#Não sei muito porque resolvi fazer essa fic, que na verdade era uma One- short , mas como vocês sabem, uma coisa leva a outra e acabou em uma fic de dois capítulos. Resolvi dedicar para aquela pessoa que me pediu uma fic de presente de aniversário... haha'', mas resolvi dedicar a todos que fazem aniversario em março...

Amo vocês, mil beijos, espero que gostem...

Missa de domingo

Pov. Jasper

Não sei por que ainda insistem nestes hábitos devotos. Quer dizer, somos vampiros agora, porque precisamos ir no domingo de manhã a igreja?

Carlisle sempre diz que é preciso agradecer sempre a Deus, por tudo que ele nos dá e devemos orar de coração, mas assim como o resto de nós, ele não é fã de igreja. Esme que sempre insiste para irmos e meu pai nunca se opõe, é claro.

Mamãe acredita que essa é uma maneira de mostrar a sociedade local, que somos uma família cheia de princípios, honestidade e mantemos uma relação de grande importância com 'o criador'.

Edward resiste, ele não gosta de ir, é meio revoltado com isso. Meu irmão acredita que vampiros não têm alma e por isso não foram abençoados com as graças do senhor, pelo contrario, ele acredita piamente que fomos amaldiçoados, impedidos de ter o paraíso que tanto é propagado pelo mundo.

Rosalie tem um pensamento parecido, mas freqüenta aquele lugar eclesiástico sem muita resistência.

Emmett pensa como Carlisle, devemos ser gratos pelo que temos e devemos sempre se lembrar de quem nos proporcionou tudo isso, ou seja; Deus.

Alice não costuma se posicionar em relação a isso, ela faz o que lhe mandam e até gosta do coral da igreja, às vezes tenta aprender as canções para acompanhar a cantoria, assim como Esme.

Já eu, bem, não posso dizer que concordo plenamente com isso, mas como a família inteira vai por Esme, bem, faço de bom grado.

São seis da manhã, a missa começa as oito. Mamãe está tentando fazer Edward levantar da cama e enquanto ela se ocupa com ele, Alice aproveita para dormir.

Emmett levantou cedo hoje, porque Carlisle o chamou. Eles estão trabalhando no telhado da cozinha. Ontem à noite, por conta da chuva, uma árvore caiu sobre a casa e fez um belo estrago.

Edward e eu ajudamos a tirar a arvore e as telhas quebradas e Emmett e papai vão concertar o resto.

Rosalie, assim como eu, está se aprontando para sair. Acho que nós dois somos os únicos a levantar no primeiro chamado de Esme.

- Emmett, puxe a madeira, então depois você pode encaixar os pregos! – era a voz de meu pai e tinha aquele tom zangado que quase todo mundo tem quando está trabalhando com uma pessoa.

Não houve resposta do meu irmão.

Sai do banheiro do corredor, então fui para o quarto dos nossos pais, onde mamãe tinha passado as roupas para ir à igreja. Ela queria que estivéssemos impecáveis, no entanto, só tomou parte nas roupas dos homens, as meninas sabiam muito bem se vestir para a ocasião.

- Edward, levanta dessa cama agora! – disse Esme, assim que passei pelo quarto do meu irmão. Eddie estava enroscado nos lençóis e ignorava os pedidos de mamãe, mesmo com ela começando a alterar a voz.

Passei rápido e praticamente sem olhá-los.

Quando entrei no outro quarto, Rose estava lá se olhando no espelho enorme, enquanto tentava decidir entre um vestido rosa claro e um branco. Seu cabelo estava elegantemente preso em um coque. Como sempre linda, mas o pior é que ela sabia disso... E como sabia!

Corri os olhos pela cama e vi os ternos sobre a cama. Esme tinha colocado a inicial de nossos nomes na etiqueta. O meu estava no canto direito, ao lado do de Emm. O "J" estava cuidadosamente marcado.

- O que você acha que é o melhor? – virei para olhar minha irmã e ela me mostrou os dois vestidos em duvida.

Achei que um branco não tinha muito haver com Rose. Quer dizer, ela é linda, meiga, suave quando quer, mas é uma moleca. Diferente de Alice, ela não gosta de vestidos se isso não for estritamente necessário.

- O rosa. – falei.

- Sabe que eu concordo! – disse ela, mas não estava olhando para mim, virou-se para o espelho e encarou seu cabelo. – Mas então irei mudar esse cabelo, escolher outra sandália e esse batom não tem nada haver com o tom da roupa e blá, blá, blá... – revirei os olhos para aquilo. Qual o problema das mulheres?

