Oh, quão angustiante é saber que não sei nada de nada! Todas as forças resumidas a poeira, soprada pelos ventos do conhecimento. As curiosidades, os desejos, todos em vão - para quê, se não sei nada de nada?
O que é certo não é certo, o que é errado tropeça nos degraus da incerteza. O que eu acredito é refutado, o que critico vence-me. Perco-me em dados que surgem constantemente, o relógio engana-me e nem consigo analisá-los a tempo.
As saudades que tenho de saber tudo!
Como cheguei cá? Não me lembro do caminho que percorri, estou cega, não reconheço os meus passos. Não quero ficar aqui mas os joelhos começam a fraquejar - não quero cair, vou magoar-me.
A angústia que tenho em não saber nada!