Missa de domingo

Pov. Carlisle

Segurei Edward pela orelha e lancei um olhar para Jasper, para que nos desse caminho. Vi meu filho mais novo lançar olhares envergonhados para os que nos assistiam, mas eu ignorei.

- Pai! As pessoas estão olhando! – Edward falou, tentando puxar minha mão de sua orelha. Eu estava tentando não fazer uma cena ali, então o soltei e ele passou quase correndo e de cabeça baixa para fora da igreja, mas eu estava segurando seu braço.

Por isso que achei sorte demais hoje de manhã, antes de vir para cá, quando ele me obedeceu e foi pentear o cabelo e colocar a gravata, sem precisar ser arrastado pelas orelhas.

As pessoas nos olhavam divertidas, algumas soltando risadinhas e outras, principalmente as mais velhas, cochichando entre si o desrespeito de meu filho com a casa de Deus.

Edward desceu as escadas nervoso, mas eu o segurei novamente pela orelha e sai puxando para o lado esquerdo da igreja.

- Você ta pensando que está onde Edward? Eu não te dei essa educação e é melhor você se controlar! – o guiei pelo ouvido, até que ele estava encostado na parede.

- Mas que coisa pai! Eu não queria vir, então porque me trouxe?! – olhei quase perplexo para aquilo. Ás vezes me pergunto se ele faz isso para testar minha paciência ou só pra apanhar mesmo.

- Olha essa língua! – adverti com o dedo apontado para o meio dos olhos dele.

- D- Desculpa... – ele murmurou ao ver minha irritação.

- Você veio a uma missa, então deve se comportar para a ocasião. Vê a roupa que usa? Vê a formalidade das pessoas que estão aqui? Veja o ambiente em que se encontra, você é bem melhor que um pirralho mal educado! Eu te criei bem melhor que isso! – comecei meu sermão e quando meu filho baixou os olhos, puxei sua orelha com força.

- Aw, awww! – ele gemeu segurando meu pulso, como se aquilo fosse me impedir de fazer outra vez.

- Deveria ter vergonha de ser tão birrento! Não tem mais idade para isso e eu não estou com paciência pra aturar. Hoje você escolheu o dia errado para me provocar! – Edward por um momento me olhou suplicante.

- Desculpe por isso, eu só não queria vir pra cá! – disse ele um pouco angustiado.

- Muito bem, então nós dois vamos para casa. – minha declaração, de repente deixou meu filho apavorado.

- Nós dois? Não precisa! Posso ficar quieto pai, juro que não abro mais a boca! – eu entendi perfeitamente seu nervosismo, ele sabia exatamente o que iria acontecer quando chegássemos em casa.

Ignorei seus pedidos e coloquei uma mão em seu pescoço, então o guiei para dentro da igreja outra vez, ele ia de cabeça baixa todo o tempo.

Fomos pelo lado de Rose, para tentar chamar menos atenção, mas foi inútil, as pessoas nos olhavam com curiosidade e Edward parecia diminuir sobe seus olhares acusadores e divertidos.

Paramos perto de Rosálie, mas eu olhei direto para minha esposa e comecei a sussurrar.

- Vamos voltar para casa, mas prometo que antes de terminar a missa virei para levá-los para casa. – tenho certeza que Esme só prestou atenção nas primeiras quatro palavras e depois de olhar para Edward, deduziu a mesma coisa que ele.

- Carlisle, por favor. – ela pediu por seu filho, mas sempre fazia aquilo e sempre eles voltavam a fazer coisas piores achando que teriam a proteção da mãe contra mim, como quase sempre acontecia. Ela encobria o que eles faziam, mas quando não agüentava mais, era a mim que ela vinha.

- Querida... – murmurei baixinho, mas com firmeza, encerrando o assunto. Imediatamente ela me olhou com rancor e virou para frente, mas não disse nada.

Olhei para meus filhos e murmurei um "comportem-se", eles acenaram um 'sim' com a cabeça e eu voltei a guiar Edward para fora da igreja. Lá fora vi seus olhos marejados de veneno, provavelmente vergonha, isso sem contar que ele podia ouvir a mente das pessoas, o que tornava tudo mais desconcertante para ele.