- Seu cabelo está perfeito Rose, não precisa mudar nada. – vi Esme entrar com cara de cansada no quarto. Ela ainda estava vestida em seu pijama, mas seu cabelo estava arrumado e ela tinha passado aquele troço no rosto, a tal 'maquilagem'.

- É, tem razão... O que não ficaria bem em mim, não é? – rose riu de sua piadinha fútil e Esme olhou para a filha como se estivesse contemplando-a.

- Jasper sua roupa... – mamãe parou de falar quando me viu pegar a calça. – Bem, não precisa de mim, então. – balancei a cabeça em um 'sim'. Mamãe virou-se para a janela e então caminhou para lá. Senti uma leve irritação em seu corpo.

Esme colocou a cabeça para fora e então gritou:

- Carlisle! Seu filho continua deitado naquela cama, mesmo depois de eu tê-lo chamado milhões de vezes! – sorri. Digamos que meu pai não tinha nem um pouco da paciência da minha mãe e outra coisa, gostava de falar as coisas unicamente uma vez... Ai do engraçadinho que tivesse coragem de contrariá-lo!

- Vou resolver isso, querida. – disse papai, como sempre.

- E eu espero que seja logo, porque se ele demorar mais um minuto nós vamos chegar atrasados e eu não vou sentar lá atrás! – era engraçado ver minha mãe se impondo daquela maneira e meu pai dizendo "amém".

- Sim querida, vou resolver. – continuou Carlisle.

Esme puxou a cabeça para dentro do quarto, então saiu para o corredor.

- Alice, levante-se. – ela chamou, mas agora carinhosamente.

- Mais cinco minutos mamãe. – a voz de Alice era um apelo sonolento.

- Não! Você é a que demora mais para se vestir, então se levante agora, ou então da próxima vez que alguém lhe chamar, não serei eu e sim seu pai que vai te tirar da cama. – Esme tinha aquela voz cheia de autoridade, mas convenhamos, Alice obedeceu por conta da ameaça de ter papai indo tirá-la da cama.

- Ave- Maria mãe! Pronto, estou de pé! – ouvi passados fortes no chão, então uma porta de fechou e o chuveiro foi aberto.

Vi Rosalie sorrir para o espelho. Peguei a calça e fui para o quarto. Mamãe estava descendo as escadas, tenho certeza que iria pressionar ainda mais meu pai.

Passei pelo quarto do meu irmão caçula, ele ainda estava enrolado nas cobertas.

Entrei no meu cômodo e encostei a porta. Fui ate o guarda – roupas e peguei uma cueca. Vesti rápido, assim como fiz com a calça. Sequei um pouco mais meus cabelos e os pés com a toalha, então calcei meus sapatos.

Senti o cheiro de Carlisle mais forte, ele estava no corredor e pelas passadas fortes, não estava nem um pouco feliz.

Abri a porta e fingi ir pentear o cabelo no corredor, mas queria mesmo era ver o pirralho encrencado. Não que eu faça muito isso, mas ontem Edward me irritou muito e eu queria uma pequena vingança.

Carlisle entrou no quarto de uma vez, com aquela postura de 'assassino raivoso'.

- Levanta dessa cama. – seu tom era baixo, porém serio e cheio de autoridades. Edward estava sentado um segundo depois.

- Pai, por favor, hoje eu não quero ir a... – meu irmão foi interrompido por nosso pai.

- Não estou perguntando, estou dando uma ordem. - Carlisle não costumava ser tão 'sério' com Edward, mas papai parecia ter se irritado, provavelmente com o trabalho que estava fazendo com Emmett.

Eddie se encolheu quando viu nosso pai caminhar para ele, então o fedelho pulou da cama e ficou naquela posição defensiva, pronto para correr se necessário.

- Agora da próxima vez que sua mãe falar com você e for ignorada, eu venho aqui e te arranco de onde estiver pelas orelhas! Entendeu? – uuuuuh! Ele não estava para brincadeiras hoje.

- Sim senhor. – meu irmão tremeu com o tom de Carlisle.

Vi papai virar para sair, então rapidamente segui para o quarto onde o resto das minhas roupas estava, evitando dar de cara com sua carranca.

Rosalie tinha colocado o vestido rosa, mas estava precisando de ajuda com o zíper. Caminhei para ela e então a ajudei. Nesse momento mamãe entrou também pronta.

