#Ontem foi meu aniversário... Fiquei muito feliz com a surpresa que meus amigos me fizeram, mas resolvi dar o presente a vocês. O final desta fic.

Muito obrigada por todos os reviews, espero que esse ultimo capitulo também seja cheio de comentários.

Um bem – vindo enorme a beatriz. Rocha. 92 é um prazer ter você comigo. Finalmente a Anna deu as caras, kkkkkk', já tava com saudades!

Gente, essa fic é uma das mais importantes pra mim, eu a amo muito e espero que também tenham gostado.

PS: A LISTA DE VOTAÇÃO ESTÁ OFICIALMENTE ABERTA, ENTÃO PODEM COMEÇAR A VOTAR, DAREI O RESULTADO DA FIC VENCEDORA ANTES DO DIA 26.

Pov. Carlisle

Pai x Filho

- Hawn!- ele falou esfregando o traseiro. – Não farei isso! Não farei! – ele pareceu entender que sua punição não estava em discussão, mas notei o quando sua indignação cresceu por estar deitado no meu colo prestes a receber uma surra.

Eu não podia por momento algum baixar a guarda, o conhecia bem demais, ele não perderia uma chance de escapulir e fugir, por isso concentrei toda minha velocidade e habilidade de vampiro, então o ergui de uma vez, desabotoei seu cinto e puxei sua calça até os joelhos e quando ele se deu conta de que estava de pé, eu o coloquei sobre meu colo outra vez.

- Não, por favor, pai, por favor! – estremeci ao ouvi-lo me chamar de pai, mas notei que era exatamente o que ele queria. Me parar. Minha determinação persistiu.

Ele pediu para que eu parasse. Outra vez me vi hesitar, mas foi só me lembrar de tudo que ele tinha feito e não perdi nem um milésimo de segundo.

PAFT!PAFT!PAFT!PAFT! – Ummmmff! Haaiii... – ele gemeu enquanto apertava os olhos com força e começava a espernear, segurei-o com mais força.

Ergui o braço e desci com toda força em seu traseiro branquinho. Seu corpo contraiu por conta do impacto, mas ele mordeu os lábios e apenas gemeu outra vez. Vi sua resistência, eu deveria acabar com ela ou aquela surra não traria os benefícios que eu queria. Se ele resistisse, ao invés de entender a gravidade do que fez, iria sentir raiva de mim e eu não permitiria isso...

- Hawn! –ele gemeu outra vez, mas eu não parei.

Acertei outro tapa no lado direito do seu bumbum e depois dois no esquerdo, depois outro no meio e ele apertou os olhos em resposta.

PAFT!PAFT!PAFT!PAFT! – Nããão! – ele falou alto, mas vi-o se obrigando a não gritar, embora sua voz já fosse trêmula.

Suspirei, notando que a força que eu usava não estava sendo o suficiente, então aumentei gradativamente o ritmo e a pressão.

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! - Ahhhhhh! Paraaa! – ele gritou chacoalhando-se violentamente em meu colo, tive que passar o braço em volta de sua cintura, pois quase que ele caiu.

Continuei a dar tapas em seu traseiro até que vi seus olhos marejarem, mas mesmo assim ele se mordia para não gritar.

Parei por um momento, então cheguei até o cós de sua cueca e comecei a puxar para seus joelhos.

- Nãão! Chega, para com isso! Não! NÃO!- ele gritou choroso e eu me vi hesitar outra vez. Eu não queria bater nele... Bem, antes eu vi isso como uma maneira sensata de resolver as coisas, pelo menos pra mim. É claro que umas palmadas administradas da maneira correta dão bons resultados, mas um 'pai' de primeira viagem ter que ver seu filhinho, tão fofo, tão frágil, tão meigo, chorar por conta de umas palmadas, é no mínimo torturante.

- Edward, você procurou por isso, não reclame das conseqüências agora. – tentei ser firme, mas ver que ele engoliu um soluço me fez sentir mal.

- Mas... Mas eu não quero que você me bata Carlisle. Desculpa, por favor! – ele implorou, mas eu suspirei e ignorei.

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT...

- Euuu façooo o que você quiserrr! – ele gritou outra vez, mas agora procurando tapar o traseiro da minha mão.