- Você procurou por isso. – lembrei-o enquanto seguíamos para onde o carro estava estacionado. Edward nada respondeu.

Abri a porta de trás e ele entrou de cabeça baixa. Fui para meu lugar e dirigi direto para casa, ao chegarmos lá, não me dei ao trabalho de guardar o carro, já que iria voltar. Desci e fui abrir a porta, meu filho não se moveu.

- Venha Edward. – chamei-o pouco paciente, enquanto observava-o obedecendo-me. Ele evitava meus olhos.

Continuei parado na porta, esperando até que ele passou desconfiado por mim, então fechei a porta atrás de nós.

"Seu quarto". – indiquei e ele me lançou um olhar triste.

Ao entrarmos lá, Edward parou perto da janela e ficou me olhando nervoso. Observei-o por alguns segundos, então tirei minha gravata, desabotoei os botões do meu pulso e dobrei as mangas da blusa até meus cotovelos. Meu filho acompanhava meus gestos atentamente com os olhos.

- Sente-se. – apontei para a poltrona perto de onde ele estava. Edward olhou para mim mais um tempo, então quando dei um passo para frente, ele sentou.

- Por que isso Edward? – comecei com um suspiro. – Precisa mesmo me testar a paciência sempre? – ele nada respondeu.

- Por que agiu tão estupidamente na igreja? – comecei indo sentar na beirada da cama, a poucos metros dele.

- Desculpe... – ele sussurrou, enquanto encarava os próprios pés. – Não gosto de lá... – agora ele me olhou cheio de inocência e eu revirei os olhos.

- Isso não é verdade, já vi varias vezes você acompanhando as orações distraidamente, e me diga, isso lhe arrancou algum pedaço? – ele não respondeu, continuava me olhando como se não compreendesse o que eu estava falando.

- Você gosta mesmo é de fazer ceninha, parece que adora uma platéia para suas birras e eu estou começando a me cansar disso! Meu filho, você sabe que se eu julgar necessário eu vou lhe bater e nós sabemos que você não gosta de apanhar, então porque procura? – novamente não tive resposta. – Responda! – exigi e ele tremeu.

- Eu não sei o que acontece papai, você sabe o que eu penso sobre Deus, mas mesmo assim me obrigam a ir! – por mais que sua resposta fosse acusadora, ele fazia beicinho.

- Sabe meu filho, eu fui criado sobe condições religiosas severas, sou filho de um pastor. Vivi em um tempo que as pessoas eram obrigadas a ter uma única religião, onde pessoas eram mortas caso se opunha ao que lhes era imposto e mesmo assim acredito que Deus rege este universo não com violência, mas com amor, não com punições, mas com ensinamentos e é isso que quero passar pra vocês. Sei que você acredita que vampiros não têm alma, mas eu discordo. Tire isso por você, vejo como você fica indignado com as maldades dos seres humanos, como se sente desconfortável sob pensamentos cruéis, como tenta ajudar pessoas que nem conhece quando vai ao hospital comigo. – Edward me olhava atentamente, mas sem dizer uma palavra.

- Quando você me diz que Deus se esqueceu de nós, eu sinceramente, vejo um grande egoísmo em você. Vejo alguém que não é meu menino, às vezes é apavorante. Olhe ao seu redor, esse quarto tão grande, você tem tudo que precisa e muito mais. Conheço famílias que moram em lugares menores que seu quarto e mesmo assim agradecem todo dia a Deus pelo que tem. Sabe Edward, você não pode esperar que apenas O Senhor faça sem esperar nada em troca de você. Hoje mesmo, você não teve o mínimo de consideração com a casa dele! Não vou obrigar você a aceitar o que eu estou dizendo, pelo contrario, quero apenas que pense sobre isso, quero que reflita e que perceba o quanto de bênçãos você tem. – Edward olhou para o chão e continuou em silencio.

- Quero que vá para o canto de seu quarto e fique ai, pensando no que acabei de lhe dizer, então daqui a pouco voltarei. – ele me obedeceu sem dizer uma palavra, então levantei da cama e fui para meu quarto. Tirei meu terno e coloquei sobre a cama, então vesti uma calça social e uma camisa branca, depois coloquei um suéter marrom por cima. Continuei com meus sapatos.

