#Ok, admito que fiquei meio triste com a pouca quantidade de reviews no capitulo anterior, mas tenho certeza que irão gostar deste aqui...

Muito obrigada aos que comentaram. Vocês são os melhores...

Aproveitou e dou as boas – vindas a minha nova leitora, XxlininhaxX, espero que continue lendo minhas fics, amei seu comentário, obrigada...

Bem, chega de falar, aqui vai o próximo capitulo, divirtam-se e outra coisa, a tradução de algumas palavras em italiano, estará disponível no final do capitulo.

Pov. Edward

Na Floresta

Já era bastante tarde e eu continuava dentro daquele quarto. Respirei fundo, pelo que entendi Carlisle faria plantão hoje, então acho que só estaria aqui amanhã de manhã.

Fiquei imaginando o que ele quis dizer com "as coisas serão diferentes"...

Será que ele iria me mandar embora? Não... Eu não iria suportar viver sem ele, Carlisle foi à única alegria que encontrei nesta vida... Tenho medo de perdê-lo, mas se ele me mandasse embora eu podia entender... Eu quase matei alguém!

Sempre vi em sua mente que ele gostava muito de me ter ao seu lado, mas talvez como um... Amigo? Não sei responder...

É que às vezes eu o vejo como alguém muito além de amigo... Eu, de vez enquanto, quer dizer... Há momentos que o vejo como um pai...

Balancei a cabeça com esse pensamento... Carlisle nunca se referiu a mim como um filho, exceto hoje de manhã, quando ele disse: "Não fique bravo filho, vou passar pela cidade e comprar algo pra você se distrair." – embora eu ache que ele disse aquilo como o velho da biblioteca falou, da boca pra fora, um modo de falar...

Suspirei.

Levantei da cama, estava escuro... Não gosto muito de ficar no escuro e sozinho em casa, é mais confortável quando estou na floresta, mas aqui é... Medonho...

Quem sabe eu devesse caçar um pouco, Carlisle iria demorar a estar aqui mesmo, nem iria saber que eu saí... Bem, talvez pelo estado que minhas roupas iam ficar eu ainda não tinha aprendido a caçar tão graciosamente, mas iria me certificar de me livrar das provas do 'crime'... Caminhei até a poltrona perto do parapeito da janela e tirei minhas roupas boas para vestir um macacão velho.

Sem olhar para trás, corri para a janela e pulei. Olhei para a casa, não era tão grande, pois morávamos apenas nós dois, mas ainda assim me dava uma pequena paranóia de ficar lá dentro sozinho e de luzes apagadas... Eu sei que sou um vampiro e que não deveria ter medo e tal, pois a maioria das crianças vai dormir a noite com medo das criaturas das sombras, como eu... Mas, sei lá, vai que alguma coisa estranha acontece... Vai que as almas do além tentam se comunicar comigo... Há; coisa idiota de se pensar... Revirei os olhos e comecei a correr em direção à floresta, eu iria caçar longe de casa...

Não sei exatamente por quanto tempo corri, mas em uma determinada parte da floresta eu parei. Lembrei da maneira que Carlisle me ensinou a perder os sentidos, no começo ele teve um belo de um trabalho porque eu não me controlava e ele precisava fica esperando que eu me alimentasse, então quando deduzia que eu já estava saciado ia me parar... Um dia quase o mordi, mas Carlisle sempre foi muito paciente comigo...

Fechei os olhos e procurei sentir com os ouvidos, perdi a noção de civilidade e me entreguei profundamente aos meus sentidos e instintos. O cheiro que veio ao meu nariz foi de um rebanho de cervos, a pulsação de suas veias, o sangue sendo bombeado para o coração... O veneno brotou de meus dentes, salivando, me agachei, comecei a correr, a adrenalina subindo e descendo pelo meu corpo, então pulei em cima do maior cervo, quebrei seu pescoço porque joguei meu corpo sobre sua garganta e perfurei meus dentes em sua jugular, enquanto o liquido vermelho entrava rápido em minha boca.

Eu queria mesmo era um leão da montanha, mas como não encontrei os cervos foram a minha refeição.

Terminei um animal e logo já estava sugando outro, totalmente entregue aos meus instintos.

"Garoto" – gritou alguém, então, como já estava quase saciado, consegui voltar a mim sem tentar agredir a pessoa que interrompeu minha refeição.

Antes de olhar para quem quer que fosse meu dom estava solto por qualquer um que estivesse pensando... Um trem desgovernado...

"Meu Deus, que tipo de monstro é esse? Meu Senhor me ajude, rogue por esse pobre pecador, não permita que eu seja morto! NÃO PERMITA QUE EU SEJA MORTO!" – cheguei a por as mãos nos ouvidos quando aquele grito encheu minha cabeça.