- Onde está Emmett? EMMMETT!- ela saiu do quarto chamando meu irmão. Vesti o resto das roupas e tive que dividir o espelho com Rose. Não que eu me preocupasse tanto com minha aparência, mas não podia deixar a gravata torta...

Cinco minutos depois e papai entrou no quarto, então seguiu direto para seu banheiro e fechou a porta.

Sai de dentro do quarto e levei a toalha molhada para lavanderia, no andar de baixo.

Edward já tinha terminado seu banho e passou por mim para se trocar no quarto dos nossos pais. Rosalie saiu e o caçula encostou a porta.

Mamãe estava estalando os dedos para Emmett, enquanto subiam as escadas.

- Já são seis e vinte e dois! É melhor se apressarem! – disse Esme.

Sai da lavanderia e sentei no sofá, esperando o resto da família.

Dez minutos se passaram Rosalie finalmente desceu, mas voltou pra frente do espelho da sala. Edward foi o terceiro a ficar pronto, mas ele nem o cabelo tinha penteado, estava indo de má vontade. Emmett e papai desceram juntos, mas meu irmão vinha dando um nó na gravata. Podíamos ouvir mamãe repreendendo Alice por sua demora.

- Vá pentear esse cabelo Edward. – disse Carlisle calmamente.

- Está bom assim. – meu irmão resmungou indo sentar ao meu lado.

Meu pai puxou o ar com força, procurando à calma e eu o ajudei.

- Obrigado Jasper. – disse papai.

- Edward, você está indo à missa, não a uma festinha qualquer. Nós estamos indo a um lugar para agradecer a nossa existência e a tudo de bom que temos. Você está indo para a casa da força que te colocou neste mundo. Está indo visitar quem cuida de alguém que você ama, mas que está na outra vida... – Carlisle recitou as palavras com calma e com certa compaixão, provavelmente não queria ter tratado Edward da maneira que tratou quando foi tirá-lo da cama hoje.

Meu irmão estava olhando para os próprios pés, enquanto o resto de nós meditava sobre as palavras do nosso pai.

- Eles não nos querem lá... Não somos bem vindos... – Eddie murmurou.

- Com "Eles" está se referindo aos outros que estão na igreja? – papai perguntou, mas meu irmão apenas balançou a cabeça em um "sim".

- Não estamos indo visitá-los, vamos visitar a Deus. Vamos agradecer em seu templo. Sei que você colocou na cabeça outras idéias sobre religião depois que veio a esta vida, mas quero que me obedeça. Quero que vá se aprontar de verdade e faça isso de coração. Penteei esse cabelo, coloque a gravata, arrume essa cara de birra e dê um nó nos cadarços de seu sapato, mas faça isso sempre lembrando de que Deus estará vendo isso de onde ele estiver. – Carlisle não costumava tentar mudar nossa cabeça sobre Deus, mas quando abria a boca pra falar neste assunto, bem, conseguia nos persuadir, tanto que Edward, o mais revoltado com isso, levantou do sofá e subiu para se arrumar de verdade.

Quando meu irmão entrou no quarto dele, então tirei o manto extra de calma que envolvia Carlisle e ele suspirou pesadamente, agradecendo por pelo menos desta vez conseguir fazer meu irmão se aprontar por vontade própria, sem precisar levá-lo a força ou pelas orelhas, como normalmente acontecia...

Não demorou muito e ele estava de volta, mas desta vez estava bem vestido, assim como Alice e mamãe que desciam as escadas rápido.

Carlisle saiu e foi ligar o carro, tínhamos dois, Emmett iria dirigir o outro.

- Edward e Alice virão comigo e com Esme. – disse meu pai, então seguimos para os carros.

Emmett adorava dirigir, podia-se dizer que aquele já era o carro dele. Sentei ao lado do meu irmão e Rose foi atrás, enquanto colocava mais alguns grampos para prender o cabelo e limpava os sapatos com um paninho que tinha trazido. Besteira!

Seguíamos o carro de Carlisle, as estradas nesse tempo eram cheias de buracos e o único lugar onde um automóvel passava sem pular, era nas ruas de pedras da cidade.

O tempo estava fechando, de acordo com Alice a missa terminaria antes da chuva, o que não afetaria em nada seus vestidos...

Sempre que chegávamos à cidade, as pessoas nos olhavam com curiosidade, mas papai disse para ignorar e fingir que nada estava acontecendo.