Sentei em minha cama e esperei os minutos passarem. Eu não conseguia entender essa resistência boba de Edward. Porque ele não conseguia enxergar tudo de bom que tinha? Meu Deus, ele não é tão criança assim, ele sabe que deve agradecer ao que tem, ele sabe que existem pessoas que não tem um quarto do que temos e mesmo assim são felizes, então porque ele age com tanta rebeldia? O que lhe falta Senhor?

Ouvi um gemido vindo de seu quarto.

- É melhor deixar minha cabeça! – repreendi e ele murmurou um 'desculpe' sem ânimo.

Deitei na cama e fechei os olhos por um momento, estava cansado, dormi apenas três horas. Ontem a noite chegue em casa as duas da manhã e as cinco tive que levantar para concertar o telhado da cozinha. Ainda bem que os meninos ajudaram.

Os minutos se passaram e eu mantive o bloqueio na minha mente. Passaram cerca de vinte minutos, então eu levantei e caminhei para o quarto do meu filho, que continuava na posição que eu tinha lhe deixado.

Voltei a sentar na cama, então observei Edward alguns segundos, antes de falar:

- Filho, sente-se. – pedi com calma, mas ao encarar seu rosto vi uma expressão irritada e isso foi mais que suficiente para acionar meu lado autoritário.

Ele caminhou em passos pesados para a poltrona, então se jogou em cima dela. Observei em silencio.

- Você agora vai conversar comigo? – perguntei devagar e ele acenou com a cabeça, sem me olhar diretamente nos olhos.

- Porque agiu daquela maneira na igreja? – minha voz estava em tom calmo e paciente.

- Porque não queria ir para lá, já disse... – ele cruzou os braços e eu passei uma mão no rosto, já conhecia aquele teatro todo e sempre acabava com tons rebeldes, por isso me apressei para parar aquilo antes de permitir que ele me irritasse.

Fiquei de pé, o rosto inexpressivo. Edward me acompanhava com os olhos, enquanto eu caminhava em sua direção. Aos poucos vi alarme em seus olhos, mas ele permaneceu imóvel.

Segurei os dois braços da poltrona e me inclinei até meus olhos estarem à altura dos seus.

- Tenha cuidado com a maneira que vai falar comigo. Estou tentando te entender, mas se você não quiser conversar, pra mim vai ser ótimo, acabamos logo com isso de uma vez e então poderei ir buscar sua mãe na igreja. – ele mordeu o lábio inferir, como sempre fazia quando começava a ficar nervoso ou se sentir ameaçado, ou prestes a mentir. Descruzou os braços, mas sem nunca ousar tirar os olhos dos meus.

- Sim senhor. – disse ele devagar. Voltei a minha postura ereta e fui sentar na cama.

- Então agora me responda, porque estava agindo daquela maneira? – insisti. Edward fingiu olhar o teto, mas era uma maneira mais sutil de revirar os olhos, ignorei.

- Eu não sei... De repente só estava irritado demais, achando aquelas pessoas hipócritas. E eu só queria sair, vir pra casa. – sua voz era baixinha.

- Como eu lhe disse antes, acho que isso é vontade de ser rebelde. Nós bem sabemos que é sempre a mesma coisa, você, todo o domingo precisa praticamente, levantar da cama, se vestir, se arrumar sob ameaças minhas. Embora hoje tenha acrescentado mais. Se não queria rezar, deveria ter ficado quieto e calado, não vociferando indelicadezas em um lugar sagrado. – ele brincava com seus dedos e fazia cara de tédio.

- Pai, porque não me escuta? Eu não gosto de lá, não quero voltar, não me sinto bem! – Edward passou as mãos pelo rosto e ficou me olhando apreensivo.

Levantei da cama e sai de seu quarto, enquanto ele me olhava ainda nervoso.

Desci as escadas e me dirigi para a cozinha. Peguei uma garrafa de sangue e coloquei o liquido em uma panela de alumínio, então liguei o fogão e esperei esquentar.