Segurei seu pulso com facilidade e prendi em suas costas. Encarei seus quadris e ergui a mão bem alta, desci com velocidade e acertei-o outra vez.

- Aiiiiiiiii! – ele gritou em um soluço, então percebi o veneno escorrer de seus olhos, mas senti que ele ainda não tinha tido o suficiente.

- Mantenha sua mão longe, entendeu? – falei severamente. Edward ergueu a cabeça e pelo canto do olho me encarou.

- Nãooo! – ele respondeu com desrespeito e minha irritação voltou, mas voltou com força e pior, muito pior.

- Não entendeu? Mas vamos ver se agora entende.

PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! PAFT! – AHHHHAAAIIII! Awwwwwwwwww! – ele começou a chorar agora, mas pra falar a verdade ele gostava de gritar e aquilo me lembrou uma birra. E acredite, eu odeio birras. Tive diversas experiências com crianças que precisavam tomar suas vacinas, mas contra suas vontades e davam um show, aos berros no hospital. Até hoje se estiver fazendo uma consulta com uma criança e se o pestinha começa a chorar, eu saio da sala imediatamente e mando outro medico no meu lugar.

PAFT*PAFT*PAFT**** Awwwwwww! Paaaraaaa!

PAFT*PAFT*PAFT*PAFT****Haaaaaiiiiiii! Hauwwww!

PAFT*PAFT*PAFT*PAFT**** Paaaraaa!

PAFT*PAFT*PAFT*PAFT****Desss… descullllllllpppaaaa!

PAFT*PAFT*PAFT*PAFT****HOooooooow!

PAFT*PAFT*PAFT*PAFT****AaAaaaaaaaaaaaaaaaauuuuuuuu!

Edward esperneava com força e por isso arremessou os sapatos, as calças e a cueca para longe. Provavelmente alguma peça saiu rasgada.

- O que você fez foi errado e por isso nunca mais você vai me desobedecer outra vez, entendeu? – perguntei severamente ao ver seu choro aumentar.

Como ele, ao invés de responder, apenas soluçou, decidi que ainda não tinha tido o suficiente.

PAFT*PAFT*PAFT* Entendeu? – Ahhhhhaaaiiiiii! S- Sim, E- Entendiii! – ele gritou pra mim, mas ainda com aquele tom de rebeldia. Deus! Quanto mais ele precisa apanhar pra aprender a me respeitar?

- M- Mass eu respeitooo... – ele choramingou pra mim e então percebi que ele leu meu pensamento.

- Pois não parece Edward Anthony.– falei com uma pontada de raiva, mas ele não tinha culpa por aquilo, ainda não sabia controlar seu dom.

PAFT*PAFT*PAFT* PAFT*PAFT*PAFT* - Haiiiiiiiiiiiiiiiiii! Paraaa por favorrr, papai! – parei abruptamente ao ouvir aquela palavra. Fiquei muito feliz, uma onda de amor percorreu meu corpo. Ele me chamou de pai, PAPAI!- pensei com alegria, mas em momento algum Edward deixou de chorar.

- Mee soltaaa! Eu jurrooo que vou obedecerrr! – ele tentou empurrar minhas mãos para longe dele, mas eu o segurava firme demais e há muito tempo ele perdeu sua força de recém- nascido.

- Diga-me, porque você apanhou Edward? – minha voz era mais calma. Decidi lhe perguntar o 'por que' de seu castigo, para ter certeza que ele entendeu e também pra me recuperar do impacto de suas palavras, quando ele me chamou de "papai".

- E- E o que importaaa, vocêê já me bateuuu mesmoo-o! – ele soluçou.

PAFT*PAFT*PAFT* PAFT*PAFT*PAFT* - Aaahhhhhaaaaaa! Paraa de me baterrr!

- Eu te amo como um filho e espero que me respeite como seu pai ou eu não hesitarei toda vez que achar que você precisa de uma surra, por isso eduque sua língua antes de falar comigo! – repreendi com firmeza, eu nunca tinha falado com tanta severidade e acho que por isso ele começou a chorar depois de me ouvir.

PAFT*PAFT*PAFT* PAFT*PAFT*PAFT* Já chega! Responda! – cobrei com certa irritação.