- Garoto? – a voz me chamou outra vez e eu virei instintivamente para a voz.

Ao ver a cena a minha frente, fiquei totalmente parado, observando. Era um nômade, mas não era como esses que costumo fazer amizade, não... Embora Carlisle sempre diga que nômades, sempre serão nômades... Carlisle... Porque sempre tenho que se lembrar do que ele diz?

Então; Esse nômade era alto, vestido de preto e estava segurando um homem pelo pé. Era um ser humano e ele estava atônito, com medo do que iria lhe acontecer.

O vampiro era bastante alto e musculoso e por um momento vi que seria bom se eu mantivesse minha língua presa.

- Aproxime-se. – sua voz era seria e autoritária, com aquela pontada aguda de superioridade. Fiquei olhando nervoso para ele, mas aos poucos comecei a me aproximar.

- Ahhhhhhh! Socorro! Socorro! – o homem começou a gritar desesperado e eu parei no meio do caminho, olhando para ele. Eu podia ver o sangue escorrendo pela cabeça e braços do homem, mas prendi a respiração com medo de me descontrolar, com medo de repetir o que houve mais cedo.

- Está surdo garoto? Aproxime-se! – o nômade exigiu, enquanto erguia o homem pelo pescoço e arremessava em uma árvore, onde ele caiu desfalecido. Arregalei os olhos para aquilo... Eu estava na mente daquele homem, mas tudo que ele pensava era em italiano! O que diabos ele queria comigo? O que?

Caminhei até ficar a três metros dele, porque eu o estava obedecendo? Que tipo de vampiro suicida eu sou?

- É impressão minha ou vossos olhos são de uma cor diferenciada? – pela sua maneira de falar ele vivera há séculos, às vezes Carlisle falava assim, mas não tinha esse tom de arrogância.

- S- Sim. – respondi baixinho. Admito que me senti intimidado por aquele grandalhão de preto e cara de assassino psicopata. Fique assim porque eu não tinha o privilégio de seus pensamentos... Na verdade eu tinha, mas não entendia bulhufas do que ele estava pensando, exceto por algumas palavras em italiano que eu compreendia como bambino, umano, cibo e lasciare, e a tradução delas não fazia nenhum sentido pra mim.

- És daqui? – ele continuou a perguntar, mas estava caminhando para o homem desmaiado. Comecei a ficar um pouco nervoso e com vontade de respirar, mas sabia que não podia... Iria me corromper por aquele cheiro ludibriante de sangue humano...

- S-Sim. – repeti ainda baixo e sem tirar os olhos do que o homem ia fazer.

Ele ergueu o homem pelo pé e arrastou ao seu lugar de momentos atrás.

- E como te chamas? – sua voz ainda era seria seus olhos eram vermelhos. Porque ele queria saber de mim?

- E- Edward. – minha voz parecia que iria sumir a qualquer momento.

- Edward... – ele repetiu para si, mas olhando para mim, então se agachou de uma vez e eu dei um passo para trás assustado. O nômade sorriu ao ver meu medo, então arreganhou os dentes e enfiou no pescoço do homem desmaiado. Olhei tudo aquilo paralisado no meu lugar. Ele saciou-se de sangue até que o homem estava quase seco, podia-se facilmente ver a desidratação máxima de sua pele.

Depois que terminou, o vampiro ficou de pé e passou dois dedos ao redor de sua boca para limpar o sangue, então sem nenhum escrúpulo colocou os próprios dedos na boca e lambeu até a ultima gota do liquido vermelho.

- Você foi criado recentemente não é mesmo? – ele sorriu pelo canto da boca e apontou para meu peito, baixei os olhos rapidamente e vi o estrago nas minhas roupas, sujas de sangue de cervos e rasgadas.

Balancei a cabeça afirmativamente para ele, então ele começou a caminhar para perto de mim, mas eu pulei rápido para trás.

Ele me olhou irritado.

- Venha a mim! – ele apontou para os próprios pés e eu olhei aquilo com um pouco de confusão no rosto. Aproveitei o espaço entre a presa dele e eu, então soltei a respiração por dois segundos e voltei a prendê-la outra vez.

- Não vou machucar você garoto. – disse ele com um sorriso vacilante. Não sei se ele estava mentindo ou brincando comigo, mas terminei persuadido por ele. Caminhei até ficar a apenas cinco passos do brutamonte de vestes negras.