Fui até o armário e peguei um copo, então coloquei sobre a mesa.

Eu precisava pensar um pouco. As pessoas costumam ir à casa de Deus, para orar e normalmente fazem isso para se sentir bem. Realmente acho que Edward esta fazendo cena porque gosta de chamar atenção e só isso. Já o vi orar diversas vezes. Juro que não sei o que acontece, mas se ele não quer ir porque não se sente bem, então, terei que respeitar sua vontade.

Vi uma pequena fumaça em torna da borda da panela, então desliguei o fogo e coloquei o liquido no copo sobre a mesa. Coloquei a louça suja na pia, peguei meu copo e andei para as escadas, enquanto bebia alguns goles.

Quando cheguei ao quarto de meu filho, ele estava de pé, ao lado da janela.

A me ver, Edward voltou rápido para a poltrona e ficou esperando que eu dissesse alguma coisa.

Bebi o resto do sangue, então caminhei para perto dele, fiquei a uma distancia de dois passos.

- Muito bem, se não gosta da missa porque "não se sente bem", então a partir de hoje não vai mais. – olhei seu rosto esperando algum sinal de felicidade, mas não havia nada além que cara de nervoso. – Tudo bem assim? – perguntei.

- Sim, senhor. – ele murmurou, mas olhou para o chão, provavelmente tinha percebido que agora iríamos resolver sua má educação.

- Agora Edward, quero que me explique porque foi tão indelicado com as pessoas, e porque usou expressões inaceitáveis daquela maneira?! – olhei serio para ele.

- Desculpe... – ele balançava a perna direita em sinal de impaciência.

- Pelo visto nossa conversa de duas semanas atrás não foi claro o suficiente para você. – acusei então seus olhos se arregalaram pra mim.

- Claro que foi! Claríssima! – ele garantiu nervoso.

Há duas semanas, enquanto voltávamos de uma caçada, Edward se irritou com Jasper e descarregou palavras inaceitáveis em cima do irmão. Fiquei extremamente irritado com aquilo e ele terminou com umas palmadas no traseiro, mas ao que parece não fui firme o suficiente.

- Não, acho que não fui, mas vou mudar isso. – minhas palavras eram calmas e isso deixou Edward angustiado.

- Não papai, não precisa... – seu tom era suplicante, enquanto ele parecia afundar cada vez mais na poltrona.

Coloquei a mão na fivela do meu cinto e comecei a desabotoar. Meu filho observava aquilo cheio de desespero.

Puxei a correia das presilhas da calça, e quando dobrei o cinto, a fivela se chocou com a ponta, fazendo um leve barulho que fez Edward ficar de pé atônito.

- Não pai, por favor, não precisa fazer isso, juro que me arrependi e que não farei isso outra vez! – ele colocou as mãos pra frente na altura que eu segurava o couro, como se pudesse se proteger.

- Não, não fará! – sorri pelo canto da boca, enquanto mantinha uma expressão séria.

Olhei por um momento ao redor de seu quarto e pensei como faria aquilo. Caminhei para a cama e coloquei dois travesseiros um em cima do outro. Edward olhava para a porta, considerando uma fuga, provavelmente.

- Venha aqui. – pedi com autoridade e o vi tremer, enquanto eu gesticulava com o cinto.

- Papaii! Não precisa disso! – ele choramingou nervoso, vendo que não teria chance de escapar.

Eu sabia que ele estava tentando adiar aquilo o máximo que conseguisse.

- Se não vier eu vou buscar! – avisei.

- Ummhumhumm! – ele gemeu, caminhando em passos lentos para perto de mim, procurando se esgueirar o quanto podia, mas agarrei seu cotovelo.

- Desfaça as calças. – pedi, mas ele continuou imóvel sem me olhar.

Suspirei pesadamente e eu mesmo comecei a desabotoar sua roupa. Edward tentou resistir, mas eu ignorei suas tentativas e segundos depois puxei suas calças até seu joelhos e o guiei para cima da cama.

Esperei ele se ajeitar de modo que colocasse os quadris sobre os dois travesseiros, ele suplicava para que eu não fizesse aquilo, mas ao ver que eu não dava a mínima para o que ele pedia, colocou as mãos pra frente e enterrou o rosto, já puxando o ar com dificuldade.