- Foiiii-i porquee eu desobedeciii vocêÊE!Haaaawwwwwwwwwww! – ele tossia, enquanto o veneno borbulhava de seus olhos. Fiquei com pena, admito, mas ele não precisava saber disso...

- E?- continuei cobrando, mas acertei seu traseiro outra vez.

PAFT*PAFT*PAFT* - Annnnnnnnnnhahahahauuu! – ele berrou no meu colo.

- Porqueee, porqueee eu fui pra cidade sem permissãooo e desobedeci ao senhor e quase ferii um humano... Desculpaaaa, por favorrr!- ele implorou aos soluços, mas sem nunca parar de espernear pra tentar se soltar.

PAFT*PAFT*PAFT* PAFT*PAFT*PAFT* PAFT*PAFT* PAFT*PAFT*PAFT* PAFT*PAFT*PAFT* PAFT*PAFT*PAFT* Estou decepcionado e sei que você sabe disso! – Desculllllllllllllllpaaaaaa! Ta doendooooooooo!

PAFT*PAFT*PAFT* PAFT*PAFT*PAFT* Nunca mais ouse me desobedecer assim Edward. E sempre mantenha em mente... – Haaaawwwwwwwwwww!

PAFT*PAFT*PAFT* PAFT*PAFT*PAFT*… De agora em diante eu irei assumir sua educação e criação e não lhe pouparei de nenhum castigo se achar necessário. – Por favooooorrrrrr! Desculllllpaaaa-aaaaa!

PAFT*PAFT*PAFT* PAFT*PAFT*PAFT* Sei que parece até hipócrita, mas farei isso porque te amo demais... Meu filho... – Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhaaaaii i!

PAFT*PAFT*PAFT* PAFT*PAFT*PAFT*Cheguei ao meu limite com você e é bom que aprenda onde essa linha começa!- HAHAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIII IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!

Ele agarrou minha coxa e pressionou a testa lá, enquanto soluçava com força. Eu podia sentir o tecido da minha calça molhando por conta de seu veneno.

Ergui minha mão lá no alto, então ouvi seus soluços.

"Já chega Carlisle, ele já aprendeu..." – pensei com uma leve sensação de "finalmente a fera foi domada."

Pov. Edward

Eu não podia suportar tanta dor. Porque meu Deus, porque eu sou tão idiota?

Consegui passar seis anos fora da ira da única pessoa que cuida de mim, então estrago tuuudo!

Eu queria mesmo era me enfiar em um buraco no chão e ficar lá o resto da minha vida. Desejei mais isso, quando lembrei que tanto minha calça, quanto minha cueca, era trapos rasgados no outro lado da sala.

Que vergonha!

Eu não conseguia impedir a grande quantidade de soluços que saltava da minha boca. Eu não podia impedir o veneno que borbulhava pelos meus olhos e nariz. Eu não podia impedir meu corpo de tremer. Eu não podia impedir o medo e o respeito por Carlisle, encherem-me. Eu não podia impedir a vontade de ter alguém para me consolar...

Como meu choro se transformou em quase gritos, Carlisle começou a achar que eu estava com raiva dele. Agarrei a calça dele e apertei com força, enquanto meu traseiro latejava.

Depois de quase dez minutos eu consegui o controle de meu corpo para tentar levantar. Carlisle estava tão imóvel que nem parecia que ele estava ali.

Fiquei de pé coçando os olhos e soluçando, enquanto soltava gemidos agoniados e cheios de dor.

Eu não podia ver os olhos de Carlisle, porque minha visão estava embaçada, mas podia identificar as silhuetas de seu corpo.

Dei um passo para trás ao mesmo tempo em que tentava me cobrir com minha blusa. Puxei o ar com força enquanto soluçava. Meu choro era irreprimível. Eu me sentia desamparado e só.

Carlisle ainda estava sentado no sofá, mas então começou a se erguer. Olhei para os lados, como se procurasse um lugar pra correr, pra fugir ou me esconder. Ele vinha em minha direção e eu me desesperei. Não tinha pra onde ir. Meu choro aumentou sobre o olhar de Carlisle.

Meu peito arfava. Dei um passo pra trás, mas ele já estava a dois passos de mim.