- Diga-me quantos anos têm? – ele perguntou com um leve grunhido e em velocidade de vampiro estava ao meu lado, passando os dedos de leve pela minha garganta. Segurei sua mão e empurrei de perto de mim, mas ele riu e segurou meu ombro com tanta força que senti vontade de gritar.

- Responda garoto. – ele sussurrou em meu ouvido e pressionou meu ombro. – Foi transformado com quantos anos? – ele continuou, mas eu não respondi de imediato e ele pressionou ainda mais, me fazendo estremecer.

- Dezessete... – falei tentando puxar meu ombro de seu aperto.

- E tem quantos anos nesta vida? Dois, três? – ele deslizou a mão até meu pescoço e de repente estava na minha frente.

- Seis. – falei grunhindo e ele riu.

- Psiu! Tenha modos criança, não tolero essas afrontas... – seu tom era humorado e ele apertou meu pescoço um pouco mais.

- Não sou criança! – cuspi para ele, então sua expressão por um momento ficou seria. O vampiro me ergueu pela garganta, até que eu estava de pé apenas nas pontas dos pés.

Eu usei tudo que tinha pra continuar prendendo a respiração, mas ele estava quase me estrangulando!

Uma parte do meu cérebro me xingava de idiota por não ter ouvido o que Carlisle tinha me dito, eu deveria estar em casa se tivesse lhe obedecido, provavelmente estaria dormindo ou fazendo qualquer outra coisa, mas como sempre minha mente brilhante só me coloca em situação entusiasmantes...

- Você é quase um traidor da raça pirralho! Não sabe que vampiros se alimentam de sangue humano? – ele sacudiu-me levemente e fechou seu aperto um pouco mais, então tive que segurar seus punhos para ter algum apoio.

- Estou fazendo dieta... – murmurei e ele riu.

- Foi criado por quem criança? – me irritei outra vez com o termo 'criança', desejei ter minha força de recém- nascido outra vez, mas como não tinha, fui obrigado a suportar aquele idiota tentando me estrangular.

Nesse momento, mas dois vampiros apareceram, uma mulher e um homem.

- Quem é esse mestre? – a voz suave da mulher, soou atrás de minhas costas.

- Ho trovato un marmocchio... – não entendi o que ele disse, mas pelo menos ele me soltou. Virei para olhar para a mulher, era bonita, cabelos cacheados e azuis? Talvez...

O outro homem não era tão alto como o que me atacou, mas era musculoso e seus cabelos eram brancos e raspados dos lados.

O pensamento da mulher correu pela minha mente.

"Um pirralho que encontrei." – por um momento não entendi, mas então percebi que foi o que o primeiro homem respondeu quando ela perguntou quem eu era...

- Vai fazer o que com ele? – o homem baixo perguntou e eu virei à cabeça para ele. O idiota sorriu pra mim.

- Não sei, achei-o agora pouco se alimentando de sangue de animais. – seu tom humorado vez a mulher rir. Revirei os olhos.

- Idiotas... – murmurei irritado, mas então percebi que eles ouviram.

- O que disse? – a mulher perguntou avançando para mim e eu desviei do caminho dela.

- Lasciare che il ragazzo- disse o homem mais alto e vi suas palavras correrem pela cabeça da mulher, mas no meu idioma. "Deixe o menino" – foi o que ele disse e imediatamente a mulher se afastou de mim.

- Ele nos insultou, será que não ouviu? Ele merece uma lição! – disse o homem baixo apontando raivoso para mim e caminhando na minha direção, novamente o brutamonte mandou ele me deixar em paz, mas ele não obedeceu então me vi novamente suspenso pela garganta e outra vez prender a respiração foi difícil. Ergui o pé e chutei com força o abdômen do homem que me erguia então ele se curvou e por um instante eu estava sob meus pés outra vez, mas nenhum segundo se passou e ele estava me estrangulando.

- Filho da mãe! Vou te mostrar uma coisa moleque! – ele vociferou, enquanto erguia o punho fechado, iria me dar um soco provavelmente. Tentei me soltar de seu aperto, mas ele era mais forte, tentei chutá-lo outra vez, mas ele foi mais cuidadoso, então fechei os olhos esperando o golpe...

Alguém podia dizer alguma coisa? Impedi-lo? Não! Os outros dois apenas olhavam aquilo calados...

- Solte-o, ou eu vou matar você! – abri os olhos no mesmo instante que aquela voz vociferou, então vi Carlisle parado ou lado do homem menor, segurando seu braço com tanta força que poderia quebrar seu punho.

