar a se controlar.

- Deseja alguma coisa, filho? – a voz do velho me assustou e eu virei de uma vez pra ele.

- Não! – ergui a mão quando ele caminhou pra mim, prendi a respiração, abri a maçaneta da porta e sai correndo para outra estrada que levava para algumas casas.

Eu não respirei, não olhei para ninguém, mas os seus pensamentos me incomodavam, porém não tinha tantas pessoas por lá, por isso foi mais fácil resistir à vontade de mandá-los ficar calados.

Vi a confeitaria ao longe, parecia quase vazia, e decidi que seria um bom lugar para ir.

Caminhei para lá e entrei. As pessoas me olhavam curiosas, mas logo deixaram de se importar quando fui para a prateleira dos doces, que era mais ao fundo da confeitaria.

Carlisle não me deixava comer certas guloseimas humanas, ele dizia que o açúcar em excesso podia me fazer mal. Agora eu não ligo, além disso, porque ele se importava? Peguei alguns doces da prateleira e levei-os para uma mesa, então comecei a comer. O meu veneno modificava um pouco o gosto dos doces, mas continuavam ótimos do mesmo jeito e também não eram muitos. Era a quantidade certa para me fazer sentir um pouco de prazer por repetir hábitos humanos.

Mais tarde, pedi a conta e um homem gordo e barbudo trouxe. Paguei e olhei para o relógio, três da tarde e nada me aconteceu de tão ruim como Carlisle fazia parecer.

Levantei da cadeira e sai em direção às ruas.

Pov. Carlisle

Complicações

Quando cheguei à cidade, voltei para o mesmo lugar onde tinha sentido o cheiro de Edward, então andei por lá procurando ele, por cerca de meia hora, então percebi que o meu horário de almoço tinha acabado há dez minutos e eu precisava voltar ao hospital, mas estava extremamente preocupado com Edward.

Meu deus! E se ele se meteu em problemas? O que eu iria fazer?

Poderia primeiro ir até o hospital e pedir a algum medico para me substituir, eles iriam entender minha saída repentina quando soubessem que meu filho estava desaparecido.

Entrei no carro e dirigi para o hospital, mas mal coloquei os pés lá e uma das enfermeiras correu atônita para mim.

- Dr. Cullen estão lhe esperando na sala de cirurgias a horas, o Dr. Philips precisou sair urgentemente, parece que a mãe dele teve um ataque cardíaco e Dr. Linhares precisa de outro médico agora para fazer a cirurgia!- ela saiu me puxando para a sala de cirurgia e eu não tive como dizer não. Sou um médico, devo salvas vidas e o que eu podia fazer era rogar a Deus para que tomasse conta de meu filho.

Quando entrei na sala de cirurgia havia duas enfermeiras e o anestesista andando de um lado para o outro. Porém, a me ver eles pareceram se acalmar. Perguntei pelo Dr. Linhares e disseram que ele estava me procurando pelo hospital. Neste momento ouvi alguém abri a porta, eram a recepcionista, mas mal entrou, as enfermeiras pediram que ela fosse avisar ao outro médico que eu estava na sala de cirurgia.

Explicaram-me o que tinha acontecido pelo que entendi o paciente estava com traumatismo craniano e parece que uma faca perfurou sua cabeça e entendi a gravidade da situação.

Quando finalmente iniciamos a cirurgia, procurei me concentrar e não pensar no que Edward estava fazendo, mas fui incapaz de conseguir. Em minha cabeça só vinham coisas absurdas.

A cirurgia demorou quase três horas e meia, tivemos que ser bastante cautelosos na retirada do objeto na cabeça do homem. Ele perdeu uma grande quantidade de sangue, talvez tivesse sérias seqüelas, mas o importante é que estava vivo.

Eu estava muito estressado, precisava achar meu filho e tinha que ser rápido. Por sorte o Dr. Haddock iria foi ao hospital substituir o Dr. Philips, tudo estava uma bagunça total e eu queria muito ajudar, mas só iria conseguir quando achasse meu filho.

Fui até a recepção e avisei a Louis, a recepcionista, que eu precisava sair urgentemente por conta de um problema de família, mas que assim que resolvesse estaria de volta ao hospital.

Não esperei que ela dissesse nada, saí correndo para meu carro, eu iria procurar Edward primeiro pela cidade e orando a Deus para encontrá-lo por lá são e salvo!

#Não se esqueça de mandar seu reviews, agradeço pela sua opinião...

Com carinho,

BellinhaBlack.