Paramos na frente da igreja, então Carlisle mandou a gente descer e ir com Esme até os lugares que ocuparíamos então ele e Emmett iriam estacionar os veículos.

Edward parou na porta da igreja e ficou encarando o altar com uma mescla de vontade de fugir e medo do pai.

Tentei manter um pouco de calma nele e canalizar a vontade de Esme de entrar, no meu irmão.

Na verdade ele sabia o que eu estava fazendo, e até iria resistir, mas então viu Carlisle e liberou as emoções pra mim, ainda bem!

Assim que papai chegou perto de nós, que continuávamos parados na frente da porta por causa de Edward, ele caminhou para meu irmão, segurou o alto de seu cotovelo, então sutilmente o puxou para dentro, enquanto acompanhávamos – o.

Carlisle encontrou alguns conhecidos na missa e os cumprimentava gentilmente, assim como minha mãe, mas sem nunca tirar o aperto do braço de Eddie.

Caminhamos para a terceira fila do lado direito. Rose sentou-se na ponta direita, depois dela Alice sentou então mamãe, Emmett, Carlisle, que arrastou Eddie, então eu.

- Doutor Carlisle! Que surpresa boa! – disse um homem alto de terno preto. Papai ficou de pé para cumprimentá-lo, então apertou sua mão com força. Esse homem era uma espécie de "tesoureiro" da igreja e quase todo mês, papai dava generosas contribuições. Por esse motivo, os que trabalhavam ali sentiam necessidade de paparicá-lo, tanto que sempre sentávamos no mesmo banco, sempre limpo e não precisávamos nos apertar como os outros, ocupávamos um banco de três metros.

- É um prazer revê-lo, Bartolomeu! – disse Carlisle.

- Senhora Cullen. – disse Barto, olhando de soslaio para minha mãe. Neste tempo as pessoas consideravam um desrespeito olhar a mulher, de alguém importante, nos olhos.

Minha mãe acenou com a cabeça.

- Senhoritas; Senhores. – continuou o homem, cumprimentado a mim e meus irmãos, acenamos levemente com a cabeça, menos Edward, que o ignorou todo o tempo.

- Ótimo! Um puxa- saco... – Eddie resmungou na área de audição de todos, inclusive na de Bartolomeu.

Carlisle pigarreou em advertência, enquanto o homem de terno preto ficou sem jeito.

- Sejam bem vindos à casa de Deus! – pobre Barto, nos deixou logo em seguida.

Vimos papai engolir o desrespeito de Edward, então se sentou outra vez e segurou a mão de minha mãe.

Aos poucos os outros cristãos encheram o perímetro e momentos depois o padre saiu de sua alcova e se dirigiu ao altar. Saudou-nos com um Bom dia e com bênçãos, então pediu que ficássemos de pé.

Obedientemente nos erguemos, exceto o pirralho ao meu lado. As pessoas olhavam para as ceninhas do meu irmão e isso começou a incomodar meu pai.

- Fique de pé, Edward. – Carlisle murmurou pacientemente, mas meu irmão cruzou os braços e ignorou.

"Levante-se idiota!" – pensei com brutalidade pra ele e chutei seu pé sutilmente.

- Você ta maluco?!- Edward falou alto e irritado e eu virei pra frente como se fingisse não conhecer aquele garoto.

- Edward! – Carlisle murmurou com força, enquanto os olhares estavam naquela cena patética.

- Ele estava me chutando, você não viu?! – continuou o pirralho apontando pra mim e falando alto como se estivesse em casa.

Vi meu pai lançar um olhar gélido para meu irmão, então o pirralho caiu para trás no banco e fechou a cara, mas ficou quieto. Esme baixou um pouco mais seu chapéu para esconder sua cara de vergonha.

- Meus filhos, sejamos gratos pelas bênçãos que Deus nos dá! Vamos louvar ao nosso criador! E agora irmãos e irmãos, juntem-se a mim em um Pai- nosso e uma Ave-maria, para darmos inicio a nossa missa! – começou o padre e as pessoas o seguiram na oração.

Continuamos a rezar então o padre mandou que sentássemos e começou a fazer o 'sermão' tão conhecido entre os que freqüentam uma igreja.

Durante todo esse tempo meu irmão continuou com sua cara de birra, mas não disse nada. Provavelmente foi ameaçado pelo nosso pai e por isso manteve-se quieto, até que começou a perceber que Carlisle não queria fazer uma cena e por isso moderava suas repreensões em um sussurro.