Pov. Carlisle

Terminei algumas tarefas do hospital, então poderia ir pra casa, mas não queria... Na verdade admito que esteja com medo de enfrentar Edward... Eu não sabia como tornar o que eu iria fazer mais fácil... Decidi que deveria discipliná-lo, que precisava dar limites aquela criança, pois como o Dr. Philips disse, ele precisava mesmo de um pai, não de um amigo, embora eu realmente não queira ir a diante com isso, mas sei que preciso...

Mas que diabos, precisava ser tão complexo assim?!

Pelo menos me sinto mais calmo, me sinto controlado para lidar com ele, mas o moleque tem uma língua... Que eu vou te contar! Quero conversar com ele, quero que ele saiba o motivo de eu ter decidido puni-lo, quero que ele entenda que não vou fazer isso para descontar a raiva que senti por ele ter me desobedecido.

Eu só quero ser um bom pai, alguém que ele saiba que pode confiar que pode contar comigo para tudo, irei apoiá-lo, amo-o demais e quero que ele me ame também...

Saí do hospital desejando que ele estivesse dormindo em casa...

Carlisle, não seja covarde! Tem que mostrar segurança para que ele se sinta seguro com você! – pensei repetidas vezes, enquanto dirigia para casa.

Quando cheguei lá, as luzes da casa estavam todas desligadas e, embora Edward não admita, ele tem medo do escuro... Mas então só podia estar dormindo...

Desci do carro e me dirigi para a porta, mas então senti o cheiro dele entre as arvores, como se ele tivesse ido caçar, cerrei os olhos para a suposição.

Abri a porta da frente de uma vez e corri ao quarto dele, mas o moleque não estava lá, então, como hoje mais cedo, andei a casa inteira e Edward não estava lá.

Porque meu Deus, porque ele tinha que fazer aquilo? Porque precisava me desobedecer? Mas que... Coisa!

Fui até a frente de casa e aspirei o ar, o cheiro de Edward estava desaparecendo, mas em uma única direção, ou seja, eu podia seguir seu aroma.

Depois que entrei na floresta me veio um pensamento; E se ele fugiu de casa?... Talvez estivesse com medo de encarar as conseqüências de seus atos... Ou talvez tivesse resolvido caçar e quando estava bebendo um... Talvez um cervo, um urso o atacou... Ou então ele, com essa incrível mania de conversar com estranhos, fez amizade com nômades e foi embora... Ou então, com aquela língua, insultou os nômades e levou uma surra... Ou então resolveu que iria caminhar um pouco e (ele fez isso uma vez.), pegou um isqueiro e resolveu ficar acendendo e apagando e sem querer uma pequena faísca caiu em sua blusa e ele pegou fogo... Ou então foi subir em uma árvore, mas como estão escorregadias por conta da chuva ele se desequilibrou e caiu em cima de uma pedra e fraturou a espinha. A meu Deus! Meu filho!

Um desespero cresceu em mim e eu saí correndo pela floresta, gritei o nome de Edward quatro ou cinco vezes, mas como não ouve resposta eu me limitei apenas a seguir seu aroma.

Depois de muito tempo, encontrei pedaços de um macacão em uma árvore, o cheiro de Edward era forte ali, mas senti o cheiro de mais pessoas...

- Lasciare che il ragazzo- disse um homem. Traduzindo suas palavras italianas, ele mandou alguém "deixar o menino". Talvez o menino fosse Edward... E se ele encontrou um Volturi?!

Corri cerca de cinco metros e então vi uma cena que me irritou e me deixou nervoso.

Edward estava sendo suspenso pela garganta por um homem pouco alto, embora muito musculoso, que fechou o punho livre e mirou no rosto do meu filho.

- Filho da mãe! Vou te mostrar uma coisa moleque!- ele gritou no rosto de Edward, então uma raiva inexplicável subiu pelo meu corpo, aquilo foi mais forte do que qualquer coisa que pudesse acontecer ao meu redor. O mundo poderia estar desabando, minha casa explodindo, podia ter perdido uma perna, mas a única coisa que eu focava era no idiota suspendendo MEU FILHO no ar, pelo pescoço!

Vi Edward fechar os olhos e quando o vampiro desceu o braço com força, eu estava bem ao seu lado, segurando seu punho com uma força tão grande que eu tinha certeza que estava esmagando seus ossos.

- Solte-o, ou eu vou matar você! – falei.

Pov. Edward

O vampiro soltou minha garganta e eu caí tossindo, então ele grunhiu para Carlisle e fechou o outro punho, então virou de uma vez pra dar um soco, no senhor Cullen, mas Carlisle segurou as duas mãos dele e apertou com força. Podia-se ver a pele do nômade rachar sob o aperto estralhaçador.

Ainda esfregando a garganta, eu olhei para a mulher a três metros de mim, ela olhava para o homem mais alto do trio deles e este olhava quieto e calado para Carlisle, sua mente ainda em italiano, mas eu vi a expressão nervosa em seu rosto.

