#Olá meu amores, estou de volta. Muito obrigada pelos reviews, amei cada critica e opinião, vocês são demais.

Esse primeiro capitulo é curtinho, mas é um capitulo necessário. Espero que gostem...

O ANIVERSÁRIO DE MARCUS

Pov. Esme

A correspondência.

Suspirei enquanto pegava nossa correspondência. Eu estava extremamente agradecida de Edward estar dormindo, impedindo Rosálie de encontra alguma confusão.

Voltei devagar para dentro de nossa casinha Vitoriana, em meio à floresta, então fui direto para a cozinha e sentei em uma das cadeiras de madeira.

Vi Rosalie observando as árvores pela janela. Pobre criança, ainda sofria com a saudade dos que ficaram para trás...

Fui remexendo pelas cartas, até que uma em especial me chamou atenção. O envelope era vermelho e opaco, tinha um V dentro de uma circunferência selando a carta. Estava endereçado para nossa casa, mas entre aspas tinha o nome: Carlisle Cullen.

Não precisava perguntar nada ao meu marido porque eu sabia muito bem de quem era aquela carta, era dos Volturi.

Imaginei se deveria abrir. Eu queria abrir, mas sei até onde tenho liberdade pra me meter nos assuntos de meu cônjuge, ainda mais se tratando dos Volturi.

Nem as crianças, nem eu, sabíamos muito sobre a realeza dos vampiros, porque Carlisle não nos contava detalhadamente. Mesmo para Edward, que viveu há tanto tempo com ele, esse assunto era restrito.

Ergui os olhos para o relógio de pendulo na sala, quando ele anunciou às nove horas da manhã- hora do inferno de brigas começar.

Olhei instintivamente para Rose, que continuava olhando a janela entorpecidamente. A qualquer momento Edward iria descer as escadas e o seu mínimo descuido na hora de respirar iria desencadear uma raiva monstruosa em Rosalie.

Observei o alto da escada de madeira, o rapaz vinha ainda bocejando e descendo vagarosamente. A me ver, ele sorriu. Retribui. A menina continuava imóvel na janela.

Edward ignorou Rose e se dirigiu para a cozinha. Parou ao meu lado e se inclinou para beijar o alto de minha cabeça carinhosamente, como de costume. Puxou a cadeira ao meu lado e estendeu a mão para a caneca de sangue, que estava a sua espera desde as oito e meia da manhã. Hoje era dia de algo mais nutritivo, por isso nada de comida humana.

- Que carta é essa? – ele perguntou depois de dar um gole na sua bebida, enquanto gesticulava com o queixo para o envelope vermelho.

- Assuntos de seu pai. – respondi tentando não mostrar curiosidade nenhuma, para não entusiasmá-lo a ponto de repetir a segunda violação na correspondência do pai.

- A senhora não abriu?- seus olhos brilhavam em curiosidade, como os meus a momentos atrás.

- Edward, essa correspondência não é sua, é de Carlisle. Já se esqueceu da ultima conversa que tiveram quando você abriu aquela carta do... – ele me interrompeu rapidamente.

- Sim, sim. Eu me lembro. – disse ele, enquanto voltava a beber o seu sangue.

Carlisle tinha ido ao hospital hoje cedo, mesmo que fosse dia de sua folga.

- Senhora? – ergui os olhos para Rosálie, quando escutei sua voz um pouco seria demais.

- Sim, querida? – respondi de maneira meiga e gentil.

- Se importa se eu for dar uma volta pela floresta? – a principio pensei em dizer 'não', como Carlisle me instruiu a fazer se qualquer um de nossos filhos quisesse sair sozinho, principalmente a Rose, já que ela ainda não tinha autocontrole.

- Querida, você sabe que Carlisle não aprova esses passeios, ainda mais em um território pouco conhecido por nós. – por incrível que pareça ela reconheceu minha justificativa por estar prestes a verbalizar um 'não' e mesmo assim não tentou discutir comigo, apenas virou-se outra vez para a janela e ficou observando lá fora, silenciosamente.

Eu suspirei. Ela estava sofrendo, provavelmente só queria ficar sozinha.

- Tudo bem Rose, mas, por favor, não se afaste de nós. – pedi. Vi-a balançar a cabeça em um 'sim', então, ainda de costas pra mim, ela pulou pela janela e foi caminhar.

- Posso ir caçar? – a voz ansiosa de Edward encheu a casa.

- Claro que não!- falei.

- E porque Rosalie pode e eu não? Porque tudo agora é pra essa garota chata? – e lá vamos nós...

- Não fale dela assim Edward! – repreendi-o, enquanto ele ficava de pé irritado.

- Mas é o que ela é... – ele murmurou e eu virei os olhos.

O garoto estava se dirigindo para as escadas, mas eu o parei.

- Não, venha colocar seu copo no lugar das louças sujas. – ele voltou em velocidade vampiresca e fez o que eu pedi com a mesma rapidez, depois foi lá pra cima, enquanto eu observava a carta dos Volturi.

O que poderia ser?

- Só vamos saber se você abrir! – a voz de Edward ressoou lá de cima e eu, novamente, revirei os olhos.

- Sai de minha cabeça! – retruquei para meu enteado quase filho.

- Desculpa. – ouvi seu murmúrio.

Continua...

#Muito bem, esta foi à introdução da historia. Mandem seus reviews... Obrigado pela paciência. Mil beijos.