- Nãaoooo! Nãoo! Por favor, por favorrr! Desculpee senhorr, desculpeeee! – implorei me sentindo como se tivesse cinco anos e estivesse diante de um perverso... Por um momento esqueci-me do amor que Carlisle me dedicou e tremi por medo dele.

Outro passo em minha direção. Meu desespero era palpável.

- Não me batee-e maiss nãoo-o ! Eu vou me comportarr, eu façoo o que você quiserr... Prometo... – a ultima palavra saiu junto com um gemido choroso.

Ele não parou. Senti mãos fortes nos meus ombros e meu choro aumentou...

Pov. Carlisle

Ver Edward implorar pra não apanhar, me fez ver o quanto ele era sensível. Imaginei se Leonard o tivesse levado de mim. Teria conseguido qualquer coisa de Edward na primeira ameaça de uma surra.

Suspirei enquanto me aproximava dele. Seu choro recomeçou. Ele estava com medo e isso qualquer um podia ver. Senti pena dele. Quando finalmente estava na sua frente e coloquei minhas mãos em cada lado de seus ombros, ele poderia ter um ataque cardíaco de tão nervoso. Até esqueceu-se de tentar se cobrir. Kkkkkk''

- Acalme-se. – sussurrei pra ele quando seu choro se tornou mais alto e irritante.

Ele não parou. Seu peito arfava em resposta aos soluços. Edward tentou se empurrar para trás, para se afastar de mim, mas eu não permiti.

- Agora já acabou. Não vou mais bater em você... – tentei explicar, mas duvido que ele estivesse prestando a devida atenção.

Vendo que palavras não eram eficazes e que Edward estava tentando se libertar do meu aperto e sair, eu admito que fiquei apreensivo, mas me lembrei de uma situação que presenciei no hospital, quando uma mãe, para acalmar a filha, a abraçou bem apertado, enquanto cantarolava seu amor por ela.

Edward não era nenhuma criança de cinco ou seis anos, era um adolescente, mas ele estava extremamente carente, mesmo eu tentando ao máximo lhe dar uma segurança paterna, eu ainda não tinha percebido que não tinha deixado isso claro.

Escorrei as minhas mãos, até chegar às dele. O garoto mal percebia estes gestos, se limitava a chorar. Puxei Edward devagar para mim e comecei a dar alguns passos para trás, até que eu estava sentado no sofá.

- Vai me bateeer de novooooo? – ele perguntou perplexo, embora mal controlasse o tom da própria voz.

Encarava-o contemplando, pobre garoto. Lembrei de mim mesmo, nos primeiros anos de vampiro. Talvez para Edward esteja sendo mais difícil, vendo que ele tem a mesma maturidade que eu naquela época.

- Não vou machucar você, só quero que se acalme... Meu filho. – minha voz era doce, enquanto eu olhava-o nos olhos marejados de veneno. Ainda segurando suas mãos, eu o puxei para meu colo e ele não resistiu a nada, provavelmente estava com medo de me contrariar.

Ele continuava chorando, então, passei os braços envolta dele e o puxei pra um meu peito.

- Shhh, tudo acabou agora. Eu perdôo você minha criança. - cantarolei em seus ouvidos e finalmente Edward me abraçou, permitindo-me acesso a seus ser.

- Des- culllllpaaa... – ele soluçou enterrando a cabeça na volta do meu pescoço.

- Está tudo bem filho, acalme-se. – garanti apertando-o com mais força e esfregando suas costas.

Ficamos ali minutos a fio, nosso elo de pai e filho se fortaleceu naquele dia, porque finalmente eu consegui chegar até Edward. Uma vez estabelecida à relação, a questão do respeito e da autoridade eram incorporados sem precisar de imposição da minha parte. Pelo menos não com freqüência.

Eu nos balançava para lá e para cá. Edward estava de olhos fechados, enquanto mexia nos botões da minha blusa. Ele finalmente parou de chorar e soluçar, mas continuava fungando.

Houve um momento que ele pareceu se dar conta do que estava acontecendo, então me olhou sem jeito e ficou de pé com dificuldade. Eu dei-lhe um meio sorriso que ele retribuiu com cara de vergonha. Puxei-me pare meus próprios pés.