- De pé! – ordenou o padre e outra vez todos nós nos levantamos, exceto o pirralho.

- Levante-se Edward! – Carlisle pediu moderando sua irritação a um sussurro aparentemente calmo. Meu irmão ignorou.

- Ai que garoto insuportável! – Rosálie resmungou baixinho, mas podíamos ouvir por conta de nossa audição.

- Insuportável é você idiota! – Edward falou alto e acho que metade da igreja ouviu inclusive o padre, que olhava direto para o objeto da atenção de todo mundo, a boca grande do meu irmão.

"Você é o cara mais idiota que eu já conheci na vida! Está dentro da igreja, não em casa!" – repreendi-o mentalmente, mas ao invés de ficar quieto, ele resolveu revidar.

- Cale essa sua boca Jasper! Não preciso de seus sermões! – continuou Eddie e seu tom continuava alto e desaforado. Olhei instintivamente para Carlisle, que olhava fumegando para o filho mais novo.

"Meu Deus, onde esse garoto pensa que está?"

"Por acaso esse pai vai deixar isso assim?"

"Essa geração não tem educação mesmo, se fosse meu filho eu daria uns tapas aqui mesmo!" – as pessoas murmuravam umas para as outras, enquanto o padre tentava inutilmente retomar a missa.

- Modere essa sua língua! – Carlisle advertiu naquele tom serio que faz qualquer um tremer, mas pela postura calma que ele mantinha, ele iria evitar cenas a qualquer custo.

- Primeiro que eu não quis vir pra cá, você que me trouxe então não reclame! – Edward fez menção de ficar de pé, mas eu o empurrei para trás, querendo ajudar meu pai a conte-lo.

"Fique quieto burro! Quer levar uma surra aqui é?!" – pensei irritado para meu irmão.

- Vá-te as favas Jasper! – aquilo equivalia a um "vai pra merda otário", mas pela cara que Edward fez a seguir, ele soltou aquilo sem querer, mas novamente a altura de sua voz fez a metade da igreja parar e olhar para nós.

- Já chega! – Carlisle advertiu alto para os presentes verem que ele iria tomar as rédeas da situação, o que na verdade as pessoas desejavam a mais tempo do que imaginávamos.

Meu pai segurou a orelha do meu irmão e puxou, mas Edward se agarrou a madeira do banco e se segurou no lugar, não queria passar a vergonha de ser puxado pelo ouvido a vista da igreja inteira. Era compreensível, mas ele procurou por isso.

Vendo a resistência, minha mãe resolveu intervir.

- Acalme-se amor, converse com ele depois. – ela tentou, mas também estava irritada.

As pessoas cochichavam palavras maldosas.

Carlisle lançou um olhar mortal para meu irmão e forçou seu aperto com mais vontade, mostrando a Eddie que ou levantava ou teria a orelha arrancada.

- Pai, não precisa disso, soltei aquilo sem querer! – Edward sussurrou nervoso e morto de vergonha.

- Levanta! – Carlisle ordenou irritado, mas meu irmão afundou no banco, enquanto olhava suplicante para meu pai.

Vi papai cerrar os olhos para meu irmão e então o pirralho levantou de cabeça baixa, recusando-se a olhar para a platéia curiosa da igreja.

Até o padre nos olhava de boca aberta, mas ao ver o constrangimento da minha família ele tentou fazer as pessoas voltarem a rezar, mas ninguém tirava os olhos do homem puxando a orelha do filho.

"Se fosse eu estaria morrendo de vergonha!"

"Tomara que leve uma surra pra aprender a respeitar a casa de Deus"

"Senhor, um garoto desse tamanho, dentro da igreja! Como pode? Se fosse meu já teria apanhado aqui mesmo!" – sussurravam as pessoas, enquanto outros mais ou menos da nossa idade, zombavam do meu irmão.

Naquele tempo era comum ser repreendido pelos pais com um puxão de orelha ou um tapa no braço, ou, em casos mais sérios, uma cintada, mas não dentro da igreja.

Olhei para Emmett, ele estava mordendo os lábios para não rir, mas assim como Alice estava de cabeça baixa. Rosalie olhava para o outro lado, tentando ignorar o que estava acontecendo e mamãe olhava irritada para o pirralho.

#Mandem seus reviews, me encanto com suas opiniões...