Coloquei a mão nas suas costas e ergui o cinto.

O couro bateu com força em seu traseiro coberto apenas por um short fino. Edward se moveu pra frente ao mesmo tempo em que deixou um soluço escapar.

- Tomara que isso não aconteça outra vez, Edward! – falei, entregando-lhe duas cintas fortes e ele gritou.

- Awwwwwww! Nããoo papapaiii! – ele pediu erguendo os pés, enquanto se contorcia.

SLAFT! Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaarh!

SLAFT! SLAFT!Aaaaaaaaaaaaaarrraarrrh!

SLAFT!Papaai paraaaaa por favorrrrrrrrrrrrrr!

SLAFT! Aaaaaaaaaaaaiiiiii!

SLAFT!D-desculpaaaaaaaaa!

Edward se empurrava para frente e chutava o ar com força, enquanto começava a chorar, mas eu não parei, continuei descendo o cinco no seu traseiro.

11, 12, 13... 17... – Edward berrava agora, implorando para que eu parasse, então parei por um momento, coloquei a mão no cós de sua cueca e puxei até seus joelhos. Meu filho entrou em pânico, tossia e gritava e tentava sair daquela posição, mas eu o segurava no lugar.

- Pare com isso, Edward! – adverti irritado, mas ele não parou, tentou se erguer, mas empurrei suas costas para baixo.

- Nããããooo pappaiiiiii! – ele chorou com força.

SLAFT! Haaaawwwwwwwww!SLAFT! Hawnnnnn! SLAFT! Paraaaa papaiii! SLAFT! Desculllpaaaaa! SLAFT! Não, não paizinhoooh! SLAFT! Por favorrrr!

SLAFT! Paaaraaaa!SLAFT! Ãnhaaahhh!SLAFT! SLAFT! Paizinhoooooh! Para pelo amor de... – parei perplexo para ver se ele tinha coragem de repetir aquilo, mas ele não teve. Chora com força em cima da cama, tossia nervoso.

Coloquei o cinto nas calças e puxei a cueca de Edward pra cima. Ele gritou quando o tecido encostou-se a seu bumbum. Peguei sua calça no chão e coloquei sobre a poltrona.

Meu filho estava encolhido no meio da cama, agarrado aos travesseiros, chorando, enquanto seu peito arfava.

Será que ele teria coragem de pedir pelo "amor de Deus"? Observei-o por alguns segundos.

- DES- Descullll – paaaa... – ele pediu sem olhar pra mim, mas eu sabia que era uma maneira de pedir meu conforto, mas ao invés disso caminhei para ele, segurei seu braço e o levantei só um pouquinho para me olhar nos olhos, embora tivesse feito isso com certa brutalidade.

Edward estava com medo e por isso voltou a chorar aos berros, provavelmente imaginando que eu iria lhe bater.

- Você se ouviu? Iria mesmo pedir "Pelo Amor de Deus", Edward? – olhei cético para aquele rostinho dengoso.

Ao invés de responder ele começou a espernear e puxar o braço da minha mão, mas eu o segurei com mais força.

- Eu fiz uma pergunta! – falei severamente e ele tremeu.

- Masss, mass, eu nããoo sabia o que fazerr pra você... Pararrr! – ele voltou aos seus soluços e eu o soltei em cima do colchão.

Fui pra fora do quarto cheio de irritação. Ele teria coragem meu Deus? Será que o garoto que eu criei com tanto amor e cuidado seria tão premeditado assim?

Não, não. Ele não fez aquilo por mal, talvez nem se desse conta do que iria pedir, mas IA PEDIR!

Ouvir o choro alto de Edward me deixou dividido entre minha perplexidade total e pela vontade de ir consolá-lo.

Aos poucos seu choro se transformava em uma angustia, ele sentia necessidade de consolo, ele precisava.

Engoli o outro sentimento e entrei em seu quarto outra vez, onde ele estava enterrado nos travesseiros.