- Espero que de agora em diante você entenda que eu não quero nada mais do que cuidar de você e te manter em segurança. E se for esperto, vai me obedecer também. – falei. Edward puxou a blusa para baixo, ainda tentando se cobrir.

- Sim senhor. Desculpe, novamente... – ele sussurrou ainda envergonhado. Caminhei para ficar na frente dele, então coloquei minhas mãos em cada lado de suas bochechas e me inclinei para olhá-lo nos olhos.

- Eu amo você Edward. – meu filho sorriu pra mim.

- Eu... Também amo... Você... – sua voz era um murmúrio alegre. Senti-me extremamente feliz por suas palavras.

- Pode ira para o quarto. – ordenei depois de soltá-lo, mas lhe dei uma olhada rápida e ele pareceu constrangido ainda puxando a barra da blusa.

- Pelo amor de Deus Edward, isso que você quer me esconder eu já vi mais que você! – brinquei. Se meu filho pudesse corar, agora estaria parecendo uma pimenta. Gargalhei em seu constrangimento.

- Muito obrigada pela sutileza pai... – ele resmungou me dando as costas e indo apanhar as roupas que rasgou durante sua surra. Abri a porta do escritório e sai, esperando dar mais privacidade a Edward, me dirigi para a varanda do corredor. Eu tinha colocado uma rede lá e mal cheguei, deitei e fiquei contemplando a floresta, ignorando os gemidos e resmungos de meu filho.

Pov. Edward.

Eu estou chocado com tudo isso. Quer dizer, Carlisle me bateu! BATEU MESMO! E com força, e doeu!

Eu sou um idiota...

Suspirei e tentei apanhar as roupas rasgadas no chão. A dor era tão intensa no meu traseiro que não fui capaz de segurar os gemidos. Até respirar trazia dor... Por isso que foi com grande dificuldade que eu consegui apanhar as roupas.

Carlisle me deixou sozinho, foi deitar na rede da varanda do corredor, seus pensamentos eram frenéticos, mas os meus eram bem piores do que o dele, então era como se um bloqueasse o outro, de modo que eu não podia me concentrar em outra pessoa.

Nossa, em praticamente um único dia eu tinha sofrido emoções realmente intensas... Ouvir Carlisle se referir a mim como seu filho, já foi por si só um choque, mas no mesmo dia quase matar alguém, fugir de casa, encontrar nômades maus, ser salvo, levar uma surra, ser confortado no colo dele e ainda reconhecê-lo como meu pai, bem, isso foi, como eu disse: Intenso!

E, embora eu quisesse ficar com raiva de Carlisle pela punição que ele me deu, eu não conseguia. Apesar de tudo ele foi muito gentil comigo. Cuidou e me protegeu e depois que me bater, por algo altamente justificável, ele ainda veio me consolar!

Quem mal termina de bater e conforta? Até onde eu sei é bem difícil o pai fazer isso, que dirá um pai vampiro e médico...

Foi onde percebi que tenho sorte por tê-lo em minha vida...

Caminhei a passos de formiga para o quarto, eu estava extremamente dolorido; Obrigando-me a resistir à vontade de esfregar meu traseiro. Passei pelo banheiro e coloquei as roupas rasgadas no cesto azul, então fui para o 'nosso' quarto.

Chegando lá, peguei uma toalha e roupas limpas, então resolvi ir tomar banho.

Não demorei muito, evitei secar minha bunda e vesti as roupas com bastante cuidado. Voltei para o quarto e deitei de bruços na cama de solteiro, que era a minha, então comecei a lutar contra o sono, mas minhas pálpebras pesaram e eu me permiti piscar lentamente, então abri os olhos de um susto e vi as luzes do quarto apagadas. Deus, eu tinha dormido!

Puxei meus joelhos para ficar de quatro na cama, mas a dor que senti no traseiro ao fazer isso, me lembrou que a surra não tinha sido um sonho. Soltei alguns gemidos, então comecei a me erguer devagar. Embora minha visão de vampiro fosse perfeita à noite, eu não estava enxergando muito bem e me ver sozinho dentro do quarto me deixou triste.

Será que Carlisle tinha ido trabalhar e me deixou aqui sozinho?

O pensamento de estar sozinho no escuro, me fez pegar meu cobertor e me envolver, como se aquilo fosse me proteger de alguma coisa...