- Ahhhhh! – o homem gritou quando ouvimos o som de seus ossos quebrando. Olhei nervoso para Carlisle, aquele não era ele... Ele sempre foi tão pacifista, de onde surgiu tanta violência?

- Qual foi a mão com que encostou no meu filho? – Carlisle perguntou severamente olhando para o nômade que se contorcia em seu aperto sem poder se mexer.

Olhei para Carlisle, ele me chamou de filho? Eu estava delirando? Ele me chamou de filho?

De repente ele olhou para mim e viu que eu estava confuso, mas sem tirar os olhos do que ele estava fazendo. Então ele soltou o homem e olhou para mim.

"Venha aqui." – ele pensou pra mim com calma e eu me perguntei o que ele iria fazer.

"Porque Leonard não faz nada?" – a mulher se perguntava olhando para o homem mais alto. Leonard.

Caminhei para Carlisle, estava nervoso e tentei me manter longe do homem que estava deitado no chão com os punhos rachados.

- Você está bem? – Carlisle perguntou me puxando para seus braços e correndo os dedos pela minha garganta. – Eles machucaram você? – sua voz era suave e calma, mas eu podia ver a irritação em seus olhos.

"Não me esconda se eles tiverem machucado você!" – ele me avisou por seus pensamentos.

- N-Não... – murmurei e ele me abraçou outra vez e eu fiquei sem jeito.

- Os Volturi te mandaram Leonard? – Carlisle perguntou sem me soltar, me fazia encarar as árvores, mas eu podia ver o que estava acontecendo pela mente da mulher.

O tal Leonard baixou os olhos.

-Nossignore – Leonard respondeu em um sussurro. Aquilo em italiano significava "Não senhor". Mas porque ele chamou Carlisle de senhor? Porque parecia ter medo dele? E quem eram esses Volturi?

- E o que faz aqui? Esses são seus protegidos? – Carlisle continuou ainda me segurando forte.

Pela mente da mulher vi Leonard erguer um pouco a cabeça para olhar nos olhos de Carlisle.

-Io sono un nomade, ho bisogno di cambiare per sempre. Non ho nulla con i Volturi, lo sai. – disse o homem mais alto, então como eu não sabia a tradução e nenhum dos presentes me ajudou, fui forçado a perguntar a Carlisle.

- O que ele disse? – murmurei em seu ombro.

- Disse que é um nomade e por isso precisa se mudar sempre. – disse Carlisle, mas ele não traduziu a parte dos Volturi e eu não achei que fosse uma boa hora para perguntar.

- Leonard, salvei você, mas retribui-me atacando o meu filho? Por quê? – a voz de Carlisle era grave, baixa e irritada. Novamente me admirei com a palavra 'filho' sair de sua boca para se referir a mim.

- Perdonami! Non sapevo che era suo figlio!- a voz do homem mais alto de repente era nervosa. A mulher não tirava os olhos do homem caído no chão.

- Escute, perdôo o que você fez, mas de agora em diante... – Carlisle segurou meu braço direito e puxou de seu pescoço. -... Todos que vir usando este brasão, será um Cullen e por esse motivo, você nunca irá tocá-los! – a voz de Carlisle era cheia de autoridade, enquanto ele exibia a pulseira com o brasão da família. Lembrei de quando ele me deu aquilo, disse que era para nunca nos separarmos um do outro e para que eu sempre se lembrasse dele.

- Così sia, signore. - respondeu Leonard, então Carlisle assentiu com a cabeça.

Ele finalmente me soltou de seus braços e me empurrou para que eu ficasse atrás dele.

- Edward, vá para casa, preciso conversar com Leonard mais um pouco. – sua voz era suave e ele não olhou para mim quando disse isso.

- Mas eu quero... – fui cortado por seu olhar furioso.

Continua...

TRADUÇÕES:

Ho trovato un marmocchio - Um pirralho que encontrei.

Lasciare che il ragazzo- Deixe o menino, ou o moleque.

NossignoreNão senhor.

Io sono un nomade, ho bisogno di cambiare per sempre. Non ho nulla con i Volturi, lo sai.Sou um nômade e preciso me mudar para sempre. Não tenho mais nada com os Volturi e você sabe disso.

Perdonami! Non sapevo che era suo figlio!- Perdão! Não sabia que era seu filho!

Così sia, signore.Assim seja, senhor.

#Não se esqueçam de mandar seus reviews, agradeço muito por eles...

Atenciosamente,

BellinhaBlack...

Beijinho Beijinhos meus amores...