Caminhei para lá e devagar segurei seu braço e o puxei cuidadosamente. Ele chorou mais alto por causa disso, mas eu tentei ignorar.

Puxei-o até que Edward estava de joelhos na cama, então o abracei e puxei para meus braços. Ele enterrou a cabeça no meu pescoço, enquanto soluçava.

- Shhh... Tudo bem, tudo bem. Acabou bebê. – tentei acalmá-lo, mas sentia o arfar de seu peito, o sentia tentar limpar as próprias lágrimas e segurar seus soluços

- Respirações profundas bebê... – falei em seu ouvido, mas tudo que ele fazia era soluçar.

Sentei na cama e o coloquei sentado em minhas pernas. Edward continuou agarrado a mim por bastante tempo, enquanto eu o balançava como se fosse uma criança de colo.

Quando finalmente ele parou de chorar e ficou apenas soluçando e fungando, eu diminui o abraço apertado.

- Des- Descullpaa papaii... – ele pediu com a voz tremula.

- Tudo bem filho, acabou agora. – lhe garanti.

Tentei tirá-lo de perto de mim, mas ele se agarrou ao meu pescoço com tanta força que poderia me decapitar.

- Eu estou bem aqui filho. Acalme-se. – pedi esfregando suas costas e coxas.

- Mass não me deixaa... – de repente seus soluços recomeçaram mais fortes e ele estava prestes a começar a chorar outra vez.

- Não vou deixar. Nunca vou te deixar! – apertei – o contra meu peito com força e fiquei com ele daquele jeito até que ele, por conta própria, se afastou do meu abraço.

Beijei sua testa e ficamos de pé.

Vi ele tentar esfregar o traseiro disfarçadamente, enquanto fazia caretas cheias de manha.

- Ow meu bebezinho! Ta doendo é? – perguntei com aquela voz que normalmente se fala com crianças. Ele fez bico e tremeu o lábio, com dengo. Caminhei para ele e o puxei para meus braços.

- O papai vai buscar os outros e logo estarei de volta. Tudo bem meu pequeno? – ele balançou a cabeça em um 'sim' no meu ombro e eu o levei devagar para sua cama outra vez. Ele deitou de barriga para cima e se enroscou nos travesseiros de olhos fechados.

Quando eu ia saindo ele me chamou.

- Papai?

- Sim? – virei para encará-lo, mas ele estava de costas.

- Não demora não viu? Não quero ficar sozinho... – ergueu um pouco a cabeça para me olhar e eu sorri.

Fui para fora e entrei no carro, dirigi direto para a igreja, mas fiquei lá fora esperando os outros saírem.

A me ver, Esme quase correu para o carro e perguntou por Edward. Falei que ele estava bem, que estava em casa no seu quarto, mas ela cerrou os olhos pra mim e entrou sem dizer uma palavra no banco da frente.

Alice entrou também. Vi Emmett fazer o retorno com Rosálie e Jasper junto com ele, então seguimos para casa.

Quando chegamos lá, as crianças foram tomar banho, mas não sem antes eu lhes advertir para deixar Edward em paz. Esme correu para seu filho e pude ouvir os paparicos da garagem.

Esperei que ela saísse, guardei o outro carro e voltei para o quarto do meu caçula.

Ele estava olhando para a porta assustado, provavelmente achando que era um dos irmãos para lhe importunar.

Sorriu quando me reconheceu. Caminhei para sentar ao seu lado.

- Pai, desculpe outra vez, eu promet... – ergui a mão para lhe cortar.

- Não prometa na semana passada me disse a mesma coisa e olhe o que já aconteceu! - lembrei, mas ele enterrou a cabeça com mais força no colchão.

- Desculpe... – ele murmurou.

Inclinei-me para beijar seu pescoço, depois o braço, as costas, a cabeça, depois o puxei para meu colo e estava lhe fazendo cócegas, mas com bastante cuidado para não machucar seu traseiro.

Era sempre assim. No final tudo sempre acabava bem!

#Está ai o final dessa 'fic', espero que tenham gostado. Mil beijos...

E já sabem não se esqueçam dos reviews e nem de votar no desempate para a próxima fic.

Beijinho Beijinhos...

BellinhaBlack