A cama de meu pai estava vazia e a porta do quarto estava aberta, mas não havia uma única luz elétrica pela casa.

- Car... – parei subitamente ao me lembrar que ele não era mais 'Carlisle', era meu pai. – Pai? – arrisquei desejando imensamente que ele respondesse.

- Pai? – chamei outra vez, totalmente imóvel.

- Oi? – ele perguntou rápido, como se tivesse sido acordado e segundo depois eu vi uma silhueta parada na porta, então logo depois a luz estava acesa.

- Algum problema? Você está bem? – Carlisle perguntou enquanto olhava ao redor do quarto. Sorri para aquela preocupação. Tirei o cobertor de mim e coloquei sobre a cama, quando senti uma onda forte de cuidado ao redor de mim. Eu não precisa me proteger se Carlisle estava comigo.

- N-Não é que eu... Bem, eu acordei e achei que estava sozinho... – expliquei.

"Eu achei que tinha alguma coisa perturbando ele!" – ele pensou.

- Desculpe por preocupá-lo. – falei ao ouvir seus pensamentos. Carlisle me olhou por dois segundos, então me deu as costas.

- Eu estava na varanda, venha. – ele me chamou, enquanto desligava as luzes.

Caminhei lentamente evitando movimentos bruscos. Meu traseiro ainda queimava como o inferno.

- Você está bem? – Carlisle perguntou erguendo uma sobrancelha, enquanto observava meus passos. Se eu pudesse corar, teria ficado cor de beterraba.

- É que, bem, depois de uma surra é meio difícil correr... – Carlisle gargalhou com minha resposta e eu fiz cara feia para aquilo.

- Não fique chateado Edward... – ele pediu ainda aos risos, então entrou na varanda e deitou na rede. – Venha, deite-se. – disse ele.

Caminhei para lá e deitei ao seu lado, assim como ele, observei o céu ao norte. Estava ventando, parecia que iria chover. A floresta lá embaixo era um borrão negro.

- Carlisle? – chamei baixinho, então senti a mão dele envolta de mim, enquanto a outra acariciava meu cabelo.

- Sim?

- Porque aquele vampiro na floresta, Leonard, lhe chamou de senhor? – eu imaginei que se eu perguntasse isso a Carlisle, mesmo ele não querendo responder, sua mente automaticamente iria recordar e eu poderia ler, mas para minha surpresa, minha pergunta fez a mente de Carlisle virar uma parede de pedras. Ríspida e impenetrável. De alguma forma ele bloqueava meu dom.

- Nos conhecemos há muito tempo. – sua resposta pequena e indiferente fez minha curiosidade aumentar.

- Você disse que o salvou, mas de que? – eu podia sentir a impaciência de meu pai, pois ele passava os dedos rápidos pelos meus cabelos.

- Da morte. – novamente sua meia resposta me deixou um pouco irritado, mas continuei quieto.

- Pai? – chamei meigamente.

- Sim?

- O que são os 'Volturi'? – eu ainda não conhecia muita coisa do passado de Carlisle. Na verdade até anteontem de manhã eu achava que já sabia o bastante, mas me enganei.

"Esse dia ia chegar Carlisle..." – ele pensou sem entusiasmo. Fez aquela cara de pai sem graça, como se eu tivesse cinco anos e tivesse perguntado: De onde vêem os bebês?

- Bem, os Volturi são quase como a realeza dos vampiros. – desta vez eu não me contentei com meias palavras.

- Como assim? – insisti e ele suspirou pesadamente.

- Pelo que sei Marcus, Caius e Aro são os vampiros mais velhos do mundo. – olhei pelo canto do olho para Carlisle, mas ele observava o céu.

- Então Volturi é o nome que se dá aos 'vampiros mais velhos do mundo'? – eu não podia conter minha curiosidade. Sempre gostei de saber sobre nossa espécie, mas sempre senti que Carlisle não me contava tudo, só o que julgava que eu precisava saber.

- Não, eles são como os reis dos vampiros. Talvez sejam os criadores da raça, não se sabe ao certo e eles mesmos não falam muito sobre isso... – interrompi-o.

- Como sabe disso? Conhece-os?

- Você lembra-se daquela escultura dos quatro homens, onde um deles era eu? – ele me perguntou suavemente. Como eu poderia esquecer? Os olhos vermelhos dos outros três homens chegavam a me dar arrepios... Ainda dá, só de lembrar...

- Sim. – respondi. Papai tinha deixado essa escultura guardada cuidadosamente no porão depois que nos mudamos para cá.

- Eles são os Volturi. E têm muitos vampiros a seu comando, são chamados de a guarda – Volturi. – disse ele, a voz sem entusiasmo como antes.

- Se você estava naquela escultura, é porque você já foi um... Deles? – a resposta era obvia.

- Sim. – não me contentei com aquela palavra.

- E por que não me fala mais sobre isso? Por que nunca me contou? – tentei virar para olhá-lo, mas ele não permitiu.

- Edward, já é bem tarde, então acho melhor dormirmos. Se você acordar bem cedo amanha eu até posso pensar em te levar pra uma viagem de caça. – embora suas palavras usadas daquele modo parecessem uma negociação, eu sabia que era quase uma ordem. Eu queria mesmo era ouvir a historia, de uma forma ou de outra precisaria caçar, mas sabiamente resolvi não empurrar a paciência de Carlisle ainda mais naquele dia.

Encolhi-me perto de meu pai e fechei os olhos, aos poucos adormeci.

Não sei bem como, mas estava deitado na minha cama enquanto a luz do dia entrava pela janela do quarto. Parecia ser bem cedo, mas meu pai já estava de pé antes de mim.

Levantei da cama. Parecia que eu recebia agulhadas no traseiro toda vez que me mexia.

Fui para o banheiro e escovei os dentes, então desci para o andar de baixo, onde Carlisle escrevia em algumas folhas de papel.

- Bom dia filho. – ele me cumprimentou com um leve sorriso.

- Bom dia. – bocejei. – Acordei-me cedo? Você prometeu que me levaria a uma viagem de caça, lembra? – vi outro sorriso enorme encher a face de Carlisle, assim como a minha.

- Sim, é verdade. Então vá se vestir partimos em dez minutos.

Voltei para o andar de cima e juntei tudo que eu ira precisar. Depois troquei de roupas bem rápido e me certifiquei de que estava levando as roupas rasgáveis.

Quando terminei voltei muito entusiasmado lá para baixo. Carlisle estava na garagem, provavelmente escolhendo uma barraca.

Ótimo! – pensei- finalmente eu o terei de volta.

Depois de arrumarmos tudo, meu pai trancou a casa, entramos no carro e seguimos para a floresta de montanhas. Seria perfeito!

Durante a viagem, resolvi tocar no assunto inacabado de onde.

- Eles sabem de mim? – perguntei então Carlisle me olhou rapidamente.

- Eles quem?- ele olhou pra mim rapidamente.

- os Volturi. – Carlisle suspirou como se dissesse: "de novo?"

- sim, eles sabem. – novamente ele ficou sem humor, indiferente, como se aquilo lhe fizesse mal e novamente também, a barreira voltou a sua mente.

- E por quê? – continuei.

- Porque eu os comuniquei. – disse ele. Abri a boca outra vez, prestes a lhe fazer outra pergunta, mas ele me interrompeu.

- Edward, não acho que seja o momento para lhe falar disso, você querendo ou não vai conhecê-los, por mais que eu queira impedir isso, então, quando estiver perto deste dia chegar, eu irei lhe contar tudo que precisa saber, mas agora não é, ao meu ver, o momento certo. – pensei em protestar, mas ao invés disso fiquei calado.

Seguimos para nossa viagem de caça. Ambos felizes. Eu estava ali, com meu pai, me sentia seguro, amado e totalmente protegido, mas mesmo do que queria estar. Sim, Carlisle é um dos melhores presentes de Deus...

#Dividam comigo o que acharam dessa fic... Adoraria saber de sua opinião.

Essa fic sempre foi o meu sonho sabe? Acho que quase todo mundo já imaginou como foi à primeira surra de Edward... Bem, com certeza todos imaginam varias situações diferentes e como nossa querida Meyer não aprofundou o assunto, nós nos deliciamos em especulações, então, espero que tenham se deliciado com a minha; rsrsrs''

Com Carinho e Ternura,

BellinhaBlack